Os juros do crédito habitação subiram, em julho, para 3,135%, uma variação de 3,4 pontos base em relação a junho, de acordo com a informação sobre as taxas de juro implícitas no crédito habitação do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este é o valor mais alto do ano até agora, ultrapassando os 3,111% registados em janeiro. É preciso recuar até outubro do ano passado para encontrar um valor mais alto, quando os juros da casa atingiram os 3,180%.
Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 3,125%, um aumento de 3,1 pontos base face a junho.
A taxa de juro implícita no crédito habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).
Taxa dos novos contratos não era tão alta há mais de um ano
Tal como aconteceu para a generalidade dos contratos, também a taxa de juro dos contratos celebrados nos últimos três meses registou uma subida face a junho, de 2,853% para 2,91%. É não só o valor mais alto do ano, mas também o mais elevado desde junho de 2025 (2,951%).
A análise aos contratos celebrados nos últimos três meses é feita tendo em conta aqueles cuja data de celebração se situa entre abril e junho de 2026. “Os contratos celebrados em julho de 2026 não são tidos em conta por ainda não se ter vencido qualquer prestação”, explica o INE.
Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, a taxa de juro foi de 2,902%, um aumento de 5,7 pontos base em relação a junho.
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Prestação média subiu 20 euros no último ano
Em julho, a prestação média para a totalidade dos contratos foi de 414 euros, um aumento de três euros relativamente a junho e de 20 euros face a julho de 2025. Destes 414 euros, “205 euros (49,5%) correspondem a pagamento de juros e 209 euros (50,5%) a capital amortizado”, detalha o INE.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou 16 euros face a junho, para 731 euros. Em termos homólogos, a subida foi de 96 euros.
Já o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos habitação aumentou 598 euros, para 79.463 euros, mais 608 euros do que em junho. Na comparação com julho de 2025, a subida foi de 7.193 euros.
Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 182.446 euros, mais 2.894 euros do que em junho, e mais 22.893 euros do que em julho do ano passado.
Recorde anual da taxa implícita surge num contexto de taxas ascendentes
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos registada em julho de 2026 é inferior à que se registou em 2025, mas, enquanto a do ano passado aparecia numa trajetória de taxas de juro descendente, a deste ano surge num contexto de subida.
Desde março que a Euribor tem registado subidas contínuas nos prazos mais relevantes de três, seis e 12 meses. Além disso, em junho, o Banco Central Europeu voltou a subir as taxas de juro de referência quase três anos depois. E apesar de não o ter feito em julho, há a expectativa de que volte a fazê-lo em setembro.
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