Hoje celebra-se o Dia Mundial da Poupança, um dia muito importante para todos nós e para o Doutor Finanças, que celebra o seu quarto aniversário.

A missão do Doutor Finanças é ajudar os seus clientes a poupar e a ter uma melhor saúde financeira, não fosse o nosso lema «cuidamos da sua saúde financeira».

Poupar é cada vez mais importante no contexto global, pois os constantes incentivos ao consumo e ao crédito podem comprometer o seu futuro financeiro. Assim, o Doutor Finanças convidou três personalidades ligadas à temática das finanças pessoais e procurou saber quais os principais problemas dos portugueses em relação à poupança e quais as dicas de poupança que podem ajudar na sua carteira.

Os convidados são: Pedro Andersson, jornalista e criador do programa «Contas Poupança», na SIC, onde todas as semanas mostra iniciativas e dicas para os portugueses controlarem o seu orçamento e pouparem; Janine Medeira, autora do blog Poupadinhos e Vales, que ajuda as famílias a organizarem as suas maiores despesas em supermercados e outros; e Bárbara Barroso, especialista em Educação Financeira e criadora do projeto MoneyLab, um laboratório de formações em literacia financeira. Nas próximas semanas iremos publicar as entrevistas integralmente.

O Dia Mundial da Poupança é também o aniversário do Doutor Finanças. Com quatro anos de existência, o CEO Rui Bairrada conta um pouco de como foram estes quatro anos a ajudar milhares de famílias portuguesas a poupar e a cuidar da sua carteira.

Do feedback e das mensagens que certamente recebe, consegue dizer-nos qual o maior problema financeiro dos portugueses?

Pedro Andersson, o primeiro entrevistado, revelou que não consegue escolher o maior problema financeiro. «Na minha opinião, depois de analisar dezenas e dezenas de casos específicos, são três as principais causas dos problemas financeiros das famílias portuguesas: falta de informação, falta de organização e falta de metas a longo prazo».

Janine Medeira concorda que o maior problema financeiros dos portugueses é a gestão do orçamento. «Boa parte dos portugueses gasta mais do que tem, e o pior, nem sabe onde.», conta a autora que partilha dicas de poupança no consumo do dia-a-dia.

Bárbara Barroso acredita que a falta de poupança e a falta de literacia financeira por parte dos portugueses são os dois maiores problemas, já que «uma puxa a outra, portanto acabam por estar relacionadas».

Qual o maior erro dos portugueses na gestão das suas poupanças?

Pedro Andersson é pronto na sua resposta: não saberem quanto ganham e quanto gastam. «Enquanto houver saldo na conta está tudo bem. Depois, quando perto do fim do mês o dinheiro acabou entram em depressão e desespero», indica.

Janine Medeira mostra no seu blog como utilizar vales de desconto e promoções para poupar e recebe muitos pedidos de ajuda, mas nota que as pessoas «ainda não sistematizaram a ida ao supermercado. As pessoas continuam a não levar lista de compras e a cair nas armadilhas de supermercado», algo que, se fosse feito atempadamente, poderia ajudar as famílias a poupar dezenas de euros por mês.

Bárbara Barroso vai mais longe, dizendo que a poupança está em primeiro lugar. «O maior erro dos portugueses na gestão das finanças pessoais é não se pagarem a si em primeiro lugar. Ou seja, não pouparem à cabeça mal recebam. Esperar pelo final do mês para ver o que sobra para poupar é deixar a nossa poupança à sorte.»

Até que ponto o aumento do crédito ao consumo está ou pode comprometer a poupança dos portugueses?

Todos os entrevistados sabem que o atual ciclo económico positivo dá uma falsa sensação às famílias que tudo correrá bem. Os três alertam que este clima irá mudar nos próximos anos e que as famílias devem estar preparadas e que uma poupança ajuda neste sentido.

Pedro Andersson trabalha num meio de comunicação social, portanto acompanha as notícias regularmente e não tem dúvidas de que haverá uma nova crise. «As pessoas esquecem-se que a economia tem ciclos. Agora estamos numa fase “mais ou menos”, mas a verdade é que é apenas uma questão de tempo até chegar uma nova crise. E pode ser inesperada.»

A utilização do crédito para todas as circunstâncias é, para Janine Medeira, um «erro enorme. Somente o facto de pagar tudo na totalidade ao final do mês, poderá evitar alguns danos, caso contrário, tudo aquilo que for pago em juros, será de facto, uma poupança perdida.»

Bárbara Barroso alerta que no futuro as taxas de juro vão subir e que pode dificultar a gestão do orçamento familiar: «não nos podemos esquecer que estamos ainda perante um cenário de taxas de juro muito baixas. Quando os juros começarem a subir e o preço do crédito ficar mais caro algumas famílias poderão sentir ainda mais dificuldades em poupar porque nessa altura terão de alocar uma parte maior para as dívidas.»

Tem alguma dica de poupança que considere fundamental partilhar com os portugueses?

Para finalizar esta entrevista, pedimos a cada um dos convidados uma dica de poupança que utilizam no seu dia-a-dia.

Pedro Andersson deu-nos uma dica que pode dar algum trabalho, mas compensa: «Comparar sempre tudo. Comparar, negociar e não ter medo de mudar para outra empresa se fizerem mais barato. Fuja da inércia de pensar que não vale a pena estar a perder tempo com alguns telefonemas. Ou que não sabe, ou que não vale a pena. Tudo vale a pena. Ao fim do ano são centenas e às vezes milhares de euros que ficam no seu bolso. Não deite dinheiro à rua só porque não quer ter o trabalho de procurar o que quer mas mais barato.»

Janine Medeira reforçou a dica de fazer compras responsáveis: «o grande segredo é primeiro investigar todos os preços em vigor, só quando tiver garantido que encontrou o mais barato é que deve efectivar a compra.»

Bárbara Barroso reforça que fazer um orçamento «é essencial para saber para onde vai o nosso dinheiro. Só conseguindo identificar o estado atual é que podemos definir objetivos para um estado futuro e traçar metas objetivas e realistas.»

«Hoje, o Doutor Finanças está ao lado de todos os portugueses de uma forma mais abrangente»

rui bairrada

Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças, juntou-se também a estes convidados para falar um pouco do que a poupança significa para o Doutor Finanças e para si.

O Doutor finanças faz hoje 4 anos. Que balanço que faz destes 4 anos? Os problemas financeiros dos portugueses que vos chegam hoje são os mesmos que no início deste projeto?

O balanço é muito positivo. Inicialmente o projeto começou com a ideia de ter um “Doutor” próximo e capaz de ajudar as pessoas a gerir as suas “Finanças”. Era uma ideia diferente no contexto da área financeira em Portugal, que conseguiu crescer e que se consolidou. Hoje é empresa que já emprega mais de 80 colaboradores e que deve a uma equipa fantástica a maior parte do seu sucesso.

Relativamente à evolução do tipo de pedidos que nos chegam, temos de compreender que há 4 anos o contexto era o de uma crise mais acentuada, com a presença da Troika em Portugal e com uma elevada taxa de desemprego.

Os bancos estavam menos recetivos a emprestar dinheiro e estávamos perante um momento em que as famílias tinham muitas dificuldades em conseguir cumprir as suas obrigações.

No início a atuação do Doutor Finanças estava mais centrada em ajudar as pessoas a conseguir reduzir os encargos financeiros fixos. Os nossos serviços passavam pela atuação na literacia financeira com ações de formação, assim como o apoio à renegociação da dívida e a consolidação de crédito.

Hoje o Doutor Finanças está ao lado de todos os portugueses de uma forma mais abrangente iniciando a sua atuação com um check-up financeiro mais alargado.

Desta forma podemos encontrar formas de poupar a vários níveis, quer seja nas prestações com os seguros, nas prestações com créditos (através da consolidação), quer seja na transferência do atual crédito habitação ou no aconselhamento para a identificação da melhor solução de crédito a habitação para uma nova aquisição. O mercado está diferente e o Doutor Finanças também está mais “crescido”.

Qual o maior erro dos portugueses na gestão da sua poupança?

O maior erro dos portugueses é responder à pergunta «para onde foi o meu dinheiro». As pessoas continuam a gerir as suas finanças através do saldo do talão de multibanco, sem grandes noções de planeamento. Sabemos que ao longo do ano vamos ter um certo tipo de despesas, que são comuns de ano para ano, como por exemplo material escolar no regresso às aulas, ou o IMI. No início de cada ano, é importante saber quanto estamos a planear gastar e definir logo à partida qual será o método de financiamento destes custos.

Para conseguirmos planear melhor temos de ter formas de registar os nossos gastos, mas também é necessário considerar a poupança como algo importante. É essa cultura de poupança que nos vai ajudar a fazer face aos imprevistos que sabemos que vão sempre acontecer.

Até que ponto o aumento do crédito ao consumo está ou pode comprometer a poupança dos portugueses?

Neste momento, assistimos a um aumento do crédito ao consumo, mas parte desse aumento é ainda para pagar outras dívidas que também existiam o que quer dizer que as pessoas não estão obrigatoriamente a consumir mais.

Estamos perante um cenário económico com a diminuição do desemprego e com crescimento económico, o que também aumenta a confiança. É natural que depois de um período de crise, em que existia muita falta de confiança no futuro, as pessoas tenham tendência a consumir um pouco mais.

A questão é sabermos se o estão a fazer porque têm condições para isso ou se estão a voltar a perder o controlo da situação. Acredito que a experiência dos últimos anos, trouxe uma maior consciência na forma como olhamos para as nossas opções e para as nossas poupanças.

Tem alguma dica de poupança que considere fundamental partilhar com os portugueses?

A sugestão é sempre que quisermos comprar alguma coisa, devemos tentar identificar quantas horas precisámos de trabalhar para juntar o valor que agora vamos gastar num determinado bem de consumo.

Por exemplo, em média trabalhamos 40 horas por semana o que dá 160 horas por mês. Se dividirmos o nosso salário líquido por esse valor vamos encontrar o valor da nossa hora. Assim conseguimos estabelecer uma relação real entre o nosso esforço e o valor que esse bem tem para nós. Este pequeno exercício ajuda-nos a tomar opções mais conscientes levando a poupanças até 30%.

Se precisa de ajuda para gerir o seu orçamento familiar e poupar nos seus encargos financeiros, contacte-nos para ver como o poderemos ajudar.

Acompanhe as entrevistas nas próximas semanas. Votos de boas poupanças!