“Se os outros se atirassem de uma ponte, tu também te atiravas?”. Esta frase ou outras semelhantes devem ter ecoado na infância e adolescência de muitos. O objetivo era simples: ilustrar que não se devia fazer algo apenas porque os amigos também faziam.
Mas não temos de guardá-la no passado, naquela altura em que a peer pressure e a vontade de fazer igual aos outros estavam no auge. Podemos trazê-la para a vida adulta, de forma a mantermos sempre uma atitude crítica em relação àquilo que ouvimos e lemos.
Serve para todas as áreas da nossa vida, incluindo o dinheiro. Procurar conselhos financeiros pode ser útil, mas o filtro deve estar sempre ativo.
Cada pessoa tem o seu contexto
Os conselhos podem chegar de qualquer lado. De um familiar, de um amigo ou até da internet. Neste último caso, pode ir desde as redes sociais até a fóruns online.
Em Portugal, existe até uma comunidade no Reddit com quase 120 mil membros a discutir temas de literacia financeira. Neste último caso, as regras da comunidade proíbem mesmo a discussão sobre investimentos especulativos e aconselha-se os participantes a não aceitarem recomendações financeiras.
Seja qual for o meio, esta partilha de informação é, à partida, importante e positiva. No entanto, devemos sempre manter um espírito crítico.
Quando falamos com amigos e familiares, podemos receber conselhos sobre qual o melhor banco para abrir conta, o melhor cartão de crédito, a melhor forma de organizar as finanças no dia a dia ou até aquele investimento que temos mesmo de fazer.
Ainda assim, não devemos aceitá-los acriticamente e fazer o mesmo só porque alguém disse que era bom. Isso seria correr um risco, uma vez que não temos todos o mesmo perfil e contexto financeiro.
Aquela pessoa que nos diz para abrir uma conta bancária com certas características não tem necessariamente as mesmas necessidades que nós. Do mesmo modo, quem nos aconselha a investir num determinado produto financeiro pode te rum perfil de investidor e objetivos diferentes.
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