Carreira e Negócios

Mercado de trabalho: Que tendências podem orientar os estudantes?

As tendências do mercado de trabalho, como os salários médios ou os cursos com mais saída, podem ajudar os estudantes a tomar decisões.

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Mercado de trabalho: Que tendências podem orientar os estudantes?

As tendências do mercado de trabalho, como os salários médios ou os cursos com mais saída, podem ajudar os estudantes a tomar decisões.

Planear o futuro nunca foi tão importante. Assim, numa altura em que os jovens estão a entrar no Ensino Superior, fazer escolhas informadas é o melhor caminho para garantir um futuro risonho. Daqui a pouco mais de cinco anos estão a entrar no mercado de trabalho e as decisões certas de hoje podem, mesmo, fazer a diferença amanhã.

Identificadas as tendências do mercado de trabalho em Portugal, acompanhe alguns detalhes deste retrato, nomeadamente, os valores dos salários médios praticados, os cursos com mais saída profissional, a população empregada por setor de atividade, entre outros parâmetros que devem pesar nas decisões futuras.

Mudança de paradigma no mercado de trabalho

Nos últimos anos, o panorama sócio demográfico do país tem vindo a mudar. O mercado de trabalho já não é o que era. Os empregos mudaram e as exigências dos trabalhadores também. Assim sendo, os empregos estáveis para a vida toda são poucos, ou mesmo inexistentes. Porém, com a evolução do tecido empresarial e aumento da escolarização, também as ambições dos jovens são agora muito diferentes das dos seus pais e avós. 

Os mais jovens valorizam, cada vez mais, experiências diversificadas e transversais nos setores de atividade. Contudo, hoje em dia, os jovens ficam mais facilmente insatisfeitos. Por isso, exigem melhores condições de trabalho e assumem um papel ativo na busca de novas oportunidades. Nos últimos anos, fatores como um bom ambiente na empresa e uma maior flexibilidade horária começam a aparecer no topo das preferências dos millenials que chegam ao mercado de trabalho.

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Emprego: Comércio e Serviços lideram

Segundo os dados mais recentes do Pordata, o setor terciário (comércio de bens e prestação de serviços) é aquele que, ainda hoje, mais ofertas de trabalho disponibiliza, por ano. Uma tendência, que depois de um grande aumento nos anos de 2014 a 2019, com ofertas anuais a rondar as 9 mil, está agora fixada em cerca de 6500 ofertas anuais (média) face às 2500 no setor secundário (indústria).  Por seu lado, o setor primário (agricultura) é aquele que menos ofertas tem disponíveis anualmente nos centros de emprego.  

Outro indicador interessante de analisar é precisamente o número total de empregados por nível de escolaridade completo. Estudar compensa, isso é certo. Os números não enganam: dos 4.814,1 pessoas empregadas, 1.450,00 têm o ensino superior completo, face aos cerca de 51.000 que não têm qualquer nível de escolaridade. Assim, mais de metade da população ativa emprega em Portugal tem ensino superior completo ou o secundário e pós-secundário concluído (1.401,0). Este indicador não pode ser dissociado do número de pessoas com um grau superior em Portugal - hoje cerca de 21% da população portuguesa tem o ensino superior concluído, face aos 11.8% em 2010.  

Ainda na categoria do emprego, em Portugal, a esmagadora maioria da população empregada (4.814,10), trabalha por conta de outrem (4.010,6). 

O mercado de trabalho tem mudado, e as condições oferecidas também. Prova disso é a redução de cerca de 8 horas, em média, do horário de trabalho desde 1990. No início dos anos 90, um trabalhador por conta de outrem trabalhava cerca de 40 horas (em média), atualmente, esse número está fixado nas 31 horas.  

Salários médios em Portugal

Outro indicador importante para compreender o tecido social português e fazer as escolhas mais acertadas para o futuro, está, precisamente, nos salários pagos em Portugal. Dados referentes a 2019, mostram que os trabalhadores dos quadros superiores ganham em média 2104 euros mensais, face aos 1484 euros pagos aos trabalhadores dos quadros médios.  Já os profissionais não qualificados ganham em média, mensalmente, 646 euros. Quando olhamos para o ganho médio por atividade profissional verifica-se que no setor "Eletricidade, gás e água" eese valor é de 2904 euros/mês, em "Atividades financeiras e de seguros" (2330 euros/mês) e "Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (2299 euros/mês)". Mas, atenção, estes são os setores com salários médios mais altos. 

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Educação em Portugal 

Este também é o momento de olhar para a Educação em Portugal. Com um aumento significativo do nível médio de escolaridade da população ativa portuguesa, quais são, afinal, os dados dos diplomados em Portugal e quais os cursos com maiores taxas de empregabilidade? 

Em 2020, 87.733 pessoas concluíram o ensino superior. Destas, 28.834 concluíram a sua formação na área das Ciências Sociais, Comércio e Direito, 16.384 na área Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção e 15,107 na área da Saúde e Proteção Social. Educação, Agricultura e Serviços foram as áreas de formação de onde saíram menos diplomados. 

Ensino superior: Vagas, empregabilidade e desemprego 

Tendo em conta os dados do portal infocursos, gerido pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que anualmente publica a listagem de cursos por instituição de ensino e número de inscritos no IEFP, os cursos ligados à área da saúde são os que apresentam maiores taxas de empregabilidade.

Assim, e com base nos dados referentes aos alunos diplomados no ano letivo 2019/2020, constata-se que Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Santarém (318 diplomados) é o curso com menor taxa de de desemprego (0%). Do ensino privado temos, também com 0% de taxa de desemprego Enfermagem da Escola Superior de Saúde Atlântica (80 diplomados), seguido do curso Gestão de Empresas da Escola Superior de Gestão (52 diplomados) e Engenharia Informática da Escola Superior de Ciência e Tecnologia (30 diplomados).

Por outro lado, Gestão Turística, Cultural e Patrimonial do Instituto Politécnico de Viseu, Turismo da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Educação Social da Universidade Portucalense Infante D. Henrique são os cursos com maior taxa de desemprego, a rondar os 22%.

Leia ainda: Dicas de poupança: entrada no mercado de trabalho

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