Finanças pessoais

5 investimentos seguros para aplicar o seu dinheiro

Quer pôr o seu dinheiro a render, mas não quer correr riscos? Se prefere jogar pelo seguro, saiba que investimentos tem à disposição.

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5 investimentos seguros para aplicar o seu dinheiro

Quer pôr o seu dinheiro a render, mas não quer correr riscos? Se prefere jogar pelo seguro, saiba que investimentos tem à disposição.

Já se questionou sobre que “destinos” seguros existem para o seu dinheiro? Onde pode aplicar as suas poupanças com a certeza de que não arrisca perder parte do capital? Se sim, aquilo que procura são instrumentos com capital garantido – o que podemos chamar de investimentos seguros – que lhe dão a garantia de que, no final de determinado prazo, recupera a totalidade do dinheiro que investiu.

Parece perfeito, certo? Só que a segurança tem um preço. E, no caso dos investimentos, chama-se rentabilidade. Optando por uma solução com garantia de capital, terá de sacrificar a possibilidade de obter um retorno atrativo do seu dinheiro. Porque segurança e rentabilidade têm, aqui, uma relação inversamente proporcional: quanto mais seguros os instrumentos, menor a rendibilidade, e quanto menos seguros, maior o retorno.

De qualquer forma, qualquer rendimento é melhor que nenhum rendimento. E qualquer dos instrumentos com capital garantido será mais vantajoso do que ter o seu dinheiro parqueado numa conta à ordem, a perder valor devido ao impacto corrosivo do crescimento acelerado dos preços. Ainda que nenhuma das soluções com garantia de capital consiga contrariar o efeito da inflação, há instrumentos, como os certificados de aforro, que começam a ficar atrativos.

Se tem um perfil conservador e privilegia a segurança das suas poupanças, veja aqui que investimentos tem à disposição para aplicar o seu dinheiro.

Depósitos a prazo

São os instrumentos mais conhecidos e mais utilizados pelos portugueses para aplicar as suas poupanças. Distinguem-se das contas à ordem que utilizamos todos os dias precisamente pelo facto de não serem movimentados durante um determinado período, ficando o dinheiro “estacionado” a render juros.

Ou seja, cumprido o período do depósito, tem garantido o seu capital inicial acrescido dos juros gerados durante aquele tempo. A forma de pagamento desses juros depende do depósito a prazo que escolher: pode ser trimestral, por exemplo, ou um pagamento único no final do prazo.

Através de um depósito a prazo, também poderá beneficiar do poder multiplicador dos juros compostos. Isto porque, no caso dos depósitos capitalizáveis, os juros podem ser somados ao “bolo” para renderem mais no período seguinte, em vez de serem simplesmente creditados na sua conta à ordem.

A segurança dos depósitos a prazo está blindada por uma série de garantias, a começar pelo facto de só entidades autorizadas pelo Banco de Portugal poderem receber depósitos, estando o cumprimento das regras assegurado pelo supervisor. Além disso, todos os depósitos até 100 mil euros estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. O que significa que, mesmo num caso extremo de falência de um banco, o dinheiro dos depositantes (dentro daquele limite) está salvaguardado.

Todas estas vantagens são acompanhadas por uma limitação, que é a rentabilidade. Nos últimos anos, os juros oferecidos pelos depósitos foram praticamente nulos e, ainda que estejam a aumentar, dificilmente chegarão a um nível muito atrativo. Da mesma forma, os juros estão sujeitos a um imposto de 28%, o que compara mal com alternativas como os PPR.

Leia ainda: Depósitos a prazo: o que deve saber

mão a empilhar moedas em cima de uma mesa

Certificados de Aforro

São instrumentos de dívida criados com o propósito de captar a poupança das famílias e, neste momento, a melhor alternativa entre os produtos com garantia de capital. Essa garantia é dada pelo próprio Estado português, que é a quem está a emprestar dinheiro ao subscrever estes produtos. Os certificados de aforro são emitidos em séries, estando nesta altura em comercialização a Série E.

Neste produto, os juros são calculados mensalmente com base na média da Euribor a três meses dos dez dias úteis anteriores, pelo que é uma boa forma de beneficiar do aumento recente destas taxas. Para subscrições em setembro, a taxa de juro bruta foi fixada pelo IGCP em 1,43%, o que se traduz, em termos líquidos, numa remuneração superior a 1% (é retida a taxa liberatória de 28%). É o valor mais alto da última década, e que coloca esta solução de poupança em vantagem face a outros instrumentos de capital garantido.

Os certificados de aforro também permitem beneficiar da capitalização dos juros: trimestralmente, os detentores de certificados recebem um juro que é adicionado ao capital inicial para, assim, gerar ainda mais juros. A partir do segundo ano, além da taxa-base beneficia de um prémio de permanência de 0,5%. A partir do 5.º ano, o prémio de permanência aumenta para 1%.

O prazo dos Certificados de Aforro Série E é de 10 anos, mas só não pode levantar o dinheiro durante os primeiros três meses. Depois, pode levantá-lo (parte ou a totalidade) a qualquer momento e sem qualquer encargo. Se não levantar a sua poupança antes, irá recebê-la, com os juros que tiver ganho, 10 anos depois.

Neste produto, o investimento mínimo é de 100 euros e o máximo de 250.000 euros.

Leia ainda: Dinheiro parado no banco? Certificados de aforro já rendem mais de 1%

Certificados do Tesouro

Tal como os certificados de aforro, são instrumentos de dívida pública, garantidos pelo Estado português. Atualmente, porém, rendem menos do que a solução anterior e não permitem beneficiar da capitalização dos juros. Os que estão atualmente em comercialização, os Certificados do Tesouro Poupança Valor, têm um prazo de sete anos e uma taxa de juro anual fixa (que aumenta todos os anos a partir do 3.º ano), acrescida de um prémio de remuneração a partir do 3.º ano.

Assim, os Certificados do Tesouro Poupança Valor pagam 0,7% nos dois primeiros anos, 0,8%, 0,9% e 1% nos anos seguintes, e no sexto e sétimo ano oferecem uma remuneração de 1,3% e 1,6% bruta. Falamos de uma taxa bruta média de 1%, se mantiver os títulos durante os sete anos. Isto porque pode resgatar o seu dinheiro a qualquer momento a partir do primeiro ano.

A esta taxa fixa soma-se um prémio de remuneração a partir do 3º ano, que corresponde a 20% do crescimento médio real do PIB português nos quatro trimestres anteriores. Pode ser, no máximo, de 1,5%.

Os juros são transferidos anualmente para a conta bancária associada à Conta Aforro, já descontados do imposto de 28%.

Neste caso, o investimento mínimo é de 1.000 euros e o máximo de 1.000.000 euros.

Leia ainda: Certificados de aforro e de tesouro: Pese prós e contras antes de investir

Planos Poupança Reforma (PPR)

Atenção que apenas alguns PPR têm capital garantido. Se vai optar por esta alternativa, procure especificamente um PPR com garantia de capital, para ter a certeza que não corre riscos e que vai receber a totalidade do seu dinheiro. Se tem um perfil conservador e está a 10 anos ou menos da idade da reforma, pode ser a solução ideal para si.

Estes produtos são geralmente designados por seguros PPR já que estão associados a seguros de capitalização. Normalmente são geridos e comercializados por seguradoras e, em muitos casos, além de garantirem o capital investido, oferecem um rendimento mínimo definido logo à partida.

No entanto, para ter estabilidade e segurança vai sacrificar o retorno: à semelhança dos depósitos a prazo, a rentabilidade destes produtos é muito baixa.

Distinguem-se, porém, graças aos benefícios fiscais que proporcionam nas entregas e no momento do resgate. As quantias entregues anualmente podem ser deduzidas no IRS, consoante a idade e os limites das deduções à coleta totais em função do rendimento. 

Também no momento do resgate, beneficia de uma tributação mais favorável em relação à maior parte dos produtos financeiros. Se o resgate for feito nas condições previstas pela lei (como idade superior a 60 anos, doença grave, desemprego de longa duração, etc) usufrui de uma taxa de imposto sobre o rendimento de apenas 8%.

No entanto, mesmo que o resgate seja feito fora das condições legais previstas, a tributação é mais favorável do que na maioria dos outros produtos: antes de 5 anos paga 21,5%, entre 5 e 8 anos 17,20%, e mais de 8 anos 8,60%.

Leia ainda: Guia sobre PPR: Chega de dúvidas sobre Planos Poupança Reforma

Seguros de capitalização

À semelhança dos PPR, são aplicações financeiras voltadas para o longo prazo, e que permitem beneficiar de uma tributação mais favorável dos rendimentos comparativamente com outros produtos.

Falamos aqui de uma aplicação que é constituída em forma de seguro, mas que não funciona como um seguro convencional, já que não se destina a proteger qualquer sinistro, mas sim a captar poupanças. Nestes produtos pode aplicar o seu capital através do pagamento de um prémio único no início do contrato de seguro, ou então através do pagamento de um prémio periodicamente.

Além da garantia de capital, têm uma rentabilidade mínima garantida e, em alguns casos, uma parte que pode ser variável em função dos lucros da seguradora. É de salientar, porém, que, ao contrário dos depósitos a prazo, os seguros não têm um fundo de garantia, pelo que a segurança do capital investido depende, essencialmente, da seguradora e da qualidade do seu balanço.

A tributação dos rendimentos é tão mais favorável, quanto maior for o período de permanência. Se resgatar o seu dinheiro nos primeiros cinco anos não terá qualquer vantagem em relação à generalidade dos produtos, ficando sujeito a uma taxa de 28%. No entanto, entre os 5 anos e 1 dia e os 8 anos, a taxa desce para 22,4%, e para apenas 11,2% se mantiver o seu dinheiro por mais de 8 anos e 1 dia.

Leia ainda: O que são seguros de capitalização?

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