Quem visitar Yokohama encontrará, segundo a página da entidade oficial do Japão para o turismo, uma das cidades mais populosas, vibrantes e modernas do país. Antigamente, porém, Yokohama não passava de uma simples aldeia piscatória. O início da era próspera de Yokohama coincidiu com a abertura do império ao comércio estrangeiro e o declínio da cidade de Edo. A instalação de indústrias como a do cobre ou do pescado transformou a sossegada localidade num atarefado porto exportador. No sentido inverso, como salienta a introdução do jogo de tabuleiro «Yokohama», a chegada ao Japão das tecnologias e das culturas estrangeiras acabaria por levar à modernização das velhas ruelas da aldeia.
Mercenários são facilitadores de negócios?
Por detrás deste enorme desenvolvimento, encontramos os competentes comerciantes de Yokohama. Os jogadores serão, por isso, convidados a desempenhar esse papel, viajando até ao início da era Meiji, em finais da década de 1860. O objetivo passa por nos tornarmos mais famosos do que os adversários, sendo que essa competição será ganha por quem tiver mais sucesso nos seus empreendimentos comerciais. Para alcançar tamanha notoriedade, podem vender-se mercadorias cobiçadas por agentes estrangeiros, adotar novas tecnologias vindas de fora ou participar no desenvolvimento urbano da cidade.
Será a calcorrear as ruas de Yokohama que encontraremos os sítios ideais para a instalação de lojas e os negócios mais apetecíveis para investimento. Nos lugares certos, iremos ao encontro dos mercenários estrangeiros que nos irão facilitar a criação de parcerias com a Inglaterra, os Estados Unidos, a França, a Alemanha ou a Holanda.

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Cuidadinho: Nesta fábrica, mando eu
O deslocamento dos peões-assistentes de cada comerciante assumirá particular importância, pois será preciso pagar “renda” à força dominante de cada local do mapa de Yokohama, caso também se queira usá-lo. Assim, a competição será feroz entre os comerciantes para ver quem fica dono da mina de cobre, da fábrica de seda, da plantação de chá, da zona de pesca. Quanto às áreas comerciais, é possível conduzir negócios no banco ou no porto, o local apropriado para obter cartas de encomendas. No laboratório, ganham-se cartas de tecnologia, mediante o pagamento de um valor industrial. No agitado bairro chinês, troca-se dinheiro, tipos de mercadorias e bens importados. A igreja local está recetiva a receber donativos que mostrem o nível da fé de cada comerciante. Na alfândega, efetua-se o pagamento de mercadorias importadas em troca de recompensas como pontos de vitória ou dinheiro. E, na agência de emprego, paga-se o direito de contratar mais assistentes.
Nalguns locais, em vez de dinheiro, é possível usar pontos de poder conquistados na fase de movimentar os peões. Apetece perguntar: como se os comerciantes, nesses passos anteriores, tivessem ganho um certo poder de influência sobre as autoridades? Seja como for, também será com este tipo de pontos que se construirão lojas e empresas comerciais.

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Para tanto comércio, dava jeito uma escola de línguas
Para uma maior imersão neste período de enorme progresso, as cartas de tecnologia garantem benefícios pelo advento da iluminação a gás, das fábricas de fiação ou de tijolos, da impressão tipográfica, do sistema postal, da luz elétrica, do telegrama, do telefone. Fundar um jornal também traz recompensas, tal como a instalação de uma escola de línguas ou de uma universidade. A aparição do sistema de patentes terá, igualmente, enorme importância, tal como os novos sistemas de armazenamento ou as inovações nas técnicas de mineração.
Os cálculos finais passam pela soma dos bónus recebidos da igreja, das tecnologias adotadas, do número de países com quem se comerciou, da quantidade de encomendas de cobre, seda em bruto, chá e pescado que se conseguiu expedir. Ficará, então, coroado o comerciante mais rico de Yokohama. Será mundialmente famoso… pelo menos até à próxima partida. Ou até que alguém o destrone na realidade, caso consiga visitar esta cidade japonesa com tanta história para contar, mesmo que seja através de um jogo de tabuleiro com um vincado teor económico.
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