Imagem onde uma mulher segura uma carteira vazia por dificuldades em conseguir poupar

A maioria dos portugueses poupa para complementar a reforma, mas 31% ainda não o faz. Esta é uma das conclusões do Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon, em parceria com o Doutor Finanças.

Ainda assim, o número de pessoas que não poupa é inferior ao das que poupam mensalmente: 34% diz já ter adotado este comportamento. A estratégia de poupança anual é referida por 8% dos inquiridos, enquanto 25% diz que poupa de forma irregular.

“Apesar de sinais positivos, prevalece alguma falta de regularidade e planeamento estruturado”, pode ler-se no barómetro.

67% poupa até 10% do rendimento

O barómetro quis saber que percentagem do rendimento mensal é que as pessoas poupam a pensar na reforma. Os resultados mostram que 27% não poupa nenhuma parte desse rendimento, 19% poupa até 5%, e 21% poupa entre 6% e 10%.

Contas feitas, 67% das pessoas poupam 10% ou menos do que aquilo que ganham por mês. Apenas 24% dos inquiridos poupam mais de 10%.

Outra conclusão é a de que os homens parecem ter mais capacidade para poupar uma fatia maior do seu rendimento. É que se as mulhres dominam entre as pessoas que poupam até 10% do que ganham, os homens são a maioria de quem poupa mais de 10%.

Na análise por faixas etárias, “são os mais jovens aqueles que percentualmente mais poupam a pensar na reforma”.

Se nos focarmos em dois grupos etários distintos, o contraste não podia ser maior. Entre os 18 e os 24 anos, 33% poupa mais de 10% do rendimento mensal. Já entre os 55 e os 64 anos, 33% não poupa.

Falta de rendimento é o principal motivo para não poupar

“A principal barreira para a poupança é claramente a limitação de recursos financeiros, muito acima de fatores como disciplina ou conhecimento sobre finanças”, aponta o 3.º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon.

52% das pessoas dizem que a falta de rendimento é o principal motivo para não pouparem mais. Segue-se o considerar que não é uma prioridade (20%), a falta de disciplina (5%) e a falta de informação (3%).

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Ficha técnica: Este inquérito foi realizado pelo CEA – Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre os dias 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. O universo-alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. A taxa de resposta foi de 15%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 700 inquiridos é de 4%, com um nível de confiança de 95%.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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