Cada vez mais, ouvimos falar de Sustentabilidade, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) e do ESG (Enviroment, Social and Governance). No entanto, nem sempre é fácil relacionarmos os temas e perceber as interligações. É nesta lógica de sinergia que acredito que, para haver um mundo sustentável, o papel da inclusão financeira é fundamental.
Gosto de olhar para os ODS como um caminho de esforço conjunto, que envolve entidades públicas, mas, também, todos os sectores da economia e cada um de nós. Um caminho que pretende quebrar ciclos para que exista uma maior acessibilidade de todas as pessoas a serviços e produtos, e para que o crescimento económico caminhe de mãos dadas com uma produção, gestão de recursos e consumo sustentável, promovendo um olhar global e holístico.
E, não tenhamos dúvidas: para alcançar os ODS é essencial a inclusão financeira. É necessário trazer as pessoas para o sistema financeiro, esse que é visto sempre com um olhar desconfiado (algo que é importante ajudarmos a mudar).
Mas o que é a inclusão financeira?
De um modo simples, a inclusão financeira significa que os serviços financeiros são acessíveis, eficazes e seguros para todas as pessoas e empresas.
Apesar de importante, não é só acesso a uma conta bancária. Inclui acesso a uma variedade de serviços e produtos formais como poupança, crédito, seguros e serviços de pagamento, a preços acessíveis e num sistema ético e sustentável.
Mas podemos (e devemos!) ir mais além. Inclusão financeira implica literacia financeira. O que requer a tomada de decisões conscientes. Para isso é necessário darmos acesso à informação e conseguirmos descomplicar conceitos sobre finanças e seguros.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.