Habitação

Arrendamento: Novos contratos caem e preços aumentam mais de 6%

Entre março e junho, foram arrendadas menos casas em Portugal do que no primeiro trimestre. Já os preços subiram em quase todas as regiões

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Arrendamento: Novos contratos caem e preços aumentam mais de 6%

Entre março e junho, foram arrendadas menos casas em Portugal do que no primeiro trimestre. Já os preços subiram em quase todas as regiões

No segundo trimestre deste ano, foram celebrados menos contratos de arrendamento em Portugal, e o valor das rendas aumentou face aos três meses anteriores.

Entre março e junho, a renda mediana dos novos contratos de arrendamento fixou-se em 6,55 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 6,3% face ao trimestre anterior, quando o preço estava nos 6,16 euros, segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Para ilustrar esta evolução, podemos considerar que arrendar um apartamento com 120 m2 custava, no início do ano, uma média de 739 euros por mês, valor que aumentou para 786 euros três meses depois.

Olhando para a comparação com o mesmo período do ano passado – ou seja, o segundo trimestre de 2021 – o aumento foi ainda mais expressivo, de 8,6%, já que, naquela altura, o preço mediano das rendas estava nos 5,41 euros por metro quadrado.

Este aumento de preços foi acompanhado por uma descida do número de novos contratos de arrendamento. O INE mostra ainda que, entre março e junho, foram celebrados 21.005 contratos referentes a alojamentos familiares, numa quebra de 15,1% relativamente ao primeiro trimestre, em que 24.727 famílias assinaram um contrato de arrendamento.

Em relação ao período homólogo tratou-se, porém, de um aumento de 2,1%, muito inferior ao crescimento anual de 23,8% observado no primeiro trimestre.

A quebra observada no arrendamento contrasta com a evolução da venda de casas no país: no mesmo período em que o número de casas alugadas diminuiu, o número de casas vendidas aumentou, com os preços de venda a atingirem o valor mais alto de sempre. O INE já tinha revelado que, no segundo trimestre, foram transacionadas em Portugal 43.607 habitações pelo valor total de 8,3 mil milhões de euros, o que representa um aumento, face ao mesmo período do ano anterior, de 4,5% e 19,5%, respetivamente.

Só Alto Alentejo e Douro escapam à subida das rendas

O aumento das rendas dos novos contratos de arrendamento estendeu-se a praticamente todas as regiões do país (23 das 25 sub-regiões NUTS III). As únicas exceções foram mesmo o Alto Alentejo e o Douro, onde arrendar uma casa ficou 4,3% e 2,5% mais barato, respetivamente, quando comparando com os três meses anteriores.

Em contraste, os maiores aumentos foram observados no Alentejo Central (+12,0%), Alentejo Litoral (+11,1%) e Alto Tâmega (+10,2%).

vista panorâmica da região do Douro, no norte de Portugal

Leia ainda: Comprar ou arrendar casa? Eis a questão.

Mais de metade dos novos arrendamentos foram em Lisboa e Porto

Olhando para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, as rendas medianas aumentaram mais do que no conjunto do território nacional. As subidas em relação ao período entre janeiro e março foram de 9,2% em Lisboa e 6,8% no Porto, sendo que nas duas áreas metropolitanas, o preço é bastante superior à média nacional: 9,95 euros/m2 e 7,06 euros/m2, respetivamente.

Nem por isso deixaram de ser as duas áreas com maior procura: concentraram 52% dos novos contratos de arrendamento (51% no 1º trimestre) e registaram uma evolução face ao trimestre homólogo de +1,2% e +1,6%, respetivamente.

Além destas, também estão acima do valor nacional as rendas no Algarve (7,41 €/m2) e na Região Autónoma da Madeira (7,35 €/m2). No espectro oposto, Trás-os-Montes (2,88 €/m2) tem os preços de arrendamento mais baixos para os novos contratos.

Leia ainda: Comprar casa para arrendar, com crédito habitação

Vila Nova de Famalicão, Funchal e Cascais com os maiores aumentos

Considerando a evolução do último ano – ou seja, comparando o segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2021 – o preço mediano no arrendamento aumentou em 23 das 24 maiores cidades do país (municípios com mais de 100 mil habitantes). Só Barcelos fugiu à regra, com os valores a manterem-se.

As maiores subidas aconteceram em Vila Nova de Famalicão (+25,2%), Funchal (+20,7%), Cascais (+19,6%), Seixal (+15,9%) e Porto (+15,7%).

Alguns municípios registaram crescimentos não só nos valores das rendas como também no número de novos contratos acima da média do país. Falamos de Almada (+13,0% e +12,0%), Lisboa (+14,6% e +9,2%), Maia (+10,8% e +22,6%), Vila Nova de Famalicão (+25,2% e +5,1%) e Leiria (+13,2% e +9,0%).

Por outro lado, Gondomar (+8,4% e +0,8%), Santa Maria da Feira (+8,0% e -5,2%), Amadora (+7,3% e -2,1%), Sintra (+8,6% e -4,2%), Vila Franca de Xira (+7,5% e -4,9%), Guimarães (+2,7% e -0,4%) e Coimbra (+7,9% e -8,8%), apresentaram subidas (de preços e novos contratos) inferiores às do país.

Leia ainda: Juros a subir: É preferível arrendar casa?

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