estudantes universitários. Imagem a ilustrar texto sobre a empregabilidade dos cursos em Portugal

Na hora de escolher um curso do ensino superior, há quem tenha como única prioridade estudar aquilo de que mais gosta e quem procure combinar as paixões com a empregabilidade da área. De acordo com os dados do Portal InfoCursos, 233 cursos têm taxas de desemprego inferiores a 1%.

Estas estatísticas têm como base os alunos que concluíram licenciaturas e mestrados integrados entre os anos letivos 2020/2021 e 2023/2024. Ao mesmo tempo, olham para o número de recém-diplomados do curso que se encontram registados como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para isso, foram consideradas as médias de junho e dezembro de 2024.

Fomos olhar para os dados para perceber quais são os cursos com maior empregabilidade.

Saúde tem das melhores taxas de empregabilidade

Entre os cinco cursos que formaram mais do que mil pessoas nos quatro anos letivos em análise, o domínio vai para a área da saúde. O curso de medicina aparece representado três vezes e sempre com taxas de desemprego de zero ou próximas de zero.

Os estabelecimentos de ensino em que estes cursos foram concluídos são as faculdades de medicina das universidades de Lisboa, Porto e Coimbra.

Ainda dentro da área da saúde, os cursos de enfermagem também apresentas taxas de desemprego baixas. Nos dados disponibilizados este ano, apenas em cinco casos a taxa de desemprego é superior a 1%.

É o que acontece com os ex-estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho (1,1%), da Escola Superior de Saúde da Guarda (1,1%), da Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches (1,3%) e da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave (1,6%).

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Engenharias: dos zero aos nove

Dentro das engenharias, tanto se encontram cursos com 0% de desemprego como outros com 9,4% (Engenharia da Computação Gráfica e Multimédia no Instituto Politécnico de Viana do Castelo). Mais uma vez, se olharmos apenas para os cursos em que mais de 99% dos diplomados estão empregados, o domínio vai para a engenharia informática: em 50 cursos, sete estão são desta área.

Aqui, a liderança vai para Engenharia Informática e de Computadores, no Instituto Superior Técnico (Taguspark), com 302 diplomados e nenhum desemprego.

Por fim, é também curioso olhar para os cursos de Engenharia do Ambiente das Universidades de Lisboa (Instituto Superior de Agronomia e Instituto Superior Técnico), Porto (Faculdade de Engenharia) e do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Escola Superior de Tecnologia e Gestão), todos com taxa de desemprego inferior a 1%

Como é natural, estes dados estão dependentes de as pessoas se inscreverem voluntariamente no IEFP, mas é interessante olhar para este número ao mesmo tempo que analisamos o relatório Future of Jobs 2025, publicado pelo Fórum Económico Mundial (não houve publicação em 2026).

De acordo com este documento, 47% dos empregadores estão a investir na redução das suas emissões de carbono e 41% em estratégias de adaptação às mudanças climáticas. É neste contexto que a profissão de engenheiro ambiental aparece com uma das 15 com crescimento mais rápido.

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Há cursos com 17% de desempregados

Se até agora nos focámos nas áreas com mais saídas profissionais, olhamos agora para o outro lado da tabela. Entre os 12 cursos com, pelo menos, 10% de desemprego, os cinco piores são:

  • Animação e Produção Artística, no Instituto Politécnico de Bragança (17,1%);
  • Artes Digitais e Multimédia, na Escola Superior de Artes e Design (13,4%);
  • Educação Social, na Escola Superior de Educação de Fafe (12%);
  • Design de Ambientes, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (10,5%);
  • Arte e Design, no Instituto Politécnico de Coimbra (10,4%)

Público ou privado?

Se nos dados revelados o ano passado, a taxa de desemprego entre os alunos que concluíram um curso num estabelecimento de ensino superior público era ligeiramente inferior à do setor privado, este ano são iguais.

No entanto, registou-se um ligeiro aumento em ambos, de 2,4% (público) e 2,5% (privado) para 2,6%.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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