Os juros da casa subiram, em junho, para 3,065%, uma variação de 3,6 pontos base em relação a maio, de acordo com a informação sobre as taxas de juro implícitas no crédito habitação do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este aumento surge depois de duas descidas consecutivas, em abril e maio. É o segundo valor mais alto de 2026, apenas superado pelos 3,111% de janeiro.
Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 3,094%, um aumento de 3,3 pontos base face a maio.
A taxa de juro implícita no crédito habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).
Taxa dos novos contratos também é a segunda mais alta do ano
Tal como aconteceu para a generalidade dos contratos, também a taxa de juro dos contratos celebrados nos últimos três meses registou uma subida face a maio, de 2,820% para 2,853%. É a segunda mais alta do ano, apenas superada pela que se registou em fevereiro.
A análise aos contratos celebrados nos últimos três meses é feita tendo em conta aqueles cuja data de celebração se situa entre março e maio de 2026. “Os contratos celebrados em junho de 2026 não são tidos em conta por ainda não se ter vencido qualquer prestação”, explica o INE.
Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação a taxa de juro foi de 2,845%, um aumento de 3,1 pontos base em relação a abril.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
