Ter um seguro de vida é uma forma de proteger a família contra imprevistos. Uma das decisões mais importantes passa por definir que tipo de proteção quer garantir em caso de invalidez: ITP ou IAD?
Embora a Invalidez Total e Permanente e a Invalidez Absoluta e Definitiva possam parecer semelhantes, têm diferenças relevantes que podem mudar o acesso ao capital seguro.
Perceber estas diferenças é essencial para avaliar o nível de proteção que está a contratar.
ITP ou IAD: Qual a diferença entre as duas coberturas?
As siglas podem gerar confusão, por isso o melhor é mesmo desconstruí-las. ITP significa Invalidez Total e Permanente, mas também pode ser apresentada com o nome Invalidez Definitiva para a Profissão
ou Atividade Compatível (IDPAC).
Já a IAD significa Invalidez Absoluta e Definitiva. Até podem parecer semelhantes olhando apenas para os nomes, mas representam níveis de proteção diferentes.
IAD é mais restritiva
Começamos pela cobertura de Invalidez Absoluta e Definitiva, aquela que oferece um nível de proteção mais baixo. É mais restritiva, uma vez que só pode ser ativada quando a pessoa tem uma doença ou sofre um acidente cujas consequências a impeçam de ser autónoma nas tarefas do dia a dia.
Neste caso, precisa de assistência de uma terceira pessoa para tarefas como comer, vestir, fazer a higiene pessoal ou deslocar-se pela casa.
O grau de incapacidade a partir do qual se pode receber a indemnização desta cobertura pode ser diferente dependendo da seguradora. Em algumas começa nos 75% e noutras pode só ser possível a partir dos 85% de incapacidade, por exemplo.
Por isso, é sempre importante que leia as condições gerais dos seguros e que se informe bem antes de tomar qualquer decisão. Apesar de, de um modo geral, os critérios para receber o capital por invalidez absoluta e definitiva serem relativamente uniformes, o grau de incapacidade exigido pode fazer toda a diferença na hora de receber ou não a compensação.
Por ser mais restritiva e representar um risco menor para a seguradora, a cobertura IAD tende a ser mais barata do que a ITP.
ITP (ou IDPAC) é mais cara
A cobertura por invalidez total e permanente (ou invalidez definitiva para a profissão ou atividade compatível) aumenta o preço do seguro. O motivo é a sua maior abrangência e proteção. Ao poder ser acionada mais cedo, a seguradora está a assumir um maior risco, e reflete isso mesmo no valor do prémio a pagar.
Esta cobertura serve para proteger se deixar de conseguir exercer a sua profissão ou qualquer outra atividade remunerada compatível com os seus conhecimentos. Ou seja, se o acidente ou doença levarem a uma situação em que deixa de trabalhar e receber rendimentos, pode acionar a cobertura ITP.
Mais uma vez, o grau de incapacidade varia de seguradora para seguradora, mas costuma rondar os 60% ou 65%.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
