jovem a analisar se deve ou não aproveitar o crédito habitação jovem para comprar casa ainda em 2026

Comprar casa antes dos 35 anos é, hoje, mais acessível do que há uns anos, graças ao conjunto de apoios que o Estado criou para facilitar o acesso ao crédito habitação jovem. E essas condições de crédito mais favoráveis fizeram com que, desde 2024, mais de 77 mil jovens tenham comprado a sua primeira habitação.

No entanto, estes apoios têm prazo. A garantia pública, por exemplo, aplica-se a contratos de crédito celebrados até 31 de dezembro de 2026. E não há, para já, qualquer indicação de que as medidas serão prolongadas.

Num momento em que a Euribor voltou a subir (em abril de 2026, a taxa a 12 meses situou-se nos 2,75%, com tendência de aumento) e em que os preços dos imóveis continuam a pressionar os orçamentos, esperar pelo próximo ano para comprar casa pode significar pagar uma prestação bem mais elevada.

O que muda se os apoios terminarem em 2026?

Se tens até 35 anos e queres comprar a primeira habitação própria e permanente, descobre como podes beneficiar destas vantagens que te permitem comprar casa sem precisar de dar entrada. Mas fica a saber que, se os apoios não forem renovados, o cenário em 2027 será diferente.

Entre os benefícios que podem deixar de estar disponíveis estão:

  • Isenção de IMT e de Imposto do Selo: para imóveis até 330.539 euros, a poupança pode ultrapassar os 15 mil euros em impostos. Acima desse valor e até 660.982 euros, a isenção é parcial, mas continua a representar uma redução significativa;
  • Garantia pública: permite financiamento até 100% do valor do imóvel (até 450 mil euros), com o Estado a funcionar como fiador de até 15% do montante. Sem esta garantia, é necessário dispor de, pelo menos, 10% de capitais próprios;
  • Isenção de emolumentos de registo: o desconto no registo da aquisição e da hipoteca traduz-se numa poupança adicional de centenas de euros;
  • Condições de crédito mais competitivas: vários bancos oferecem spreads reduzidos e taxas iniciais mais baixas para créditos enquadrados no regime jovem.

Na prática, a diferença entre comprares casa em 2026, ao abrigo destes apoios, e comprares em 2027, sem eles, pode representar dezenas de milhares de euros, tanto nos custos iniciais como no valor total do crédito.

É importante sublinhar que, mesmo que o Governo venha a prolongar algumas destas medidas, não existe qualquer garantia de que as condições se mantenham idênticas. A garantia pública, por exemplo, já consumiu cerca de 62% do montante total atribuído até março de 2026. A procura continua elevada e a disponibilidade pode diminuir nos próximos meses.

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Crédito Habitação Jovem: Porque faz sentido avançar

Para muitos jovens, a decisão de comprar casa continua a ser adiada, por incertezas e receios, por falta de poupanças suficientes ou por acharem que ainda não é o momento certo.

  • Por um lado, os apoios para os jovens permitem que estes comprem casa sem necessidade de 10% de capitais próprios para a entrada e sem o peso dos impostos de aquisição (com a isenção de IMT e de Imposto de Selo), baixando consideravelmente o esforço financeiro inicial;
  • Por outro lado, o cenário de taxas de juro está em mudança. A Euribor, que registou mínimos históricos no final de 2024, voltou a subir nos últimos meses, impulsionada pela incerteza nos mercados financeiros e pelo conflito no Médio Oriente. Quem contratar crédito ainda em 2026 pode beneficiar de taxas iniciais mais favoráveis, nomeadamente através de taxas mistas, que garantem previsibilidade na prestação durante os primeiros anos do contrato.

Cada mês que passa representa não só mais incerteza sobre a continuidade dos apoios, mas também a possibilidade de condições de financiamento menos vantajosas. Analisar o momento financeiro, perceber que apoios estão acessíveis e avaliar as propostas disponíveis é o primeiro passo para tomar uma decisão informada.

Como o Doutor Finanças ajuda a comprar casa ainda em 2026

O processo de compra de casa envolve várias decisões que podem parecer complexas: perceber se reúnes as condições para aceder aos apoios, escolher o tipo de crédito, comparar propostas de vários bancos e tratar de toda a documentação – tudo isto exige tempo e conhecimento.

No Doutor Finanças, acompanhamos todo este processo de forma integrada e personalizada, com especialistas dedicados do início ao fim:

  • Avaliamos a tua situação financeira e percebemos a que apoios podes ter acesso;
  • Comparamos propostas de crédito junto de vários bancos, negociando as melhores condições para ti;
  • Negociamos os seguros de vida e multirriscos de forma integrada, procurando as melhores coberturas ao menor custo;
  • Tratamos de toda a burocracia – documentos, prazos e contactos;
  • Acompanhamos cada etapa até à escritura, esclarecendo todas as dúvidas.
  • Este acompanhamento é totalmente gratuito e nem precisas de te preocupar em sair do conforto do teu sofá.

Num contexto em que o tempo é um fator determinante, acredita que contares com apoio especializado vai fazer a diferença e é a melhor forma de tomares uma decisão com confiança e sem surpresas financeiras.

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Perguntas frequentes

A garantia pública está prevista para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026. A legislação prevê a possibilidade de prorrogação, mas até ao momento não existe indicação de que os apoios serão renovados nas mesmas condições. 

Jovens até aos 35 anos que comprem a primeira habitação própria e permanente, desde que não sejam proprietários de outro imóvel (nem o tenham sido nos últimos três anos). A isenção de IMT jovens é total para imóveis até 330.539 euros e parcial para imóveis até 660.982 euros. 

Sim. Com a garantia pública, o Estado funciona como fiador de até 15% do valor do crédito, o que permite ao banco financiar até 100% do valor do imóvel. No entanto, existem custos iniciais obrigatórios (como o Imposto de Selo sobre o crédito e despesas de escritura) que o comprador deve considerar.

Não. O serviço de intermediação de crédito do Doutor Finanças é inteiramente gratuito para o cliente, incluindo a comparação de propostas, a negociação com bancos e seguradoras e o tratamento de toda a burocracia.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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