Edifícios de apartamentos

A diferença entre o preço médio por metro quadrado (m2) no arrendamento entre o distrito mais barato e o mais caro diminuiu no segundo trimestre de 2026. Lisboa continua a liderar a lista e fechou o período entre abril e junho com um valor médio de 20,20 euros/m2.

No lado oposto da lista está Vila Real, onde o preço anunciado do metro quadrado foi de apenas cinco euros. É uma diferença de 15,20 euros entre o distrito mais caro e o mais barato.

Ainda assim, de acordo com os dados do Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças, estes valores significam uma ligeira aproximação em relação ao que se registou no primeiro trimestre, quando a diferença entre o mais caro (Lisboa, com 21,03€/m2) e o mais acessível (Guarda, com 5,24€/m2) foi de 15,79 euros.

É importante explicar que estes indicadores baseiam-se em preços anunciados, não correspondendo necessariamente aos preços efetivos pelos quais as casas foram arrendadas.

Peços desceram em distritos caros e aumentaram em distritos baratos

Em termos nacionais, os preços anunciados de arrendamento caíram 4,2%, de 16,14 euros/m2 para 15,46 euros/m2.

Este comportamento foi impulsionado pelo que aconteceu nos distritos onde as rendas são mais elevadas e onde se concentra a maior parte dos imóveis. Em Lisboa, o preço médio anunicado caiu 4%, de 21,03 euros para 20,20 euros por m2.

No Porto, a queda foi também de 4%, de 14,08 para 13,58 euros por m2. Ainda assim, o grande destaque no que toca a descidas vai para Évora, onde o preço anunciado do m2 passou de 12,63 euros para 11,02 euros, uma diferença de 12,8%.

“Em sentido inverso, as maiores subidas concentraram-se em distritos do interior com valores mais baixos”, destaca o observatório. A maior delas aconteceu na Guarda, onde os preços subiram 33%, de 5,24 euros para 6,97 euros por m2. Segue-se Viseu, com uma subida de 11,6%, de 5,37 euros para 5,99 euros/m2.

“Estas variações, ainda que expressivas, devem ser lidas com prudência, já que resultam de mercados com amostras reduzidas, mais suscetíveis a oscilações trimestrais”, alerta o relatório.

Mapa com a distribuição por distrito dos valores por m2 das casas para arrendamento no 2.º trimestre de 2026

Casas para arrendar estiveram cinco meses no mercado

Em média, as casas para arrendar durante o segundo trimestre de 2026 estiveram cinco meses a ser anunciadas antes de o negócio ser fechado.

Isto mostra uma perda de ritmo clara em relação ao primeiro trimestre, sobretudo nos apartamentos. Este tipo de imóvel registou um tempo de mercado médio de 148 dias, um aumento de 87% em relação aos 79 dias do primeiro trimestre.

As moradias tiveram um tempo de mercado ligeiramente superior, de 150 dias, 20% acima dos 125 dias registados entre janeiro e março.

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