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Tenho mesmo de utilizar o cartão de crédito no estrangeiro?

Utilizar o cartão de crédito no estrangeiro pode trazer vantagens para ter mais segurança nas suas viagens. Saiba o que precisa de saber sobre este tema.

Catarina Reis Catarina Reis , 26 Novembro 2019

Para responder da melhor forma a todas as despesas previstas e imprevistas numa viagem, poderá ser importante levar consigo um cartão de crédito.

No entanto fazer uso dos cartões também tem os seus reveses. Perante os prós e contras, é possível que procure responder à pergunta “tenho mesmo de levar um cartão de crédito para o estrangeiro?”

As vantagens de levar um cartão de crédito para o estrangeiro

De uma forma geral, podem existir grandes vantagens em usar o seu cartão de crédito no estrangeiro. Por um lado, impede-o de transportar muito dinheiro consigo, reduzindo o risco de o perder ou de ser roubado.

Por outro lado não precisa de se preocupar com câmbios de moeda, pois o cartão fá-los automaticamente em cada transação. Deve ter é atenção às taxas de câmbio e outros custos associados quando fizer pagamentos por este meio.

Portanto, quando chegar a vez de se perguntar a si mesmo “tenho mesmo de levar um cartão de crédito para o estrangeiro?“, talvez o primeiro fator a ter em conta seja mesmo o destino, sendo que para fora da Zona Euro pode mesmo ser importante levar um.

Talvez a grande desvantagem do uso de cartão de crédito no estrangeiro resida na facilidade com que pode ser indevidamente usado. Em caso de roubo, qualquer pessoa na posse do cartão pode levantar dinheiro ou realizar compras com ele, isto se se tratar de um cartão não sujeito ao uso de um PIN ou código de acesso.

Ler mais: Perdeu o PIN do seu cartão de crédito? Saiba como proceder

O que fazer em caso de roubo do cartão no estrangeiro?

No caso de perder ou de lhe roubarem o cartão, deverá contactar o seu banco e comunicar essa mesma ocorrência.  A partir desse momento todos os débitos associados ao uso do cartão de crédito não lhe serão imputados. Em alternativa poderá contactar a rede de pagamento a que o cartão pertence (VISA ou Mastercard, por exemplo). Poderá também solicitar o reenvio de um novo cartão de crédito com urgência, para que não fique em férias sem possibilidade de aceder ao crédito.

Como medida de precaução, se viajar para a Ásia, pode ser importante comunicar ao seu banco que o vai fazer e em que datas. Desta forma, evita o risco de o cartão ser cancelado pelo banco, perante movimentações de que não tem qualquer conhecimento.

Embora o uso de um cartão de crédito no estrangeiro possa ser muito prático, também se pode tornar pouco útil quando há cidades em que a aceitação do cartão de crédito é reduzida. Assim, antes de viajar, pesquise ou fale com o seu banco, de forma a informar-se sobre se o seu cartão pode mesmo ser utilizado no destino para onde vai viajar.

O primeiro fator a ter em conta quanto ao uso do cartão de crédito no estrangeiro é a moeda praticada nas transações comerciais. Assim, torna-se fácil antever que compensa mais levar o cartão de crédito para certos destinos, e menos para outros.

Na zona euro, como funciona?

Se se deslocar para um país dentro da zona euro, o uso do cartão de crédito torna-se mais facilmente um aliado em todas as transações, uma vez que pode ser usado de forma gratuita, à semelhança do que acontece em Portugal. Tendo em conta que a moeda do país estrangeiro é a mesma do país de origem do cartão de crédito, não há lugar ao pagamento de taxas de câmbio.

Se o seu destino for um país europeu mas cuja moeda não seja o Euro, talvez seja mais aconselhável deixar o cartão de crédito em casa, e levar um outro cartão - o de débito. Isto porque as comissões de uso do cartão de débito nestes países são consideravelmente mais baixas do que as praticadas sobre o cartão de crédito.

Países fora da Europa - outros continentes

Os levantamentos de quantias monetárias nestes países estão mais sujeitos a taxas e comissões altas. Portanto, quanto mais recorrer ao uso do cartão, seja de crédito ou débito, mais está sujeito a prejuízos. Nestes casos, o melhor que tem a fazer é reduzir ao máximo o uso de cartões, e levantar a quantia de dinheiro possível enquanto estiver ainda em solo português.

Em suma, usar um cartão de crédito no estrangeiro pode ser mais cómodo, fácil e seguro, mas é quase certo que o seu uso poderá delapidar a sua conta bancária, e para que isso não aconteça, deverá ter cuidado e ser comedido no seu uso.

Rent a car_aeroporto

Situações em que uso de cartão de crédito se torna obrigatório

Existem algumas situações específicas em que o uso do cartão de crédito no estrangeiro é mesmo necessário. Falamos por exemplo no caso de precisarmos recorrer ao aluguer de um carro.

Mesmo estando a falar de um país cuja moeda é o Euro, a esmagadora maioria das empresas de rent-a-car exige que o levantamento da viatura seja feito mediante um cartão de crédito em nome do condutor. Já a pré reserva do veículo pode ser feita, em muitos casos, com um cartão de débito.

A explicação para este facto prende-se com a alta probabilidade de acontecerem imprevistos, como acidentes, com prejuízos mais ou menos avultados. Ora, como se sabe, as despesas inerentes aos danos num carro podem ser elevadas, e obrigarem as pessoas a usarem um cartão de crédito é uma forma de estas empresas se manterem precavidas nessas situações.

No entanto, é importante dizer que pode não ser obrigatório tratar-se do mesmo cartão - é perfeitamente possível fazer a reserva com um cartão de crédito e depois usar um outro à chegada, quando for levantar o carro. O fundamental é que no momento de pegar no carro o condutor tenha um cartão de crédito em seu nome. A pré reserva não só pode ser realizada com recurso a um outro cartão de crédito, mas também, em muitos casos, a um cartão de débito.

A principal razão pela qual as empresas de aluguer de carros não aceitam pagamentos por cartão de débito prende-se com o facto de por vezes as contas de reparação do veículo poderem ser mais elevadas do que o depósito efetuado, ou para poderem cobrar posteriormente valores relacionados com multas, que poderão chegar já bastante tempo depois de o aluguer ter ocorrido.

A vantagem do seguro de viagem

Este aspeto pode ser também de grande importância para quem usar cartão de crédito no estrangeiro. Ao comprar a sua viagem, verifique sempre se na compra da mesma existe um seguro de viagem associado. Ao adquirir um novo cartão de crédito deverá ter esta questão em conta, uma vez que lhe permite usufruir de um seguro de viagem que lhe poderá ser benéfico, face a eventuais danos que possam ocorrer, tendo direito a uma compensação se a sua mala for extraviada ou sofrer um atraso, bem como no caso de doença ou falecimento.

Levantamentos e despesas associadas

Qualquer que seja o destino, é importante ter sempre presente que levantar dinheiro recorrendo ao cartão de crédito implica mais despesas, nomeadamente as seguintes:

  • Comissão pela utilização de cash advance;
  • Comissão pelo levantamento em ATM;
  • Comissão de Serviço Interbancário;
  • Comissão de Serviço Internacional;
  • Imposto de selo.

Como evitar as taxas adicionais associadas ao uso de cartão de crédito no estrangeiro?

Existem atualmente diversos cartões que são uma alternativa aos cartões de crédito tradicionais, como é o caso do Revolut ou do N26. Trata-se de cartões feitos à medida de quem se encontra a viajar, apresentando como uma das suas características base o facto de estarem livres de taxas associadas ao seu uso em qualquer país estrangeiro.

Pedir um cartão de crédito

Nem todos os cartões de crédito são iguais - cada um tem condições distintas consoante o tipo de utilização. Se a resposta à pergunta “tenho mesmo de levar um cartão de crédito para o estrangeiro?” for inevitavelmente positiva, aconselhamos que perca algum tempo a escolher aquele que implique menores despesas durante a sua estadia no estrangeiro.

Informe-se no seu banco sobre as condições de todos os seus cartões de crédito disponíveis, e opte por se fazer acompanhar do que implicar menores valores de comissões no estrangeiro.

É importante também ressalvar que todas as condições oferecidas por cada cartão de crédito podem variar significativamente consoante os seguintes fatores: os valores envolvidos, o volume da conta do cliente, ou ainda o historial de relação entre cliente e banco.

Identificar a rede de pagamento do cartão não é um fator determinante

Embora a entidade emissora dos cartões de crédito seja muito mais decisiva no momento de se optar por um tipo de cartão, pode importar saber qual a rede de pagamento que mais lhe convém: Mastercard, Visa, ou American Express - são estes os mais comuns.

As diferenças entre as redes de pagamento estão relacionadas com o tipo de benefícios que oferecem, vantagens essas que podem ser diferentes de país para país. Nos cartões premium, por exemplo, os benefícios incluem condições especiais ao adquirir bilhetes para espetáculos, reservas de restaurantes e hotéis.

O que é importante reter relativamente à redes de pagamento é que normalmente deve optar por levar para o estrangeiro um cartão Visa ou um Mastercard, pois são aquelas geralmente aceites em todo o mundo.

Antes de viajar, verifique sempre as taxas que o banco que emitiu o seu cartão de crédito cobra. Basta visitar o site ou ligar para o número no verso do cartão para se informar.

Quantos cartões de crédito deverá ter consigo durante a estadia noutro país?

Enquanto é aconselhável usar apenas um - o tal que oferece menos despesas - a história já outra no que toca ao número de cartões de crédito que deve ter consigo enquanto visita outro país, na perspetva de poder enfrentar uma emergência, como um roubo.

Neste aspeto, o mais indicado é levar consigo dois cartões de crédito - um suplente além do principal, no caso de algo acontecer de negativo ou imprevisto a este último.

A resposta à questão “tenho mesmo de levar um cartão de crédito para o estrangeiro?” passa por uma decisão unicamente pessoal, que deve ser bem ponderada face às caraterísticas próprias da viagem em questão e ao cartão de crédito que se possui. Usar um cartão de crédito no estrangeiro apresenta vantagens e desvantagens, cabendo a cada um escolher o que mais lhe convém, estando ciente de que caso opte por não usar, tem sempre outras alternativas.

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