São muitos os fatores que influenciam o comportamento dos mercados financeiros: os dados económicos, as expectativas de crescimento económico, o regime político, os bancos centrais ou a previsão de conflitos geopolíticos são alguns exemplos do que influencia as decisões dos investidores.
As bolsas chinesas
Nos últimos anos, de uma forma global, os índices acionistas da maior parte dos países à escala mundial apresentaram uma valorização considerável, sendo que muitos deles se encontram em máximos.
Os índices chineses acabam por ser uma das exceções, com uma performance muito aquém quando comparada com as restantes economias de dimensão mundial. Alguns fatores justificam este comportamento. Em primeiro lugar, as tarifas alfandegárias que têm vindo a ser impostas aos bens chineses por parte dos EUA e Europa. Outro ponto que tem pesado negativamente na performance dos mercados bolsistas chineses é o facto de a China ser um país autoritário, onde de um momento para o outro as “regras do jogo” podem ser invertidas. Por outras palavras, a confiança dos investidores nos ativos da China é mais reduzida. A crise do mercado imobiliário, com a queda de empresas como a Evergrande (que foi uma das maiores empresas imobiliárias da China), afetou a confiança em torno da economia chinesa.
O abrandamento que se tem verificado nos últimos anos, com o crescente aumento de problemas estruturais, é apenas mais um motivo para a desconfiança e para o afastamento dos investidores do mercado chinês. Contudo, apesar de todos estes problemas, é importante referir que a China ainda é a segunda maior economia do mundo e é um dos líderes da investigação e desenvolvimento da inteligência artificial, entre outras áreas.
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