As taxas Euribor estão a dar sinais de alívio e as previsões é que a trajetória descendente continue. Contudo, as descidas não deverão ser significativas nos próximos meses. Para quem tem crédito habitação, optar por uma solução de taxa mista (ou fixa de curto prazo) pode relevar-se mais atrativo.
Se compararmos a prestação de um contrato de crédito indexado a uma taxa Euribor com a prestação de um contrato associado a uma taxa mista, a poupança imediata é considerável.
Para percebermos melhor o que está em causa, vamos a contas:
Se olharmos para um contrato de crédito habitação a 25 anos no valor de 150 mil euros, optar por uma taxa mista (que fixa a prestação durante dois anos) de 3,25% corresponde a uma prestação de 731 euros. Já se o crédito estiver indexado a uma taxa Euribor a seis meses e tiver um spread de 1%, a prestação fica 61 euros mais alta. Ao final de um ano, a diferença ascende a mais de 700 euros.
E há bancos a oferecerem taxas fixas a um e dois anos abaixo dos 3%, o que significa que a diferença pode ser ainda mais significativa.
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Taxa Euribor vai continuar a descer, mas…
As perspetivas apontam para que as taxas Euribor mantenham a tendência de queda nos próximos meses. Ainda assim, as descidas devem ser limitadas até que o Banco Central Europeu (BCE) decida efetivamente descer as taxas de juro.
Assim, avaliando o que está a ser antecipado pelos mercados financeiros, através da análise dos contratos de futuros das taxas de juro, a Euribor a seis meses pode recuar para valores próximos dos 3% até ao verão. Ou seja, aproximar-se dos valores que estão a ser praticados atualmente nas taxas mistas, que, por sua vez, tenderão a acompanhar o decréscimo.
Contudo, é preciso ter em consideração que quem tem uma taxa variável, além do valor da Euribor tem de acrescentar o spread, o que faz com que nos próximos meses as taxas fixas de curto prazo continuem a compensar, uma vez que à taxa fixa oferecida não há mais nada a acrescentar.
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