Fachada de prédios em Portugal

A prestação média da totalidade dos contratos de crédito habitação subiu pelo 12.º mês consecutivo, em agosto. O novo valor, de 446 euros, é o novo máximo da série histórica do Banco de Portugal e representa uma subida de cinco euros relativamente a julho e de 28 euros em relação a agosto de 2025.

A informação foi divulgada pelo Banco de Portugal no relatório mensal sobre taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos.

Este trajeto coincide com a subida consistente das taxas de juro que se tem registado desde há pouco mais de um ano. Em particular, os três principais prazos da Euribor (três, seis e 12 meses) começaram esta trajetória em julho de 2025.

Taxa mista reforça preferência dos consumidores

Em julho, a taxa mista passou a dominar o stock de empréstimos para aquisição de habitação própria e permanente e reforçou essa posição em agosto, estando já presente em 49% dos créditos atualmente em vigor.

Mas também nas novas operações (contratos novos e renegociações) há um novo recorde, tendo este tipo de taxa atingido os 87%. Segue-se a taxa variável (11%) e a taxa fixa (3%).

Esta preferência justifica-se facilmente quando se olha para os valores da taxa de juro média. Nas novas operações com taxa mista, a taxa média foi de 2,86%, enquanto nos créditos com taxa variável e com taxa fixa foi de 3,23% e 3,83%, respetivamente.

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Montante de novos contratos de crédito habitação caiu 229 milhões de euros num mês

Agosto foi um mês de abrandamento nos montantes de crédito concedido, tanto na habitação como no consumo e outros fins.

“As novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 3.471 milhões de euros, menos 439 milhões de euros do que em julho”, refere o Banco de Portugal, que destaca que esta diminuição “decorreu principalmente das novas operações de empréstimos para habitação, que diminuíram 349 milhões de euros, para 2.553 milhões de euros”.

Já no crédito ao consumo a queda foi de 51 milhões de euros e no crédito para outros fins foi de 39 milhões de euros.

É importante destacar que as novas operações incluem contratos novos e contratos renegociados. Incluem, portanto, créditos que já estavam em vigor, mas em que o banco e os clientes alteraram uma ou mais condições, como spread, modalidade da taxa de juro, prazo ou outra.

Quando a análise incide apenas sobre contratos novos, o abrandamento foi de 314 milhões de euros na globalidade e de 229 milhões de euros no crédito habitação.

Novos contratos e renegociações fecham com a mesma taxa de juro

Não é um cenário muito habitual, mas tanto os novos contratos de crédito habitação como os contratos renegociados fecharam agosto com a mesma taxa de juro média: 3%.

Na Zona Euro, a taxa de juro média subiu para 3,60%, com Portugal a apresentar o quarto valor mais baixo do conjunto de países. Abaixo, ficam apenas a Croácia, a Bulgária e Malta.

Taxa de depósitos sobe e Portugal sobe uma posição

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou pelo sétimo mês consecutivo, passando de 1,59%, em julho, para 1,63%. Apesar de continuar abaixo da média da Zona Euro, cuja taxa de juro média foi de 2,18%, Portugal subiu uma posição no conjunto de países, “apresentando a sexta taxa de juro média mais baixa”.

Apesar da subida da taxa de juro, houve um abrandamento no montante de novas operações, depois do recorde registado em julho: foram 12.727 milhões de euros, menos 977 milhões de euros do que no mês anterior.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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