A subida progressiva das taxas Euribor tem tido um impacto direto nos contratos de crédito habitação com uma taxa variável. O que tem levado muitas famílias portuguesas a procurar soluções e a renegociar as condições dos seus créditos. Uma das opções que pode contribuir para uma maior estabilidade e minimizar o impacto da subida das taxas de juro é a taxa mista.
Leia ainda: Os juros estão a subir, o que nos espera e o que fazer?
Mas como funciona uma taxa mista no crédito habitação e de que forma pode ser uma solução vantajosa no contexto atual?
O que é a taxa mista no crédito habitação?
Uma taxa mista no crédito habitação conjuga uma taxa fixa com uma taxa variável. Mas como funcionam estas duas taxas?
Uma taxa fixa pressupõe que a sua taxa se mantém inalterada, o que significa que a prestação nunca se altera. Ao contrário da taxa variável, que está indexada à taxa Euribor, e que muda consoante a variação do indexante.
Isto é, numa taxa variável com a Euribor a 12 meses, por exemplo, a cada ano a taxa é revista e, caso a Euribor tenha subido, como está agora a acontecer, o valor da prestação do crédito aumenta. No cenário atual de subida de taxas de juro, este aumento na prestação pode ser significativo.
Assim, uma taxa mista que agregue a taxa fixa e a variável pode compensar no contexto em que nos encontramos. Esta taxa permite que tenha uma taxa fixa durante um período inicial, passando depois para uma taxa variável.
Leia ainda: Taxa mista no crédito habitação: é uma boa opção?
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
