Em agosto, o preço a que os bancos avaliam as casas no âmbito dos processos de crédito habitação aumentou 14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano do metro quadrado (m2) foi de 2.254 euros. São mais 14 euros do que em julho e mais 289 euros do que em agosto de 2025.
A subida foi impulsionada sobretudo pelo crescimento observado nos apartamentos, que registaram um aumento de 17% em termos homólogos.
O número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,7 mil, o que representa uma descida de 4,1% face ao mês anterior e uma subida de 3,1% face ao período homólogo.
Península de Setúbal voltou a registar o maior crescimento
À semelhança do que já tinha acontecido em julho, a Península de Setúbal voltou a registar o maior crescimento homólogo, de 20,2%. A avaliação bancária do m2 aumentou 474 euros, passando de 2.351 euros para 2.825 euros.
Foi também nesta região que se registou o maior crescimento face a julho (1,6%), “tendo-se registado a descida mais acentuada no Algarve (-1,2%)”.
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Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal continuam a destacar-se
“A Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país, em 51,5%, 30,2% e 25,3%, respetivamente”, destaca o INE.
Já o Alto Alentejo, Beira Baixa e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-54,1%, -53,0% e -51,0%, respetivamente).
Na avaliação por município, Lisboa (4.771), Oeiras (4.062) e Cascais (4.029) mantêm-se como os mais caros.
Avaliação dos apartamentos subiu 17%
O valor dos apartamentos aumentou 17% entre agosto de 2025 e agosto de 2026, de 2.269 euros para 2.655 euros. Os valores mais altos registaram-se na Grande Lisboa (3.487 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2).
Do lado contrário, os números mostram que os apartamentos com avaliação mais baixa estão no Centro (1.750 euros/m2) e no Alentejo (1.771 euros/m2).
A Região Autónoma dos Açores registou o maior aumento homólogo (22,4%) e também a maior variação face ao mês anterior (2,9%).
No detalhe das tipologias, o valor mediano do m2 nos T1 subiu 26 euros, para 3.369 euros, enquanto os T2 e T3 aumentaram 27 e 18 euros, respetivamente, para 2.738 euros e 2.273 euros. Estas três tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos, aumentando ligeiramente a relevância face a julho.
Evolução nas moradias foi mais contida do que em julho
O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.610 euros/m2, mais 12,6% do que em agosto de 2025. Em julho, o crescimento homólogo neste setor tinha sido de 13,6%.
A Grande Lisboa e o Algarve voltaram a registar os valores mais elevados do m2, mas mais baixos do que os verificados em julho. No primeiro caso, passou de 2.922 euros para 2.918 euros. No segundo, foi ainda mais acentuado, de 2.846 euros para 2.770 euros.
Tal como aconteceu nos apartamentos, o Centro (1.169 euros/m2) e o Alentejo (1.299 euros/m2) registaram os valores mais baixos.
A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (23,1%), não se tendo registado qualquer descida.
“O valor mediano das moradias T2 aumentou 13 euros, para 1.625 euros/m2, o das T3 subiu 11 euros (1.576 euros/m2) e o das T4 desceu 20 euros, para 1.635 euros/m2”, refere o INE. Estas tipologias representaram 87,7% das avaliações de moradias.
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