Barómetro Literacia Financeira Digital
Uma iniciativa do Doutor Finanças em parceria com a Universidade Católica
Portugueses gerem a vida financeira no digital, mas com pouca confiança
Confiança a menos e fraudes a mais definem a relação dos portugueses com o dinheiro digital. As ferramentas online já fazem parte do quotidiano da maioria da população, mas a facilidade de acesso não trouxe, ao mesmo ritmo, a preparação necessária para lidar com os riscos.
O Barómetro Doutor Finanças – Literacia Financeira Digital mostra que dois em cada três portugueses foram alvo de uma tentativa de fraude no último ano e que um terço não se sente confiante a proteger os seus dados. A par disso, revela um país a diversas velocidades, onde a idade, a escolaridade e o rendimento continuam a separar quem usa a tecnologia com à-vontade de quem fica para trás.
Sobre o Barómetro
O Barómetro Doutor Finanças – Literacia Financeira Digital avalia o grau de utilização, a confiança e a segurança dos portugueses na gestão digital do dinheiro.
Desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa, o estudo procura perceber como a população acede aos serviços financeiros online, que hábitos e comportamentos adota e que desafios enfrenta num contexto cada vez mais digital.
Principais resultados
94% têm smartphone
com acesso à internet.
74% utilizaram MB Way
nos últimos 3 meses.
66% foram alvo
de tentativa de fraude financeira no último ano.
34% não confiam
nos serviços financeiros digitais: sentem pouca ou nenhuma confiança.
40% usam websites especializados
para obter informação financeira.
48% não confiam na IA
ou não a utilizam para temas financeiros.
Consulte os resultados do 4.º Barómetro e conheça o retrato da literacia financeira digital dos portugueses
O uso de ferramentas digitais para gerir dinheiro está generalizado
- O MB Way já ultrapassa ligeiramente as aplicações e websites dos bancos, e os pagamentos por telemóvel tornaram-se um hábito para mais de metade da população.
- A utilização varia bastante consoante a idade, o rendimento e a escolaridade: níveis mais elevados nos mais jovens, com ensino superior e com rendimento mais alto.
O roubo de identidade é a principal preocupação
- A maioria da população (63%) afirma sentir-se confiante na utilização dos serviços financeiros digitais.
- Ainda assim, o receio continua presente, sobretudo do roubo de identidade e de dados pessoais.
2 em cada 3 portugueses sofreram tentativa de fraude
- 66% foram alvo de uma tentativa de fraude ou burla relacionada com dinheiro no último ano.
- As burlas mais reportadas foram SMS falsas (45%), e-mails falsos (27%) e chamadas telefónicas (18%).
A maioria usa serviços digitais, mas um terço não se sente confiante
- Apenas 14% dos portugueses nunca ou raramente utilizam serviços financeiros digitais.
- Mas 34% afirmam sentir-se pouco ou nada confiantes na utilização destas ferramentas e na proteção dos seus dados financeiros.
1 em cada 3 não consomem conteúdos sobre dinheiro
- Esta proporção aumenta nos grupos com menor escolaridade e menos rendimentos.
- Os websites especializados são a principal fonte de informação (40%).
- Um quarto dos portugueses foi influenciado pelas redes sociais na forma como lidou com o dinheiro nos últimos 3 meses.
Maioria diz que não joga online
- 86% afirmam não ter usado plataformas de jogo e apostas online nos últimos 3 anos.
- 16% confessam já ter gastado mais dinheiro do que inicialmente pretendiam nestes jogos.
- 5% referem gastar mais de 250 euros e 15% mais de 50 euros por mês.
Conheça os outros barómetros do Doutor Finanças
Este é o 4.º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Universidade Católica.
1. O Barómetro de Hábitos Financeiros permitiu perceber que quase metade dos portugueses não consegue poupar regularmente.
2. O Barómetro de Hábitos de Investimento concluiu que a maioria dos portugueses não investe.
3. O Barómetro Preparação da Reforma mostrou que metade dos portugueses sente medo ou ansiedade quando pensa na reforma.
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