Crianças

8 regras sobre finanças pessoais que as escolas não ensinam

A educação em finanças pessoais é fundamental. No entanto, as escolas não abordam ou trabalham a fundo os seus principais conceitos.

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8 regras sobre finanças pessoais que as escolas não ensinam

A educação em finanças pessoais é fundamental. No entanto, as escolas não abordam ou trabalham a fundo os seus principais conceitos.

A educação em finanças pessoais é fundamental. Saber lidar com dinheiro, como ganhá-lo e geri-lo ou como poupar, são algumas das regras sobre finanças pessoais que deveriam ser ensinadas aos mais novos. No entanto, salvo algumas exceções e em moldes extra curriculares, as escolas não ensinam estas matérias.

Contudo, a receita para o sucesso, pessoal e profissional, passa por uma boa preparação financeira. Neste artigo, reuniumos oito regras sobre finanças pessoais que as escolas não ensinam.

Poupar, poupar, poupar

Na infância, importa passar noções básicas de poupança, nomeadamente, como guardar dinheiro e a pô-lo de lado para o que precisarmos ou aprender que se algo custa mais do que aquilo que temos, é necessário juntar mais dinheiro até obter o valor.

Mais tarde, na vida adulta, é importante transpor estas noções de poupança. Segundo os especialistas, devemos tentar poupar 10% do nosso salário todos os meses. A verdade é que este valor é muito baixo para garantirmos uma reforma no futuro. Para começar é um ótimo passo, no entanto, a longo prazo é importante arranjar forma de aumentar as suas poupanças. Evite gastos desnecessários, diminua ao máximo as despesas, sobretudo as que são tidas como desnecessárias. Por exemplo, toma o pequeno almoço fora todos os dias? Passe a fazê-lo em casa e coloque esse dinheiro de lado.

Leia ainda: Quer poupar? 10 formas menos usuais de o fazer

Fundo de emergência e finanças pessoais

Já ouviu falar em fundo de emergência? Nas escolas não é tema, mas é muito importante ao nível de finanças pessoais e deveria ser abordado desde tenra idade. O que faria se perdesse hoje o seu emprego? Teria capacidade de fazer face às suas despesas durante algum tempo? Entende-se por fundo de emergência uma reserva financeira que tem disponível para qualquer eventualidade. Equivale ao que vulgarmente se chama de "pé de meia". Seja para uma emergência de desemprego ou alguma questão de saúde, o simples facto de ter dinheiro de lado para fazer face a estes imprevistos é muito importante.

A regra base diz que deve ter de lado o equivalente a seis meses de despesas fixas. No entanto, quanto mais conseguir poupar melhor.

Leia ainda: 8 razões para aumentar o seu fundo de emergência

Aprender a orçamentar

Aprender a orçamentar é um dos pontos mais importantes, no entanto, também não consta entre as matérias lecionadas nas escolas. Um orçamento traduz uma quantia monetária que divide e distribui por categorias de despesas. Por exemplo, se atribuir um orçamento para gastos em supermercado de 100 euros, significa que apenas tem este valor para gastar nesta categoria. Estes valores são definidos por si e não existe uma "obrigatoriedade". No entanto, se conseguir cumpri-lo está a controlar as suas despesas e a garantir a máxima poupança.

Leia ainda: Devo alterar o orçamento em 2022? O que considerar nas suas contas

O que é o juro composto?

A importância dos juros compostos é, para muitos, um dos segredos mais bem guardados a nível de finanças pessoais. Entenda-se por juro composto a adição de juros à soma principal de um empréstimo ou depósito, ou seja, são juros sobre juros.

Como em quase todos os investimentos, o termo chave é "tempo". Quanto mais tempo deixar o seu capital a render, maior será o ganho no final. Neste aspeto, os jovens têm esta vantagem. No entanto, essa vantagem de nada servirá se não estiverem devidamente informados. Ao colocarem de parte pequenas quantias monetárias, os jovens podem amealhar grandes quantias em juros compostos ao longo dos anos.

Exemplo de juro composto

Para demonstrar a importância do juro composto, deixamos aqui um exemplo: Partimos de um investimento inicial de 1000 euros com uma taxa de juro de 5%.

No ano zero, ou seja, no ano em que investe, o seu capital é de 1000 euros, não regista ganhos. Após o primeiro ano, multiplica-se o seu investimento inicial (1000 euros) pela taxa de juro (1000 x 0,05), que vai resultar no valor de 1050 euros. No segundo ano, o valor que será multiplicado pela taxa de juro será, não o valor inicial, mas sim o valor final do ano anterior, ou seja, 1050 x 0,05, perfazendo 1102,5 euros. No terceiro ano, repete-se: multiplica-se o valor final do ano anterior, 1102,5 pelo valor da taxa de juro (1157,63 euros).

E assim sucessivamente ao longo dos anos seguintes. Assim, no primeiro ano tem um ganho em juros de 50 euros, no segundo ano, 52.5 euros e no terceiro ano, 55,13 euros. Os cálculos mostram ainda que ao décimo quinto ano já está a ganhar mais em juros do que o que investiu inicialmente.

Leia ainda: O que são juros simples e juros compostos?

Blocos de madeira com símbolos de percentagem, numa alusão às taxas de juro no crédito habitação

Segredos do crédito

O crédito é um termo financeiro "conhecido" da maioria da população e, apesar de não se falar na escola, com a chegada à idade adulta o mais certo é ter de lidar com ele. Poder usufruir de uma quantia e pagar posteriormente é algo que "dá jeito", no entanto, é preciso saber que não é tão linear assim. Ou seja, se tiver, por exemplo, um cartão de crédito, se não fizer pagamentos a 100% e fracionar os valores em dívida, vai pagar juros sobre esse valor. Isto é, vai pagar ao banco um valor superior ao que pediu.

No entanto, o uso de cartão de crédito também tem vantagens, nomeadamente a pontuação de crédito. A pontuação de crédito traduz-se num método baseado no histórico financeiro de quem solicita o empréstimo para calcular os riscos de conceder crédito a esse cliente. Logo, vai determinar a facilidade com que um banco lhe concede um crédito. Por exemplo, se mantiver um bom histórico financeiro, ou seja, se pagar atempadamente as suas dívidas, o banco terá mais facilidade em conceder-lhe um crédito.

Leia ainda: Como reduzir os custos dos créditos?

Regras sobre seguros

Poder subscrever seguros, seja de saúde, contra todos os riscos ou de vida, pode revelar-se uma mais-valia na gestão das finanças pessoais. Um dos seguros mais importantes, para além dos obrigatórios (como o seguro automóvel) é o seguro de vida. Se tem dependentes a seu cargo, sejam filhos, esposo/a ou mãe/pai, deve ponderar fazer um seguro de vida. Assim, vai estar a assegurar o futuro dos seus dependentes caso lhe aconteça alguma coisa grave.

Não se apresse, é importante ter seguros, mas é também importante escolhê-lo bem. Atualmente, a oferta é variada e as condições também. "Perca" algum tempo a analisar as diversas propostas e escolha a que mais o beneficiar.

Leia ainda: Guia de seguros: O que precisa de saber para se proteger

Impostos e finanças pessoais

Impostos é um dos tópicos centrais deste contexto. Para muitos adultos ainda é "um bicho de sete cabeças" e no ensino não é abordado. Imposto pode ser entendido como a imposição de um encargo financeiro sobre um contribuinte pelo Estado. É importante perceber como funcionam os impostos para que mantenha em dia as suas obrigações fiscais.

Por outro lado, saber calcular os impostos numa situação de emprego, pode fazer a diferença entre perceber se a proposta que lhe apresentam é suficiente para fazer face às suas despesas e, assim, aceitá-la ou não.

Atualmente, já existem bastantes calculadoras online onde pode fazer as simulações e verificar quanto paga em impostos e quanto recebe efetivamente após descontos. Por exemplo, o Doutor Finanças disponibiza-lhe um simulador de salário líquido.

Lei ainda: Sabia que pode decidir o destino dos seus impostos? Consigne o seu IRS!

Dinheiro não traz felicidade, mas traz opções

Outra lição que não ensinam nas escolas é a "natureza" do dinheiro: o dinheiro não é a coisa mais importante na vida. Aliás, ser demasiado focado no dinheiro e orientado para as questões financeiras pode ser prejudicial para a vida pessoal. No entanto, é bom sentir-se financeiramente seguro e é, sem dúvida, algo que deve querer alcançar. Estar financeiramente estável dá-lhe opções, permite-lhe escolher, já que a insegurança faz com que tenha de se cingir ao que é possível. Assim sendo, os especialistas dizem que o dinheiro deve ser a forma de chegar ao seu objetivo e não o objetivo em si.

Leia ainda: O dinheiro parece não esticar? O que fazer para chegar até ao fim do mês

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