Os juros estão a subir e para quem tem crédito habitação com taxa variável, a próxima revisão da prestação pode pesar mais no orçamento. Saiba como transferir o crédito pode travar o aumento e devolver previsibilidade às suas contas.
O Banco Central Europeu subiu os juros de referência por duas vezes este ano e a taxa dos depósitos está nos 2,50%. A Euribor, a que estão indexados a maioria dos créditos habitação em Portugal, tem acompanhado o movimento e subido em todos os prazos.
Para as famílias com crédito habitação com taxa variável ou taxa fixa prestes a terminar, e que irá passar também para variável, esta subida chega diretamente à prestação na próxima revisão do contrato, seja ela a três, seis ou doze meses.
Até onde pode ir a prestação da casa nos próximos anos?
Ninguém consegue garantir o rumo das taxas, mas os sinais atuais apontam para cima. Os mercados antecipam a possibilidade de nova subida dos juros de referência ainda em 2026 e alguns analistas projetam que a Euribor a 12 meses possa aproximar-se dos 3,4% no primeiro semestre de 2027.
Perante este cenário, antecipar a decisão em vez de esperar para reagir vai fazer a diferença no orçamento dos próximos anos.
Baixar o spread e fixar a prestação
A transferência de crédito habitação consiste em mudar o empréstimo para outro banco, com condições mais competitivas. Muitos contratos atuais foram negociados noutro contexto de mercado e nunca chegaram a ser comparados com o que os bancos oferecem atualmente. Rever agora revela margem para poupar e dá-lhe previsibilidade.
Transferir o crédito habitação permite:
- Reduzir a prestação mensal, ao negociar um spread mais competitivo;
- Passar de taxa variável para taxa mista ou fixa;
- Ganhar previsibilidade sobre a prestação do seu crédito;
- Poupar com os seguros de vida e multirriscos associados.
Compensa transferir o crédito habitação com os juros a subir?
Saber se a transferência compensa nem sempre é evidente, e é aqui que o acompanhamento de um especialista faz a diferença. Com uma análise ao contrato atual e às condições do mercado, torna-se mais fácil perceber se a mudança vale a pena, sem contas feitas no escuro.
Há, ainda assim, custos a ter em conta. Desde 1 de janeiro de 2026, os bancos voltaram a poder cobrar a comissão de reembolso antecipado: até 0,5% do capital em dívida nos contratos de taxa variável e até 2% nos contratos de taxa fixa ou no período fixo de uma taxa mista.
Uma regra simples ajuda a decidir: se a poupança mensal recupera estes custos em menos de cerca de dois anos, a transferência pode compensar. Ainda assim, cada contrato é diferente e a conta deve ser feita caso a caso.
Um caso real mostra bem este potencial. Numa transferência com 120.174,67 euros em dívida, foi conseguida uma taxa mista: fixa nos 2,5% nos primeiros dois anos e, no período seguinte, variável, com Euribor a 12 meses acrescida de um spread de 0,7%. A prestação desceu de 538,68 euros para 453,42 euros: uma poupança de 85,26 euros por mês, ou seja, 1.023,12 euros por ano.
Como o Doutor Finanças ajuda a transferir o crédito habitação
Começamos pela negociação. Negociamos propostas junto dos vários bancos e comparamos condições para encontrar a solução mais vantajosa para si. Depois, analisamos o contrato atual, o momento financeiro e os objetivos de cada família para encontrar no mercado as condições mais ajustadas. No processo de transferência:
- Avaliamos as condições atuais do crédito e dos seguros;
- Comparamos propostas de vários bancos;
- Negociamos o spread e o tipo de taxa;
- Fazemos contas aos custos da transferência;
- Tratamos de toda a burocracia e acompanhamos o processo até à escritura.
Este acompanhamento é inteiramente gratuito para o cliente e estende-se do início ao fim do processo. O propósito é simples: ajudar cada família a decidir com clareza e a recuperar o controlo do orçamento, sem reagir à pressa a cada movimento da Euribor.
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Perguntas frequentes
Trata-se de mudar o financiamento do seu banco para outro que ofereça condições mais vantajosas. O objetivo é baixar a prestação do crédito habitação e reduzir os encargos totais do contrato.
Se o seu spread está próximo ou acima de 1%, se contratou o crédito antes de 2024, ou se sente que a prestação pesa cada vez mais no orçamento, pode existir margem para conseguir condições mais competitivas. Se tem taxa variável, pode ainda ponderar passar para uma taxa fixa ou mista, ganhando mais previsibilidade na prestação face às oscilações da Euribor.
Podem existir custos a considerar, como a avaliação do imóvel, a nova escritura e a comissão de reembolso antecipado cobrada pelo banco de origem. Desde 1 de janeiro de 2026, esta comissão pode ir até 0,5% do capital em dívida nos contratos de taxa variável e até 2% nos de taxa fixa ou no período fixo de uma taxa mista. A conta deve ser feita caso a caso.
Não. Todo o acompanhamento – desde a análise inicial até à conclusão do processo – é prestado de forma gratuita para o cliente.
Sim. Não existe período de fidelização. A transferência pode ser feita a qualquer momento, desde que o cliente não esteja em situação de incumprimento.
Sim. A transferência do crédito habitação é um bom momento para rever os seguros de vida e multirriscos associados. Em muitos casos, há margem para melhorar coberturas ou reduzir o prémio, com impacto direto no custo mensal. No Doutor Finanças, analisamos e negociamos estes seguros em conjunto com o crédito, para olhar para o custo total e não apenas para a prestação.
