Começar a investir é um passo importante para quem quer fazer crescer o património, preparar o futuro ou simplesmente proteger o dinheiro da perda de poder de compra.
Mas investir não deve ser uma decisão tomada apenas porque ouviu falar de uma oportunidade, porque determinado ativo está a valorizar ou porque alguém promete ganhos rápidos. Aplicar dinheiro implica compreender riscos, prazos, custos, impostos e o impacto que uma perda pode ter na sua vida financeira.
É importante organizar as finanças pessoais, perceber qual é o seu perfil de investidor, definir objetivos claros e conhecer as principais opções disponíveis. Só assim é possível tomar decisões mais informadas e evitar erros comuns.
1. Investir não é o mesmo que poupar
Poupar e investir não são a mesma coisa. Poupar significa colocar dinheiro de lado para necessidades previsíveis, imprevistos ou objetivos de curto prazo. Investir implica aplicar esse dinheiro em produtos financeiros ou ativos com o objetivo de obter uma valorização ao longo do tempo.
Poupar preserva o capital
A poupança tem um papel essencial na organização financeira. Deve servir, antes de mais, para criar segurança. É aqui que entra o fundo de emergência, que permite enfrentar despesas inesperadas sem recorrer a crédito ou sem vender investimentos num mau momento.
Este dinheiro deve estar acessível e aplicado em soluções de baixo risco, como depósitos a prazo mobiliáveis ou certificados de aforro. O objetivo principal não é obter uma rentabilidade elevada, mas garantir liquidez e preservar capital.
Por isso, a poupança é especialmente importante para objetivos de curto prazo ou para despesas que podem surgir sem aviso.
Investir faz crescer o capital
O investimento tem uma função diferente. Serve para fazer crescer o património ao longo do tempo e para objetivos de médio e longo prazo, como preparar a reforma, reforçar a independência financeira ou financiar projetos futuros.
Idealmente, o dinheiro que tem investido não é aquele de que pode precisar de um dia para o outro. Como vimos acima, esse deve estar alocado ao fundo de emergência. O investimento precisa de tempo, sendo esse um dos principais fatores que vai afetar a rentabilidade final.
John C. Bogle, investidor americano e fundador do The Vanguard Group já dizia que “o segredo para investir é simples: comprar bons ativos e dar-lhes tempo”.
Vejamos um exemplo simples que ajuda a perceber isso mesmo. Se investir 100 euros por mês durante 30 anos, com uma rentabilidade média anual de 7%, o valor acumulado pode ultrapassar os 120 mil euros. Este exemplo ajuda a ilustrar o impacto da regularidade, do prazo e da capitalização.
Por outro lado, investir é a melhor forma de combater a perda de poder de compra causada pela inflação. Quando se tem o dinheiro parado numa conta à ordem ou investido em produtos que rendem abaixo da inflação, ele perde valor ao longo do tempo.
Por exemplo, se tiver 10.000 euros parados numa conta a render 1% ao ano e a inflação for de 3%, o dinheiro cresce em termos nominais, mas perde valor em termos reais. Ou seja, no fim do período, compra menos bens e serviços do que comprava antes.
A este propósito é também importante distinguir retorno nominal de retorno real, uma vez que a inflação tem impacto mesmo quando o investimento consegue superá-la:
- O retorno nominal é a rentabilidade anunciada.
- O retorno real é o que sobra depois de descontar a inflação. Por exemplo, se tiver um depósito que rende 4% e a inflação for de 2,5%, o ganho real é de 1,5%.
2. Antes de investir, organize a sua vida financeira
Investir é importante, mas o caminho começa antes de aplicar dinheiro em produtos financeiros. Antes, é importante criar um fundo de emergência, reduzir dívidas elevadas e definir objetivos.
Criar um fundo de emergência
Este deve ser o primeiro passo. O dinheiro contido no fundo de emergência vai servir para fazer face a despesas inesperadas, como problemas de saúde, desemprego, reparações urgentes ou emergências familiares.
Este fundo deve cobrir vários meses de despesas essenciais, embora o valor dependa da situação de cada pessoa, da estabilidade dos rendimentos e das responsabilidades familiares.
Esse dinheiro deve estar em produtos simples, seguros e facilmente mobilizáveis. Não deve estar exposto a oscilações de mercado nem preso em soluções com penalizações relevantes em caso de resgate.
Reduzir dívidas de elevado custo
Outro passo importante é reduzir dívidas de elevado custo. Créditos pessoais, cartões de crédito ou outros financiamentos com juros altos podem anular, na prática, o benefício de qualquer investimento. Antes de procurar rentabilidade, pode fazer sentido diminuir encargos financeiros que pesam todos os meses no orçamento.
Definir objetivos financeiros
Por fim, é necessário definir objetivos. Investir sem objetivo torna mais difícil escolher produtos, prazos e níveis de risco.
A estratégia será diferente se o objetivo for comprar casa dentro de cinco anos, preparar a reforma dentro de 25 anos ou criar uma reserva para a educação dos filhos.
3. Conheça o seu perfil de investidor
O perfil de investidor traduz a forma como cada pessoa lida com o risco. Há quem aceite bem as oscilações do mercado e há quem só consiga viver com previsibilidade e segurança.
Podemos distinguir três tipos de investidor: conservador, moderado e agressivo.
Conservador
O investidor conservador dá prioridade à segurança: a preservação do capital vem antes da procura por retornos elevados. Para este perfil, o mais importante é reduzir ao máximo a possibilidade de perder dinheiro, mesmo que isso signifique aceitar uma rentabilidade mais baixa.
Por isso, tende a preferir soluções mais simples, estáveis e com capital garantido, como depósitos a prazo, certificados de aforro ou outros produtos de baixo risco.
Este perfil é comum em pessoas que estão numa fase da vida em que já não querem expor uma parte relevante das poupanças a grandes oscilações. Pode ser o caso de quem está mais perto da reforma ou de quem tem objetivos financeiros de curto prazo.
Moderado
O investidor moderado procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade. Não quer assumir riscos elevados, mas aceita alguma oscilação se isso permitir obter um retorno superior ao de produtos mais conservadores.
Este perfil pode continuar a ter uma parte relevante do dinheiro aplicada em produtos de menor risco, mas já admite incluir soluções com maior potencial de valorização. A diferença está no peso que esses investimentos assumem na carteira: tendem a representar uma parte limitada e controlada.
Também é um investidor que pode aceitar prazos mais longos. Ainda assim, a prudência continua a ser um elemento importante. O investidor moderado procura crescer, mas sem comprometer a estabilidade da sua vida financeira.
Agressivo
O investidor agressivo aceita níveis elevados de risco em troca da possibilidade de obter retornos mais expressivos. Está confortável com oscilações fortes e compreende que, em determinados investimentos, pode perder uma parte significativa ou até a totalidade do capital aplicado.
Este perfil pressupõe experiência, conhecimento e capacidade financeira para lidar com perdas.
Por norma, é alguém com uma situação financeira que lhe permite suportar períodos de queda sem comprometer despesas essenciais ou objetivos de curto prazo.
Como saber qual o seu perfil?
Alguns dos pontos essenciais a analisar são perceber como reagiria a perdas temporárias, quanto tempo pode manter o dinheiro investido e qual o objetivo concreto daquele investimento.
Há perguntas simples que ajudam nesta avaliação. Como reagiria se a sua carteira caísse 10%, 20% ou 30%? Precisará deste dinheiro nos próximos anos? Está a investir para preservar capital ou para procurar crescimento? Tem capacidade financeira e emocional para suportar oscilações?
Um passo fundamental para esta análise é o questionário de adequação aplicado pelos intermediários financeiros, como os bancos, que ajuda a responder a estas perguntas e a traçar o seu perfil de investidor.
Investir de acordo com o perfil é importante porque reduz a probabilidade de tomar decisões impulsivas. Um produto pode ser adequado para uma pessoa e desadequado para outra, mesmo que tenha uma rentabilidade esperada equivalente.
Warren Buffett, um dos mais conhecidos investidores do mundo, tem uma frase que ajuda a ilustrar bem a importância de adequar os investimentos ao perfil: “A não ser que consiga ver as suas ações cair 50% sem entrar em pânico, não deve investir neste mercado”.
4. Compreender a relação entre risco e rentabilidade
Não existem retornos elevados sem risco. Em regra, quanto maior for a rentabilidade esperada, maior é também a incerteza associada.
Ou seja, risco e retorno andam invariavelmente de mãos dadas:
- Menos risco = menor retorno
- Mais risco = maior retorno potencial
Embora o histórico possa ser um bom indicador para analisar um produto, as rendibilidades passadas não são garantia de rendibilidades futuras, sobretudo numa análise de curto prazo.
Olhar para o histórico a 10 ou 15 anos é uma base mais sólida do que fazer a análise apenas dos últimos seis meses ou do último ano.
Acima de tudo, é preciso ter presente que a volatilidade faz parte dos mercados financeiros. Ações, ETF, fundos e outros ativos podem valorizar e desvalorizar ao longo do tempo. Uma queda temporária não significa necessariamente que o investimento deixou de fazer sentido.
Evite erros comuns
O erro é uma das principais ferramentas de aprendizagem, mas ao investir pode, desde logo, evitar alguns comportamentos que prejudicam não apenas o resultado final, mas também o seu bem-estar enquanto investidor.
- Investir por FOMO (Fear Of Missing Out): o medo de ficar de fora é um dos principais erros ao investir. Não deve pôr o seu dinheiro num produto “só porque sim”. A sensação (muitas vezes errada) de que toda a gente está a ganhar dinheiro e de que tem de entrar nesse barco rapidamente não deve substituir a análise cuidada dos investimentos a fazer;
- Seguir recomendações de “gurus” nas redes sociais: este comportamento pode relacionar-se diretamente com o de investir por FOMO. Vê aquilo que os finfluencers dizem nas redes sociais e quer repetir o comportamento com receio de não estar a aproveitar a oportunidade;
- Querer enriquecer rapidamente: como vimos acima, os investimentos exigem tempo. Querer fazê-lo rapidamente pode levar a decisões precipitadas e à aplicação do dinheiro em produtos que vão contra o seu perfil. Se lhe prometerem retornos elevados sem risco, desconfie.
A estes comportamentos juntam-se alguns viéses, ou seja, atalhos mentais que influenciam a forma como interpretamos informação e tomamos decisões. Destacamos três:
- Aversão a perdas: é a tendência para sentir o impacto de uma perda de forma mais intensa do que o benefício de um ganho equivalente. Pode levar a vendas precipitadas, por exemplo;
- Excesso de confiança: acontece quando o investidor acredita que consegue prever melhor o mercado do que realmente consegue.
- Memória de curto prazo (ou viés da recência): leva o investidor a dar demasiado peso ao que aconteceu há pouco tempo. Se um ativo valorizou nos últimos meses, pode assumir que essa tendência vai continuar. Se caiu recentemente, pode concluir que deixou de ser uma boa opção.
Por isso, a disciplina é tão importante como o conhecimento técnico. Uma estratégia simples, consistente e adequada ao perfil pode ser mais eficaz do que tentar antecipar todos os movimentos do mercado.
5. Tipos de investimentos mais comuns
No mundo dos investimentos, todos vão encontrar produtos que se adequam ao seu perfil. Com maior ou menor nível de risco, as opções são variadas.
Depósitos a prazo
Os depósitos a prazo são uma das soluções mais conhecidas. Têm baixo risco, capital garantido pela instituição e proteção do Fundo de Garantia de Depósitos até aos limites legais. Em contrapartida, tendem a oferecer rentabilidades mais baixas, sobretudo em períodos de juros reduzidos.
Certificados de aforro e do Tesouro
Os certificados de aforro e os certificados do Tesouro são produtos de dívida pública destinados a particulares. Têm regras próprias de subscrição, remuneração, prazo e resgate.
Os certificados de aforro têm um limite temporal de 15 anos, mas pode resgatá-los ao fim de apenas três meses sem qualquer penalização. Por isso, são uma boa solução para o seu fundo de emergência: rendem juros e têm liquidez, ou seja, facilidade de acesso ao dinheiro. Os juros são calculados trimestralmente e capitalizados.
Os certificados do Tesouro têm um limite máximo de sete anos, mas pode pedir o resgate a partir do primeiro ano. Ao contrário dos certificados de aforro, os juros são calculados anualmente, sem capitalização.
PPR
Os Planos Poupança Reforma (PPR) são produtos pensados para acumular dinheiro com vista à reforma.
Podem ter diferentes níveis de risco e, por isso, não devem ser vistos todos da mesma forma.
Um seguro PPR tende a ser mais conservador e pode ter capital garantido, enquanto um fundo PPR está mais exposto aos mercados financeiros, tendo, por isso, maior rentabilidade potencial, mas também maior risco.
ETF (Exchange Traded Fund)
Os ETF permitem investir num conjunto diversificado de ativos através de um único produto. Podem replicar índices de ações, obrigações ou outros mercados. São frequentemente associados a custos reduzidos e a uma forma simples de diversificação.
Ações
As ações representam participação no capital de empresas. Podem oferecer potencial de valorização e dividendos, mas estão sujeitas a maior volatilidade e risco de perda. Exigem maior conhecimento e uma estratégia bem definida.
Obrigações
As obrigações representam dívida emitida por Estados ou empresas. O risco depende do emitente, do prazo, da taxa e das condições do mercado. Podem ajudar a equilibrar uma carteira, mas não são isentas de risco.
Quando investe em obrigações, sabe logo à partida qual o prazo desse investimento e quais as condições de remuneração.
Fundos de investimento
Os fundos de investimento permitem aceder a uma carteira gerida profissionalmente. Podem ser úteis para quem procura diversificação e gestão especializada, mas é importante analisar comissões (mais altas do que nos ETF por terem gestão ativa e não passiva), política de investimento e histórico de risco.
Criptoativos
Os criptoativos, ou ativos digitais, são representações virtuais de valores ou direitos, que se baseiam na blockchain, uma tecnologia de registo descentralizado de informação. Estes ativos não têm uma representação física e não devem ser confundidos com produtos tradicionais de poupança ou investimento.
Devido à sua volatilidade e, por vezes, complexidade, os criptoativos não são adequados para todos os tipos de investidor. Mesmo para os perfis mais agressivos é importante considerar fatores como a capitalização de mercado e a liquidez dos tokens antes de investir.
6. A importância da diversificação
Diversificar significa não colocar todo o dinheiro no mesmo produto, setor, país ou tipo de ativo. A ideia é simples: se uma parte da carteira tiver um desempenho negativo, outra parte pode ajudar a compensar esse impacto.
A diversificação pode ser feita por tipo de ativo, como ações, obrigações, depósitos ou fundos. Também pode ser feita por setores de atividade ou geografia. O objetivo é reduzir a dependência de um único fator de risco.
O que é asset allocation?
Podemos traduzir livremente para português como alocação de ativos, e não é mais do que a diversificação. Mais do que escolher o produto perfeito ou tentar acertar no melhor momento de entrada, a asset allocation é determinante para garantir um bom retorno dos investimentos.
Mas qual a melhor estratégia de diversificação? Quanto se deve alocar a cada tipo de ativo? Não há uma resposta certa, uma vez que isso depende sempre do perfil de investidor, dos objetivos e do horizonte temporal do investimento.
Ainda assim, deixamos três exemplos possíveis de diversificação, de acordo com o perfil:
- Conservador: 70% de obrigações e 30% de ações;
- Moderado: 50% de obrigações e 50% de ações;
- Agressivo: 80% de ações.
Em relação ao horizonte temporal, podemos considerar o seguinte:
- Objetivos de curto prazo (até três anos): a liquidez e o baixo risco devem pesar mais;
- Objetivos de médio prazo (entre três e sete anos): pode fazer sentido uma abordagem mista;
- Objetivos de longo prazo (prazos superiores a sete ou dez anos): maior capacidade para assumir risco.
A forma como distribui os investimentos de acordo com o perfil de investidor e com o horizonte temporal não tem de ser uma decisão final e inalterável. Pelo contrário, é importante rever periodicamente o perfil de investidor, especialmente quando há alterações nos objetivos financeiros.
Além disso, manter o foco nos objetivos de médio e longo prazo permite evitar reações de curto prazo que podem comprometer a rentabilidade dos investimentos.
7. Custos e impostos: O que não deve ignorar
A rentabilidade anunciada não é igual à rentabilidade líquida. Comissões e impostos podem reduzir de forma significativa o retorno final, sobretudo quando o investimento é mantido durante muitos anos.
Entre os custos a analisar estão, por exemplo, as comissões de:
- Corretagem: comissão cobrada pela execução de uma ordem de compra ou venda de ativos financeiros;
- Custódia: comissão cobrada pela guarda e manutenção dos ativos financeiros na conta do investidor;
- Conversão cambial: comissão cobrada quando é necessário trocar uma moeda por outra (euro para dólar, por exemplo) para comprar, vender ou receber rendimentos de um investimento.
Alguns custos são visíveis no momento da operação. Outros estão incorporados no próprio produto e exigem uma leitura mais atenta da documentação.
Fiscalidade
A fiscalidade também deve ser considerada. Em Portugal, juros, dividendos e mais-valias estão sujeitos a tributação. Em alguns investimentos, como os depósitos a prazo ou os certificados do Estado, é aplicada uma taxa liberatória de 28% logo na retenção na fonte. Assim, o valor que o investidor recebe na conta já é o valor líquido.
Noutros casos, é necessário informar as Finanças na declaração anual de rendimentos. As ações, os ETF e os fundos de investimento estão sujeitos a uma taxa especial de 28%, mas que pode ser inferior de acordo com o tempo que durou esse investimento:
- 25,2% para ativos detidos entre dois e cinco anos:
- 22,4% para ativos detidos entre cinco e oito anos;
- 19,6% para ativos detidos por, pelo menos, oito anos.
Em relação aos dividendos, regra geral estão sujeitos a taxa liberatória de 28% (mas pode até ser de 15% se receber dividendos de ações americanas e preencher o formulário W-8BEN).
Em todo o caso, quer se aplique a taxa liberatória ou as taxas especiais, pode optar por englobar os rendimentos dos seus investimentos no IRS. Se, depois de somar todos os rendimentos, a taxa geral a aplicar for inferior a alguma das taxas liberatórias ou especiais, pode valer a pena englobar.
No caso dos dividendos, apenas se consideram em 50% quando se opta pelo englobamento.
8. Escolher uma corretora, banco ou plataforma de investimento
A escolha da entidade através da qual se investe deve ser feita com cuidado. O primeiro ponto a considerar é a segurança. Antes de transferir dinheiro, deve verificar se a entidade está autorizada ou registada junto dos órgãos competentes, como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ou o Banco de Portugal, consoante o tipo de serviço prestado.
Também é importante comparar comissões. Uma plataforma com custos baixos pode ser vantajosa, mas não deve ser avaliada apenas pelo preço. A facilidade de utilização, o apoio ao cliente, os produtos disponíveis, a informação prestada e a clareza dos documentos também contam.
O investidor deve perceber onde está o seu dinheiro, que proteção existe, que produtos pode comprar, que custos suporta e que obrigações fiscais terá depois. Se não compreender um produto ou uma plataforma, deve parar antes de avançar.
Voltando a citar Warren Buffett, “o risco vem de não saber o que se está a fazer”.
Começar a investir: Um resumo
Começar a investir não exige saber tudo, mas exige saber o suficiente para não tomar decisões às cegas. Antes de procurar rentabilidade, é preciso organizar a vida financeira, criar uma reserva de emergência, reduzir dívidas caras e definir objetivos.
Depois, é essencial conhecer o perfil de investidor, compreender a relação entre risco e retorno, diversificar, analisar custos e perceber a fiscalidade. Investir não deve ser uma reação a modas ou promessas de ganhos rápidos. Deve ser uma decisão informada, alinhada com o prazo, os objetivos e a tolerância ao risco.
Nota: Este conteúdo, da responsabilidade do Bison Bank, é de natureza informativa e não constitui aconselhamento financeiro, recomendação de investimento ou oferta de qualquer produto ou serviço.