Imagem de uma clínica hospitalar

Quando a infelicidade de uma doença grave bate à porta, os encargos com cuidados médicos podem exigir um esforço financeiro acrescido. Além disso, em muitos casos, os problemas de saúde vêm acompanhados de perda de rendimentos. Um seguro para doenças graves, que garante proteção em caso de patologias como cancro, acidente vascular cerebral (AVC) ou enfarte, pode ser uma ajuda.  

Este tipo de cobertura está presente em apólices que tanto podem garantir assistência médica (quando integrada no seguro de saúde), como o pagamento de um capital fixo (se prevista num seguro de vida). Podem ainda ser uma combinação de ambas as modalidades, no caso dos seguros exclusivos para doenças graves. 

Mas as suas regras e características nem sempre são claras para quem pondera contratar este tipo de produto. Por isso, respondemos a 15 dúvidas comuns

Já tenho seguro de saúde. Tenho de contratar uma nova apólice para doenças graves ou há forma de complementar o meu seguro com esta cobertura? 

Se tem seguro de saúde, pode fazer um upgrade à apólice, adicionando a cobertura de doenças graves. Nesse caso, o seguro comparticipa consultas, exames e tratamentos ou reembolsa essas despesas. No entanto, se, além da assistência médica, pretender também garantir uma almofada financeira, poderá optar por contratar um seguro mais abrangente e específico para doenças graves.  

Tenho de fazer exames médicos se quiser complementar o meu seguro de saúde com a cobertura de doenças graves? 

Tal como quando contratou o seguro de saúde, terá de preencher um questionário de avaliação médica. Algumas seguradoras poderão, contudo, fazer uma entrevista médica ou pedir exames complementares. 

Posso acionar a cobertura de doenças graves do meu seguro de saúde no estrangeiro? 

No caso de ter um seguro de saúde com a cobertura de doenças graves, a seguradora paga as despesas no estrangeiro, desde que o acompanhamento seja feito na sua rede de prestadores.  

O seguro para doenças graves inclui o pagamento de cuidados paliativos? 

Depende do tipo de apólice. Se se tratar de um seguro de saúde com cobertura de doenças graves, a comparticipação de despesas com cuidados paliativos está prevista. Já quando está em causa uma cobertura de doenças graves integrada no seguro de vida, receberá um capital único imediatamente após o diagnóstico. Poderá usar esse montante livremente, inclusive para o pagamento de tratamentos ou para qualquer outro fim. 

Quero modalidade de seguro para doenças graves devo escolher: uma que cubra as despesas médicas ou uma que pague um montante que possa usar livremente em caso de doença? 

Optar por uma ou por outra modalidade vai depender das suas necessidades. Se quiser um seguro que pague os tratamentos, consultas, exames, cirurgias, etc. terá de contratar um seguro de saúde com este complemento. Se, em caso de doença grave, preferir receber um capital único para usar da forma que achar mais apropriada (em tratamentos ou não) deve optar por um seguro de vida com essa cobertura.  

É possível acumular o reembolso de despesas médicas com o pagamento de capital? 

Pode conseguir ambos os benefícios se, além do seguro de saúde com o complemento de doenças graves, tiver, cumulativamente, um seguro de vida com esta cobertura. Outra hipótese é contratar um seguro exclusivo para doenças graves. Alguns preveem, além do pagamento do capital, acesso a tratamento médico em Portugal ou no estrangeiro e serviços como segunda opinião médica.  

Depois de receber o capital, a cobertura termina ou mantém-se para eventuais futuras doenças? 

Depende das condições do seguro que contratar. Há apólices que cessam logo que sejam acionadas e o pagamento seja efetuado. No entanto, outras preveem o pagamento de uma percentagem da indemnização por cada doença coberta. Por exemplo, se sofrer um AVC, recebe uma parte do capital e, na eventualidade de vir a sofrer, mais tarde, de doença oncológica, receberá outra fatia. 

Se não acionar a cobertura de doenças graves, tenho direito ao reembolso do valor pago no final do contrato? 

Não. O prémio pago pelo tomador do seguro serve exclusivamente para garantir proteção em caso de doença grave, durante a vigência do contrato. Quando este termina sem ter sido ativado, as seguradoras não preveem o reembolso dos valores pagos.  

O seguro para doenças graves tem período de fidelização? 

Por norma, os seguros não têm período de fidelização. No entanto, se pretender cancelar o contrato, terá de cumprir o prazo de pré-aviso previsto nas condições gerais da apólice. Normalmente, este prazo é de 30 dias em relação à data de renovação do seguro. Mas, se o contrato tiver duração indeterminada, poderá ter de informar a seguradora sobre a intenção de cancelar a apólice até 90 dias antes da data de renovação. 

Há limite de idade para subscrever este seguro? 

Normalmente, sim, mas depende da seguradora. Na generalidade, varia entre os 55 e os 66 anos

O prémio do seguro vai aumentar automaticamente ou poderei renegociá-lo com a seguradora? 

Tendencialmente, o prémio do seguro aumentará com a idade do segurado, uma vez que o risco de doença grave será maior à medida que os anos passam. Estes aumentos são automáticos e ocorrem, normalmente, aquando da renovação do contrato. Ainda assim, deve procurar esclarecer essa informação com a seguradora.

Se não tiver nenhuma doença pré-existente, mas houver histórico familiar de uma determinada patologia, ela poderá ser excluída da apólice? 

Não. A seguradora limita-se a questioná-lo sobre o seu estado de saúde e nunca de familiares. As exclusões incidem sobre doenças já diagnosticadas ao segurado ou cujos sintomas já sejam conhecidos antes da contratação do seguro.

Posso usar o dinheiro para outras despesas que não despesas médicas? 

Sim. Se contratar um seguro que preveja o pagamento de um capital único, pode usar esse montante livremente, seja para tratamentos, para repor rendimentos perdidos ou para qualquer outro efeito. 

Uma criança pode ter seguro de doenças graves? 

Sim. Há seguradoras que preveem a possibilidade de os pais alargarem a cobertura de doenças graves a filhos menores, tanto no seguro de saúde como no seguro de vida.  

O seguro de doenças graves cobre qualquer tipo de cancro? 

Não. Embora a maioria das doenças oncológicas esteja prevista, há exceções. Por exemplo, alguns seguros excluem todos os tipos de cancro de pele que não sejam melanoma. Além disso, há apólices que excluem cancro não invasivo da mama, miomas do útero, pólipos colorretais ou metástases pulmonares. Por estes motivos, é fundamental que leia atentamente as informações pré-contratuais e as condições do seguro, dando especial atenção às exclusões. 

Perguntas frequentes

O seguro para doenças graves garante proteção em caso de diagnóstico de cancro, acidente vascular cerebral, enfarte ou outras doenças graves. Dependendo do tipo de apólice, pode prever a comparticipação de despesas médicas ou o pagamento de um capital único ao segurado.

Existem três modalidades possíveis:

  • Seguro exclusivo para doenças graves;
  • Cobertura de doenças graves integrado num seguro de vida;
  • Seguro de saúde com a cobertura adicional de doenças graves.

As doenças cobertas variam de seguro para seguro, mas há três que, normalmente, estão prevista na maioria dos casos: acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio e cancro.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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