Em abril, a percentagem de novas operações de crédito habitação com taxa variável foi de 13,92%, de acordo com a informação divulgada pelo Banco de Portugal. Este é o valor mais baixo desde dezembro de 2018, o primeiro mês em que o regulador partilhou informações sobre as taxas de juro no crédito habitação.
A taxa variável até tinha iniciado o ano de 2026 em recuperação, mas voltou a cair em março e confirmou a descida em abril.
Por outro lado, nunca houve uma percentagem tão grande de novas operações (que incluem novos contratos e renegociações) com taxa mista. Em abril, o peso foi de 84,5%. São já 31 meses consecutivos em que este tipo de taxa é o mais escolhido.
Estes movimentos acontecem numa altura em que a Euribor voltou a subir nos vários prazos. Neste contexto, muitos clientes terão preferido optar pela segurança e previsibilidade no curto prazo oferecidas pela taxa mista.
Uma nota também para a taxa fixa, que tal como a taxa variável, viu cair o peso nas novas operações para o valor mais baixo de sempre (1,57%). No entanto, este tipo de taxa tem historicamente uma importância residual para os clientes.
A prestação mensal média continua a subir: aumentou três euros em abril, para 428 euros.
Valor dos juros ajuda a explicar preferência pela taxa mista
A subida da Euribor é, certamente, um fator que justifica a corrida dos clientes aos empréstimos com taxa mista. Olhando para os valores da taxa de juro média das três modalidades nas novas operações de crédito habitação, a escolha dos mutuários torna-se ainda mais clara.
A taxa mista foi a que registou a média mais baixa, de 2,74%. Já a taxa variável teve uma média de 2,96% e a taxa fixa de 3,7%.
Na análise por indexante dos novos empréstimos com taxa variável, a preferência foi para a Euribor a seis meses (49%), seguida da Euribor a 12 meses (36%) e, por fim, a Euribor a três meses (9%).
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