O montante de empréstimos bancários bateu o recorde em 2025. No ano passado, os bancos emprestaram 39,3 mil milhões de euros, de acordo com a nota de informação estatística de dezembro de 2025 do Banco de Portugal.
Este montante inclui todas as modalidades (do crédito habitação ao crédito consumo) e todos os tipos de contratos (novos e renegociados).
“O crescimento verificou‑se em todas as finalidades, mas foi mais acentuado na habitação”, destaca o Banco de Portugal. Os novos contratos aumentaram 5,9 mil milhões de euros em relação a 2024, para 23,3 mil milhões de euros.
A isto juntam-se 5,5 mil milhões de euros em renegociações (que registaram, ainda assim, uma redução de quase dois milhões em relação a 2024).
No total, o crédito habitação representou 73% do montante total de empréstimos em 2025. E uma boa parte do impulso sentido deveu-se aos contratos feitos por compradores até aos 35 anos.
Compra de casa com apoios trouxe “dinamismo”
“O dinamismo do crédito à habitação intensificou-se a partir de agosto de 2024”, pode ler-se no relatório. Esse foi o mês em que entrou em vigor a isenção de IMT e imposto do selo para os jovens até aos 35 anos que estão a comprar a primeira habitação própria permanente.
Esse dinamismo “prolongou-se” a partir de janeiro de 2025, quando entrou em vigor a garantia pública. Este regime permite aos jovens pedir financiamento até 100%, ficando o Estado fiador de até 15% do valor inicialmente contratado.
No total, o crédito concedido a compradores até aos 35 anos “representou 60% do montante de novos contratos para habitação própria permanente”.
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