Imagem de linhas de alta tensão de eletricidade

A tarifa indexada da eletricidade é uma das opções disponíveis no mercado de energia em Portugal. Ao contrário das tarifas com preço fixo, em que o valor do quilowatt-hora (kWh) se mantém estável durante um período definido no contrato, neste modelo o preço varia ao longo do tempo, já que o consumidor vai pagar o preço real da energia, acrescido de uma margem de comercialização.

A variação do preço depende, assim, da evolução do mercado grossista de energia. Isto significa que a sua fatura pode subir ou descer conforme os valores a que a eletricidade é negociada no mercado.

Como em tudo, há sempre dois lados da moeda. Por um lado, tem a possibilidade de pagar menos do que os tarifários fixos em alguns momentos. Por outro, se o preço da eletricidade na origem disparar, a fatura segue o mesmo caminho.

Antes de escolher, é importante saber o que é e perceber como funciona a tarifa indexada, quem define os preços e em que situações pode ou não compensar.

O que é a tarifa indexada da eletricidade?

A tarifa indexada é um tipo de contrato em que o preço da eletricidade acompanha o mercado. Ou seja, o valor pago por kWh não é fixo, variando consoante o preço da energia no mercado grossista.

Na prática, o consumidor paga a eletricidade a um preço que resulta de duas componentes principais: o custo da energia no mercado e uma margem definida pela empresa fornecedora.

Além disso, é preciso considerar que a Tarifa de Acesso às Redes (TAR) definida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para a componente de energia aplica-se tal como acontece nas tarifas fixas.

Vamos imaginar que escolhe a opção simples de um tarifário fixo. Em 2026, ao valor da eletricidade no mercado grossista tem de somar 0,0607 euros de TAR.

A principal diferença entre a tarifa indexada e a tarifa fixa é a previsibilidade. Numa tarifa indexada, não existe um preço estável ao longo do tempo. Isto significa que há períodos em que o preço pode ser mais baixo do que nas tarifas fixas, mas também momentos em que pode ser mais elevado.

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Quem define o preço da eletricidade?

O preço base da energia é definido no Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL), através de um sistema gerido pelo operador OMIE.

Neste mercado, produtores e comercializadores negoceiam eletricidade diariamente. É a partir do encontro entre oferta e procura que se define um preço para cada hora do dia seguinte.

Mas há mais, uma vez que a produção de energia renovável também vai impactar o preço a que a eletricidade é vendida. Quando este tipo de energia é produzida em grandes quantidades, os preços no mercado grossista tendem a baixar e esse ajuste reflete-se no valor que os consumidores finais vão pagar.

Por outro lado, se houver escassez de energia renovável, os preços sobem e a fatura segue o mesmo caminho.

A tudo isto somam-se, como já referimos acima, componentes como a tarifa de acesso às redes, margens do comercializador, perdas de rede e, como acontece em qualquer tarifa, impostos.

A fórmula de cálculo da tarifa indexada varia de empresa para empresa, mas deve ser transparente e estar claramente identificada no contrato. Este é, aliás, outro fator que vai mexer com a fatura, uma vez que diferentes fórmulas de cálculo podem gerar diferentes resultados.

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Vantagens e desvantagens da tarifa indexada

A tarifa indexada pode trazer oportunidades de poupança, mas também envolve maior incerteza. Antes de escolher, é importante conhecer os principais pontos positivos e negativos.

Vantagens

  • Possibilidade de pagar menos pela eletricidade em determinados momentos;
  • Transparência, uma vez que os preços do mercado grossista de energia são públicos.

Desvantagens

  • O preço da eletricidade pode subir rapidamente em certos períodos, o que se reflete diretamente na fatura;
  • É mais difícil antecipar quanto vai pagar no final do mês;
  • Exige maior acompanhamento do mercado, não só para tirar partido dos períodos mais baratos, mas também para avaliar se a tarifa ainda compensa.

Para quem vale a pena a tarifa indexada?

Este modelo pode fazer mais sentido para quem aceita alguma incerteza no valor da fatura. Como o preço varia ao longo do tempo, é preciso estar preparado para períodos em que a eletricidade pode ficar mais cara.

Também pode ser mais vantajosa para quem tem alguma flexibilidade nos consumos e consegue concentrá-los nos períodos mais baratos. Por fim, pode ser interessante para quem acompanha regularmente o mercado de energia e procura aproveitar momentos de preços mais baixos.

Pelo contrário, se procura estabilidade, previsibilidade e não quer (ou não tem tempo) para acompanhar a evolução do preço da eletricidade no mercado grossista, as tarifas com preço fixo tendem a ser mais ajustadas.

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Perguntas frequentes

É um tipo de contrato em que o preço do kWh varia ao longo do tempo, porque está ligado ao valor da eletricidade no mercado grossista.

O preço base é determinado no mercado ibérico de eletricidade, através do OMIE, sendo depois acrescido de tarifas reguladas e da margem do comercializador.

Pode ser mais barata em períodos de preços baixos no mercado, mas também pode ser mais cara quando os preços sobem.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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