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Minimalismo nas finanças pessoais: O que é e como aumenta a poupança

O minimalismo, outrora associado à pobreza, é agora encarado como um estilo de vida. Saiba como icorporá-lo e aumentar a sua poupança.

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Minimalismo nas finanças pessoais: O que é e como aumenta a poupança

O minimalismo, outrora associado à pobreza, é agora encarado como um estilo de vida. Saiba como icorporá-lo e aumentar a sua poupança.

Durante muitos anos, o minimalismo foi associado à escassez de recursos e, por isso, confundido com pobreza. Com a evolução dos tempos e da nossa sociedade, deixou de fazer sentido esta associação. Atualmente, é entendido como um estilo de vida com o qual, cada vez mais, há pessoas a identificar-se.

O que é o minimalismo?

Este estilo de vida, tenta reduzir ao máximo os seus níveis de consumo, de forma a que adquira apenas os objetos necessários para a sua sobrevivência. Quem adota esta filosofia de vida, procura uma realização pessoal assente na simplicidade e nos pequenos prazeres da vida, muito longe do consumo excessivo. Ou seja, para um minimalista, a felicidade não depende do dinheiro nem do materialismo. Este dá mais valor a tudo aquilo que o dinheiro não compra: liberdade e paz de espírito.

No minimalismo, olhar para a vida sem fazer depender a mesma, constantemente, do dinheiro, é ter autonomia nas nossas escolhas, ao mesmo tempo que, sem darmos conta, estamos a aumentar a nossa poupança. No fundo, é poupar sem fazer um grande esforço. O lema é: “não preciso de muito, preciso das coisas e das pessoas certas”.

Os 5 princípios do minimalismo

Ora, o minimalismo assenta na política dos 5 R, ou seja:

  • REFUSE – recusar o que não precisamos;
  • REDUCE – reduzir o que usamos;
  • REUSE – reutilizar o que temos;
  • RECYCLE – reciclar sempre que possível;
  • ROT: aprender a fazer a compostagem;

Em seguida, detalhamos cada um destes princípios, de forma a percebermos como a sua aplicabilidade no dia a dia pode aumentar exponencialmente a sua poupança.

REFUSE

Na sociedade atual, somos ensinados e formatados para o consumo. Por outro lado, tudo aquilo que nos é dado por alguém de boa vontade, por norma, temos dificuldade em recusar. Por exemplo, num aniversário, recebe um objeto de decoração para a sua casa. A intenção da pessoa é boa, o objeto pode ser muito bonito, mas não lhe faz falta. Em circunstâncias normais, aceita porque foi educada assim. Mas, se não precisa desse objeto, o mais certo é ir parar à arrecadação. Assim, nesta situação, um minimalista recusa gentilmente a oferta.

REDUCE

No meio do consumo desenfreado em que vivemos, libertarmo-nos da imensidão de coisas que temos e que nem nos fazem falta, é talvez o nosso maior desafio. Dessa forma, olhe para tudo o que tem e comece a desfazer-se do que tem a mais. Começar pela arrecadação pode ser um bom princípio. Faça a chamada “limpeza geral”. Por vezes, as pessoas guardam apenas porque não têm coragem de deitar fora ou porque pensam que "um dia pode fazer falta". Esqueça, se é adepto do minimalismo, liberte-se destes pensamentos.

REUSE

Outro dos desafios passa por saber o que fazer a determinados objetos que temos. Pois bem, pode e deve dar-lhes uma nova vida. Isto é, restaure-os e aproveite-os para outros fins. Pegue numa coisa velha e transforme-a numa nova, seja para si ou para oferecer a alguém.

Leia ainda: 4 soluções para destralhar a casa e promover a economia circular;

RECYCLE

A reciclagem veio para ficar, mas ainda existem pessoas que dão pouca importância a este princípio do minimalismo. Outros, não sabem simplesmente como fazer. Sabia que os pacotes de leite são para colocar no ecoponto amarelo e não no azul? Sabia que há plásticos não recicláveis? Pois bem, procure rever as regras da reciclagem e faça com que entre e fique na sua rotina no seu dia a dia.

ROT

Talvez seja o mais difícil de implementar, mas não é menos importante. A compostagem doméstica consiste na reciclagem de resíduos orgânicos, que pode servir de fertilizante natural. Assim, se tem um quintal, aprofunde os seus conhecimentos sobre este assunto. Certamente, vai concluir que não é asim tão difícil de concretizar.

Minimalismo é saber o que tem

Quem é minimalista, sabe tudo o que tem. Certamente, não tem uma gaveta cheia de “tralha” que nem precisa. Não tem roupa com etiquetas no roupeiro, caixas e caixas cheias de bugigangas e acessórios a ocupar espaço na arrecadação sem qualquer tipo de utilidade. Tudo tem uma utilidade e um propósito. Por ter apenas o essencial, facilmente sabe “de cor e salteado” o que tem, bem como o que não precisa.

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Minimalismo é comprar menos

Um minimalista não valoriza o consumo, mas sim aquilo que é indispensável para viver. O resto, são prazeres da vida que não estão ligados ao consumo, como por exemplo, a natureza, a praia, uma boa conversa, etc. Quem é adepto deste estilo de vida, também está focado no ambiente. Logo, a redução do consumo é um fator determinante.

Entre os bens que pode ponderar deixar de comprar, seguindo a perspetiva de um estilo de vida minimalista, estão a roupa que está na moda; sapatos; jJoias e bijuterias; maquilhagem; tecnologia de última geração; artigos de decoração; produtos de limpeza.

Assim, um minimalista reduz ao máximo este tipo de bens, apenas tem as quantidades estritamente necessárias para o seu dia a dia. Muitas vezes, o desperdício e o excesso de consumo estão ligados a gostos, modas e impulsos. Se quer ser minimalista e poupar, defina bem o que realmente precisa.

Leia ainda: Minimalismo: o poder da transformação em casa

Reduza o guarda roupa

Um dos principais bens que a maioria das pessoas tem em excesso é a roupa. Assim, tente ter apenas a que precisa.

Defina o número de peças que realmente precisa para o seu tipo de vida, certamente vai verificar que tem roupa que não precisa, algumas que já nem usa. O objetivo é evitar o consumo exagerado e eliminar tudo o que não usa.

Para tal, defina os citérios de seleção. Ou seja, verifique que peças estão em boas condições e quais são as que mais gosta e usa. Pode ajudar definir uma paleta de cores e escolher peças que combinem, de forma a alargar o seu leque de escolhas.

Dessa forma, desfaça-se das peças que não cumpram os critérios. Por outro lado, adote a seguinte regra: entra uma, sai outra. Ou seja, apenas compra uma peça quando já não usar outra, preferencialmente por motivo de desgaste.

Estabeleça um limite temporal para rever o seu guarda roupa. Por exemplo, de seis em seis meses verifica o que tem, o estado das peças e se precisa de substituir alguma. Crie o seu guarda roupa, sempre de acordo com as suas necessidades.

Exemplo de guarda roupa minimalista

  • 6 blusas de manga comprida;
  • 6 blusas de manga curta;
  • 4 camisolas de manga comprida;
  • 5 camisolas de manga curta;
  • 3 tops de alças;
  • 4 pares de botas;
  • 4 pares de sandálias;
  • 2 pares de ténis;
  • 1 par de chinelos;
  • 2 leggings;
  • 3 casacos;
  • 4 quimonos;
  • 1 vestido de praia.

Ora, neste exemplo o seu guarda roupa é composto por um total de 45 peças. Claro que, isto depende da vida de cada um. Veja este exemplo como um desafio. Em vez de acrescentar mais peças, use a criatividade e faça diferentes combinações com o que já tem.

Pensar antes de comprar

No fundo, o minimalismo tem muito de racionalidade. Por outras palavras, visa estimular a reflexão e a ponderação de forma a decidir se aquela compra é essencial ou não. Mas, não basta criar uma lista, é preciso ter força de vontade. No fundo, o segredo de quem segue este estilo de vida é não agir por impulso, mas sim em função das suas reais necessidades.

Minimalismo e a poupança

Ora, se o minimalismo assenta na redução do consumo, naturalmente, pode conduzir a uma poupança significativa. O minimalista, mesmo que não tenha intenção de poupar, acaba por fazê-lo. Ou seja, uma coisa leva a outra.

Por outro lado, é visível nas mais variadas ações diárias. Por exemplo, se usar menos os eletrodomésticos, o consumo de eletricidade diminui; se passar menos tempo no duche ou em limpezas supérfluas, a fatura da água também fica mais leve. Na verdade, a poupança é uma consequência do minimalismo. Se temos menos bens, menos mobiliário e menos tralha, além de gastarmos menos dinheiro na sua aquisição, também demoramos menos tempo a limpar e tempo também é dinheiro.

O que mais traz o minimalismo?

O minimalismo traz mais espaço físico, mas também mental. Ou seja, fica com mais tempo livre ja que fica com menos coisas desnecessárias para gerir. Pode assim ter mais tempo para outras que lhe deem mais prazer.

Com mais tempo, o minimalista além de poupar, pode dedicar mais tempo a si próprio, para fazer o que mais gosta. Ao reduzirmos o que temos ao indispensável, podemos ganhar qualidade de vida (senão melhor, pelo menos diferente). Tudo depende das prioridades de cada um. 

Assim, pode aumentar os momentos de prazer e libertar a mente de preocupações. Sem grandes excessos, e com menos responsabilidades, a sensação promete uma profunda liberdade.

Leia ainda: 4 práticas minimalistas para a sua carteira

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