Finanças pessoais

9 dicas para reduzir o orçamento mensal

Rever todas as despesas e definir um orçamento mensal é essencial para controlar os custos. Saiba como começar a poupar dinheiro.

Finanças pessoais

9 dicas para reduzir o orçamento mensal

Rever todas as despesas e definir um orçamento mensal é essencial para controlar os custos. Saiba como começar a poupar dinheiro.

Numa altura em que os preços, na sua generalidade, têm disparado, registando-se uma acentuada subida da inflação, é cada vez mais importante controlar os gastos para reduzir o orçamento mensal

Há algumas ações que podemos colocar em prática e que se traduzem num alívio financeiro imediato e a curto-prazo, algumas delas aplicadas no nosso dia a dia.

Redução do consumo de água

Esta é uma recomendação já “velha”, na medida em que devemos procurar adotá-la como um hábito permanente e não apenas pela subida dos preços.

A redução do consumo de água, além de ajudar a reduzir a fatura mensal, é uma ação importante para ajudarmos a preservar os recursos do nosso planeta. Pode começar pelos atos diários, como fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça, por exemplo. 

Outra dica é aproveitar a água do chuveiro que é “desperdiçada” enquanto esperamos que aqueça. Pode ser armazenada em garrafões e aproveitada para regar as plantas ou para a descarga do autoclismo.

Diminuir gastos com a eletricidade

Há várias formas de reduzirmos o valor da fatura da eletricidade com pequenos gestos no nosso dia a dia. O mais simples e mais óbvio é desligar todas as luzes de uma divisão quando não saímos dela. 

Outra dica bastante eficaz passa por trocar as lâmpadas incandescentes da sua casa por lâmpadas LED. Estas últimas podem levar a uma poupança de cerca de 80% no seu orçamento mensal. Assim, apesar desta substituição requerer um custo inicial, rapidamente recupera o seu investimento.

Além disso, por que não utilizar o modo “eco” das suas máquinas de lavar a roupa e/ou louça? Estes programas são pensados para poupar água e luz a cada lavagem. Um excelente aliado para reduzir as despesas mensais.

Leia ainda: Quais as despesas que paga na sua fatura da água?

Menos refeições fora de casa

Almoçar ou jantar num restaurante, ou tomar o pequeno-almoço na pastelaria perto da sua casa pode ser o escape perfeito para as rotinas do dia a dia. No entanto, quando se torna um hábito regular, representa um valente rombo no orçamento mensal.

Para percebermos o impacto destes custos, basta fazermos algumas contas simples: imagine que todos os dias toma o pequeno-almoço fora que consiste num café acompanhado de um pastel de nata. À partida até parece uma opção bastante económica, mas vejamos este exemplo:

1 café (0,60€) + 1 pastel de nata (0,50€) = 1,10€ por dia.

1,10€ x 30 dias = 33€

33€ x 12 meses = 396€

Ou seja, este “pequeno” hábito representa um custo de aproximadamente 400€ ao ano.

Sim, claro que tomar o pequeno-almoço também acarreta custos, mas todos sabemos que representam bem menos do que este valor. Que tal começar a comer a primeira refeição do dia no conforto da sua casa?

Idas ao supermercado? Só com lista e sem fome

Muitos de nós caímos neste erro e com alguma frequência: sabemos que temos de ir ao supermercado porque nos falta algo em casa, mas não temos bem noção do quê. Resultado: acabamos por trazer mais do que aquilo que necessitamos porque ficamos na dúvida se é está em falta ou não.

Além dos gastos extra, dependendo do tipo de alimentos, este ato pode também conduzir à deterioração dos mesmos devido a prazos de validade apertados.

Por outro lado, temos mais uma falha bastante comum no momento de ir às compras: não comer antes da sair de casa. Ir ao supermercado com fome vai levar a que compre instintivamente algo para “petiscar” e que vai fugir do que estipulou para o seu orçamento mensal. 

À primeira vista pode parecer inofensivo, mas trata-se dum gasto supérfluo facilmente evitável.

Definir orçamento mensal e cumpri-lo

Este ponto está intrinsecamente ligado ao anterior. Planear as despesas mensais e apontar todos os gastos é uma ótima estratégia para perceber onde pode poupar.

Pode começar por criar um ficheiro Excel com os “custos obrigatórios”, como, por exemplo, o crédito à habitação, luz, água, internet, etc. Depois, aponte todos os gastos extras (como refeições fora de casa, comprar roupa nova, entre outros) e ficará com uma estimativa das suas despesas mensais. 

Por último, faça uma análise cuidada e consciente dos seus consumos e surpreenda-se com as várias alternativas de poupar algum dinheiro no final de cada mês. Não se esqueça de cumprir rigorosamente o orçamento mensal a que se propôs e veja os frutos do seu esforço.

Leia ainda: Desperdício alimentar: pode ajudar o ambiente e ainda poupar dinheiro

uma pessoa a fazer contas ao seu orçamento após a compra da primeira casa

Já ouviu falar da regra 50/30/20?

Um bom método para conseguir delinear o seu orçamento familiar é a regra 50/30/20. Esta fórmula sugere segmentar as despesas mensais em três partes:

  • 50% do orçamento mensal deve corresponder aos gastos fixos, como mencionamos anteriormente: a renda da casa, a fatura da água e da luz, custos com alimentação e transportes, etc.
  • 30% poderá ser utilizado para despesas supérfluas, como viagens, refeições fora de casa e comprar roupa nova.
  • 20% do valor deve ser utilizado para amortizar dívidas existentes ou constituir um fundo de emergência. Assim, está sempre preparado para possíveis contrariedades no futuro.

Ao aplicar esta técnica vai conseguir perceber se está a gastar demasiado dinheiro em custos não essenciais, ou seja, se tendencialmente ultrapassa os 30% do seu orçamento mensal destinados a este efeito. 

Desta forma, consegue começar de imediato a fazer os cortes necessários para cumprir as suas estimativas.

Diga não ao desperdício alimentar

A preguiça ou o desconhecimento podem levar-nos a deitar fora sobras de refeições que poderiam ser perfeitamente aproveitadas posteriormente.

Dedique algum tempo a planear as refeições da semana para evitar desperdiçar alimentos e aproveite o que restar para levar de almoço no dia seguinte. 

Sobrou apenas massa, mas não o acompanhamento? Não tem mal, basta juntar-lhe atum ou salsichas e tem mais uma refeição simples e rápida com zero desperdícios.

Considere investir as suas poupanças

Em tempos em que a inflação não dá tréguas, como agora, o dinheiro “parado” começa a perder valor. Isto acontece porque existe uma diminuição do poder de compra, pelo que a solução ideal é começar a investir as suas poupanças.

Informe-se junto do seu banco ou pesquise quais as melhores alternativas para si e para a sua família. Pode começar por aplicar uma parte do seu dinheiro num Plano de Poupança Reforma (PPR) ou em Certificados de Aforro, por exemplo. 

Seja como for, o ideal é começar com pequenas quantidades de dinheiro investido em produtos que garantam maior rentabilidade e arriscar mais quando ganhar experiência.

Renegociar pode ser a chave

Muitas vezes olhamos para a renegociação de contratos como uma consequência, ou seja, encaramos como a última alternativa para evitar entrar em incumprimento.

No entanto, rever as condições dos seus contratos - seja de empréstimos pessoais, créditos habitação, seguros, internet, entre outros - pode, na verdade, ajudá-lo a poupar algumas centenas de euros. 

O primeiro passo é  fazer uma pesquisa para conhecer as alternativas existentes no mercado e, depois, entrar em contacto com o fornecedor do contrato e pedir uma reavaliação do mesmo. A solução passa por encontrar uma opção favorável às duas partes. 

Assim, poderá tratar-se de um corte de serviços que não utiliza, equiparação de preços mais baixos da concorrência, revisão de franquias de apólice ou redução do spread, no caso do empréstimo para a casa.

Leia ainda: Renegociar créditos: 7 dicas que podem ajudar a sua situação financeira

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