O preço a que os bancos avaliam as casas, em Portugal, no âmbito da concessão de crédito habitação voltou a subir em janeiro. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano do metro quadrado (m2) ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 2.100 euros e fixou-se em 2.105 euros.
O aumento é de 24 euros em relação a dezembro de 2025 e de 331 euros comparativamente com janeiro do ano passado (18,7%).
Não houve qualquer descida, tanto com relação ao mês anterior como em relação a janeiro de 2025. O Oeste e Vale do Tejo foi a região que registou o aumento em cadeia mais expressivo (2,1%) e a Península de Setúbal aquela onde houve a maior subida em relação ao mesmo período do ano passado (27,1%).
Lisboa, Algarve e Pensínula de Setúbal são as regiões mais caras
“A Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país”, aponta o INE. No caso da Grande Lisboa, a divergência em relação aos valores nacionais é de 52,4%. Aqui, o m2 vale 3.207 euros.
Na avaliação por município, é sem surpresa que Lisboa continua líder das avaliações bancárias mais altas. O m2 vale já 4.639 euros, mais 639 euros do que há um ano (15,98%).
A completar o pódio dos municípios mais caros estão Cascais (3.901 euros/m2) e Oeiras (3.849 euros/m2).
As regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana nacional foram Terras de Trás-os- ontes, Beiras e Serra da Estrela, e Alto Alentejo.
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