Imagem de uma mulher desesperada pois não consegue poupar o suficiente para a reforma

As mulheres associam mais frequentemente a reforma a sentimentos de incerteza, medo e ansiedade. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon, em parceria com o Doutor Finanças, 49% dos portugueses dizem sentir medo ou ansiedade quando pensam nesta fase da vida, sendo estes sentimentos mais expressivos entre o género feminino.

Em comparação com os homens, as mulheres tendem a associar a reforma mais a sentimentos de incerteza e menos a perceções positivas, como descanso ou confiança. Esta diferença reflete-se também na forma como encaram esta fase da vida, com níveis mais elevados de preocupação entre o género feminino.

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16% das mulheres sentem medo quando pensam na reforma, face a 10% dos homens

As diferenças entre homens e mulheres tornam-se claras quando se analisam os sentimentos associados à reforma. O medo é referido por 16% das mulheres, acima dos 10% registados entre os homens.

A ansiedade também surge com valores ligeiramente superiores no género feminino, com 12% das mulheres a indicarem este sentimento, face a 11% dos homens. Estes dados evidenciam uma maior presença de emoções negativas entre as mulheres quando pensam nesta fase da vida.

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Cerca de 2 em cada 10 mulheres associam a reforma à incerteza

A incerteza é a palavra mais associada à reforma, sendo referida por 38% dos portugueses. Entre as mulheres, esta associação é mais frequente, com 21% a indicar esta resposta, face a 18% dos homens.

Em sentido contrário, sentimentos positivos surgem com menor expressão entre o género feminino. O descanso é referido por 17% das mulheres, face a 18% dos homens, e a liberdade por 7% das mulheres, abaixo dos 9% registados no género masculino.

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Mulheres mostram menor confiança na reforma e maior preocupação com o futuro

As diferenças entre homens e mulheres estendem-se também aos níveis de confiança. Apenas 14% das mulheres associam a reforma a um sentimento de confiança, abaixo dos 18% registados entre os homens.

Esta perceção surge acompanhada por uma maior antecipação de dificuldades financeiras. No total, 62% das mulheres admitem que poderão ter dificuldades na reforma, um valor superior ao registado no conjunto dos inquiridos.

Ficha técnica: Este inquérito foi realizado pelo CEA – Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre os dias 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. O universo-alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. A taxa de resposta foi de 15%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 700 inquiridos é de 4%, com um nível de confiança de 95%.

Perguntas frequentes

Sim. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, 49% dos portugueses dizem sentir medo ou ansiedade quando pensam nesta fase da vida, o que mostra que estes sentimentos são comuns.

Sim. De acordo com o 3º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon, apenas 14% das mulheres associam a reforma a um sentimento de confiança, abaixo dos 18% registados entre os homens.

Os dados apontam nesse sentido. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, 62% das mulheres antecipam dificuldades financeiras, acima do total dos inquiridos.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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