Ao fim de 2 anos de um ciclo de subida e manutenção de taxas de juro num nível elevado, o BCE decidiu que era a altura para começar a normalizar a política monetária na Zona Euro. Sendo esta uma medida esperada por todos, importa perceber as justificações que estão por trás desta decisão.
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Taxa de inflação controlada
A subida de taxa de juro foi o antídoto encontrado para fazer face à escalada da inflação na Zona Euro. O descontrolo da inflação tem consequências muito negativas para os cidadãos. Como sabemos, a inflação é a subida generalizada dos preços dos bens e serviços. Quando esta se descontrola, o custo de vida aumenta.
Por este motivo, quando a subida generalizada dos preços dos bens e serviços fica fora de controlo das autoridades monetárias, referimo-nos à inflação como um imposto adicional para a população.
O contexto Covid e a forma como se combateu os constantes confinamentos, fez com que este fenómeno tivesse sido potenciado. À política expansionista por parte das autoridades, juntou-se maior poder de compra das populações (devido aos confinamentos) e, em consequência, uma maior procura de bens e serviços no pós-Covid.
Por outro lado, com o mundo a parar em muitos países, as empresas reduziram a produção de bens. Desta forma, não só a população tinha mais poder de compra, como a procura foi muito superior à oferta. Como consequência, a inflação disparou.
Estes últimos dois anos foram marcados pela tentativa por parte das autoridades monetárias em fazerem regressar a inflação aos níveis habituais. Depois de analisar a evolução e os dados que tem ao seu dispor, o BCE tomou a decisão de reduzir a taxa de juro, invertendo a política monetária. A inflação está a caminhar para os níveis pretendidos (2%), mas ainda é necessário ter algumas cautelas e cuidados. Assim, o BCE irá gerir a possibilidade de novas reduções na taxa de juro, sabendo que este é um passo que alivia e muito os cidadãos.
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