Imagem com vários serviços onde é possível poupar em 2026, desde o crédito habitação, seguros, contratos

O início do ano é uma boa altura para definir objetivos e fazer o balanço do que passou. Também é um bom momento para planear o orçamento de forma realista para os próximos meses.
Um dos focos do planeamento deve ser aquele que também é um dos maiores focos de custos: o ecossistema da casa.

Crédito habitação, seguros e contratos como eletricidade, gás e telecomunicações são três áreas onde pode existir margem para poupar em 2026.

Crédito habitação: Abra a porta à poupança

Para quem tem crédito habitação, a prestação é um dos principais encargos mensais, pelo que negociar a melhor solução pode significar poupanças significativas.

Antecipamos alguma estabilidade das taxas de juro em 2026, com a Euribor a transacionarem entre 2% e 2.5%, o que constitui desde logo uma boa notícia porque – a confirmarem-se as expectativas -, pode trazer mais previsibilidade às prestações, assentes em níveis moderados de taxas de juro. Ainda assim, pode existir margem para poupar, por vezes de forma significativa.

Felizmente, o mercado português é competitivo e tem ofertas bastante diferenciadas. Isso aumenta a probabilidade de encontrar uma solução mais ajustada ao seu perfil e ao momento.

Para quem tem taxa variável

Em princípio, o valor da prestação deverá manter-se relativamente estável em 2026. Nesse cenário, o foco passa a estar no spread contratado. Vale a pena perguntar: o meu spread é competitivo ou existem ofertas melhores no mercado? Na dúvida, compensa confirmar se há margem para melhorar as condições do seu crédito habitação.

De forma geral, um spread por volta de 0,7% tende a ser competitivo atualmente. Quando está acima desse nível, existe uma grande probabilidade que exista margem para reduzir encargos mensais.

Outra possibilidade passa por observar as taxas mistas que alguns bancos estão a oferecer, normalmente para prazos de 1, 2 ou 5 anos. O mercado está competitivo neste tipo de oferta, sendo possível encontrar taxas em redor de 2% para 1 ano, 2,25% para 2 anos e 2,5% para 5 anos (valores já com spread). Quando estes níveis forem inferiores ao que tem contratado com “Euribor + spread”, pode existir margem para reduzir o encargo mensal.

Para quem tem taxa mista

Encontrando-se em período de taxa fixa, o foco deve estar nas condições após o término desse período. Aqui, volta a ser essencial olhar para o spread contratado, seguindo o mesmo racional acima referido.

Outra hipótese é, após término do período de taxa mista, voltar a analisar as condições de mercado em taxa mista e comparar com o cenário de “Euribor + spread” descrito acima no ponto da taxa variável.

Como avaliar a melhor solução?

Para avaliar a melhor solução para o seu caso, faz sentido recorrer a um intermediário de crédito que compare opções e encontre uma proposta ajustada ao seu perfil. No Doutor Finanças, acompanhamos todo o processo e ajudamos a encontrar condições que façam sentido para a sua situação.

Seguros: Rever com regularidade pode fazer diferença no orçamento

Os seguros são outro ponto que vale a pena rever, incluindo os que podem estar associados ao crédito habitação. Este exercício deve ser feito com regularidade. Recomendamos uma revisão de 2 em 2 anos.

Também aqui, o mercado é competitivo e o posicionamento das seguradoras vai mudando ao longo do tempo, criando oportunidades para quem acompanha e compara.

Seguros associados ao crédito habitação

Se o banco tiver em conta esses seguros para manter melhores condições no crédito, o ideal é renegociar crédito e seguros ao mesmo tempo. Se não influenciarem as condições do crédito, pode rever os seguros com mais liberdade e procurar alternativas mais baratas ou com coberturas à medida das suas necessidades.

Carteira de seguros: Negociar em conjunto para poupar mais

Seja um seguro associado ao crédito habitação ou outro tipo de seguro, recomendamos rever a carteira de seguros de uma só vez. Assim, aumenta o leque de opções e ganha mais margem de negociação do que ao tratar seguro a seguro.

Para rever os seus seguros, pode contar com um mediador, como o Doutor Finanças, para comparar opções no mercado e encontrar a solução mais ajustada ao seu caso.

Contratos da casa: Reveja condições e reduza custos

Por fim, há outros custos recorrentes que pesam no orçamento familiar, como eletricidade, gás e telecomunicações. Também aqui recomendamos uma revisão de 2 em 2 anos, sobretudo nas telecomunicações, porque costuma alinhar com os períodos médios de permanência exigidos pelas operadoras.

No que respeita aos serviços de telecomunicações, há que avaliar o que é pago (incluído nos vários pacotes disponíveis por parte das operadoras) e o que é verdadeiramente consumido, por forma a poder fazer a opção correta. Também convém ter atenção a extras que parecem pequenas adições mensais, mas que podem fazer subir muito o custo base.

Para tomar decisões conscientes e acertadas, é importante aliar a análise da oferta disponível aos hábitos de consumo. Muitas vezes, a opção que parece mais barata não é a que resulta melhor para os nossos hábitos de consumo. 

Conte com a ajuda dos nossos especialistas para rever os seus contratos e dizer em que serviços pode poupar.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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