Bem-estar

Covid-19: Boas práticas para um regresso ao escritório em segurança

Prepare-se para o trabalho presencial recordando as principais diretrizes para atuar como um agente de saúde pública.

Portugal começou a desconfinar, contudo, numa altura em que ainda existe um risco elevado de contágio por Covid-19, é de extrema importância manter as boas práticas, sobretudo para um regresso ao escritório em segurança. O teletrabalho continua a ser obrigatório, mas antecipa-se já um regresso a alguma normalidade. Neste contexto, é preciso ter presente as boas práticas, de forma a nos protegermos e a protegermos as pessoas que contactam connosco, seja em ambiente de trabalho ou em casa.

As regras de distanciamento, higiene e etiqueta respiratória são agora mais importantes do que nunca, para assegurar que conseguimos manter uma vida social minimamente segura, de forma a podermos recuperar as atividades que durante tanto tempo nos estiveram vedadas.

Inclui-se, neste caminhar para a normalidade, o regresso ao trabalho presencial.

O regresso aos escritórios(quando for possível) implica uma responsabilidade individual e coletiva para garantir a proteção e segurança de cada um e daqueles que o rodeiam.

Neste sentido, recordamos algumas das Boas Práticas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde para um regresso ao escritório em segurança.

Precauções antes do regresso ao trabalho presencial

Se tiver algum sintoma associado à Covid-19 (febre acima de 38º, tosse persistente, dificuldade respiratória, cansaço e dores musculares, vómitos ou diarreia) ou se manteve contacto próximo com uma pessoa confirmada ou suspeita de Covid-19, não deve regressar ao local de trabalho sem antes confirmar que não existe risco para os outros.

Em qualquer um dos casos, deverá contactar a linha SNS 24 (808 24 224 24) para obter as orientações adequadas à sua situação em concreto.

Procure ter sempre consigo um kit de proteção individual, garantindo uma embalagem pequena de desinfetante para as mãos, uma máscara e um pacote de lenços de papel.

Cuidados a ter nas deslocações de e para o local de trabalho

Sempre que possível privilegie a utilização de viatura própria, evitando dar boleia a pessoas que não habitem na mesma casa.

Caso precise de transportar outra pessoa, a mesma deverá sentar-se no banco traseiro atrás do lugar de “pendura”, mantendo-se na diagonal oposta.

Se utiliza transportes públicos deverá ter alguns cuidados adicionais:

  • Sempre que possível evite as horas de ponta;
  • Respeite os circuitos, normas e medidas de segurança e higiene recomendadas em cada meio de transporte;
  • Nas filas de espera mantenha o distanciamento físico de pelo menos 2 metros em ambiente fechado e de 1 metro quando se trate de ambiente aberto;
  • Utilize sempre máscara;
  • Evite tocar nas superfícies, como corrimões e botões, e quando necessário, desinfete as mãos de seguida;
  • Se utilizar um táxi ou outro transporte similar, viaje sozinho no banco traseiro e utilize máscara durante todo o percurso, mesmo que existam proteções;
  • Assim que chegar ao local de trabalho, ou regressar do mesmo a casa, desinfete ou lave as mãos.

Medidas preventivas no local de trabalho

A prevenção é mesmo o melhor remédio, por isso, assegure o cumprimento das medidas de higiene, etiqueta respiratória e distanciamento físico, atuando como agente de saúde pública:

  • Desinfete as mãos sempre que vier da rua através da lavagem ou da desinfeção com álcool gel;
  • Respeite as normas de circulação no interior do edifício;
  • Utilize as escadas em vez dos elevadores. Caso tenha que utilizar o elevador, respeite a lotação, coloque a máscara e desinfete as mãos após tocar nas superfícies comuns (ex: botões do elevador);
  • Respeite o distanciamento físico nos espaços comuns (2 metros de distância em espaços fechados) e evite locais com aglomerados de pessoas;
  • Se tossir ou espirrar, faça-o para a zona do cotovelo ou utilize um lenço de papel;
  • Deite o lenço de papel no contentor específico para esse efeito;
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfete com uma solução antibacteriana;
  • Utilize sempre a máscara corretamente.

Comportamentos de risco a evitar

Privilegie as videoconferências e agende reuniões presenciais apenas quando for mesmo necessário, respeitando o limite de ocupação das salas de reuniões.

Opte pelo uso de cartões contactless ou métodos de pagamento digitais, como MB Way ou Apple Pay, evitando tocar nos botões dos equipamentos de multibanco e outras superfícies.

Evite ajuntamentos de acordo com as normas definidas pela DGS, respeite os horários e regras dos estabelecimentos, fazendo marcação prévia sempre que possível.

Opte pelo regime de teletrabalho

Conforme o Decreto-Lei n.º 25-A/2021, de 30 de março, o teletrabalho mantém-se obrigatório até 31 de dezembro nas empresas com 50 ou mais trabalhadores, situadas nos territórios em que a situação epidemiológica o justifique:

Nos concelhos de risco elevado, muito elevado e extremo, o teletrabalho mantém-se obrigatório sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer;

Nos concelhos de risco moderado, o teletrabalho é obrigatório sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, nas seguintes situações:

  • O trabalhador esteja abrangido pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco;
  • O trabalhador com deficiência tenha um grau de incapacidade igual ou superior a 60%;
  • O trabalhador com filho ou dependente menor de 12 anos, ou com deficiência ou doença crónica que seja considerado doente de risco, e que se encontre impossibilitado de assistir às atividades letivas e formativas presenciais.

Ainda assim, mesmo que a sua empresa não cumpra um destes critérios, é possível que considere adotar um regime híbrido no futuro, tal como é expectável pela maioria dos trabalhadores.

Analise junto do seu empregador a possibilidade de se manter em teletrabalho, reduzindo as possibilidades de contágio por Covid-19 e aumentando a sua proteção e a dos que o rodeiam.

Reveja também as recomendações da Autoridade para as Condições de Trabalho e da Direção-Geral da Saúde para a implementação de medidas de segurança, higiene e proteção por parte dos empregadores.

Preparação mental para o regresso ao trabalho presencial

Com o regresso ao local de trabalho, é expectável e natural sentir ansiedade, medo, maior vulnerabilidade e preocupação.

O regresso às rotinas, aos horários e deslocações, assim como o distanciamento da família podem ter um sabor agridoce nesta fase de adaptação.

Existem várias mudanças no regresso ao escritório que poderão causar algum desconforto inicial:

  • adaptação a novas regras impostas pelas medidas preventivas e de higienização;
  • adaptação a novas formas de trabalhar: coexistindo o teletrabalho com o presencial, desfasamento de horários e novas regras para utilização de espaços comuns;
  • necessidade de reorganização da vida familiar e profissional, exigindo uma maior gestão do tempo.

É aconselhável que cada indivíduo se concentre naquilo que consegue controlar, isto é, o seu próprio comportamento, cumprindo as medidas de proteção e assegurando a gestão do trabalho da melhor forma possível.

Esteja atento a sinais de alerta face à sua saúde psicológica, tendo especial atenção a:

  • níveis de ansiedade e stress muito elevados e persistentes;
  • níveis de irritabilidade e tensão elevados;
  • situações de conflito frequentes com colegas;
  • dificuldades de concentração ou em adormecer/dormir.

Caso identifique algum destes sinais, partilhe as suas preocupações com alguém próximo, seja um familiar ou um colega de trabalho, ou considere recorrer a apoio psicológico para saber lidar melhor com estas emoções.

Em suma, procure sempre atuar como agente de saúde pública no seu dia a dia, adote as medidas preventivas ao nível de higiene, etiqueta respiratória, uso de máscara, distanciamento físico e evite comportamentos de risco, procurando sempre minimizar o contacto físico e o possível risco de contágio, não descurando nunca o cuidado com a sua saúde mental.

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