Quem trabalha por conta própria conhece bem a imprevisibilidade do rendimento: uns meses melhores, outros nem tanto e uma relação com os impostos que raramente é simples. Na época da entrega da declaração de IRS, essa imprevisibilidade traduz-se em dois estados de espírito muito diferentes.
De um lado, quem tem um valor a pagar e sente a pressão de mais um encargo a somar às despesas do mês. Do outro, quem tem reembolso a receber e olha para esse montante como “dinheiro extra”, mas que muitas vezes acaba a gastar sem planeamento.
É importante realçar que o reembolso do IRS não é um prémio, mas sim a devolução de imposto pago a mais ao longo do ano. Ainda assim, o momento é uma boa oportunidade para tomar uma decisão financeira com impacto real. E o caminho depende do cenário em que se encontra.
Vou receber reembolso de IRS: Como usar esse valor para preparar o meu futuro?
Para um trabalhador independente, que tem um rendimento variável, criar um hábito de poupança consistente nem sempre é fácil. O reembolso do IRS pode ser o incentivo para dar o primeiro passo em direção ao plano de poupança para o futuro.
Um Plano Poupança Reforma (PPR) é uma das formas mais acessíveis de o fazer. Porquê? Porque permite investir ao próprio ritmo, sem a obrigação de reforços regulares, e beneficiar de vantagens fiscais no IRS do ano seguinte.
No caso do PPR SGF Doutor Finanças, os dados ajudam a enquadrar a decisão: registou uma rendibilidade acumulada de 39,9% em três anos (entre 31 de dezembro de 2022 e 31 de dezembro de 2025). Por cada 10 mil euros investidos no final de 2022, e sem qualquer reforço, o valor acumulado seria de 13.992 euros no final de 2025.
Importa sublinhar que rendibilidade passada não garante resultados futuros e que estes valores são de valorização bruta, antes de impostos e despesas. Ainda assim, refletem um desempenho consistente ao longo do tempo.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
