Edifício residencial

É uma tendência que se repete mês após mês: o valor mediano da avaliação bancária da habitação voltou a bater um recorde em julho e fixou-se nos 2.240 euros por metro quadrado (m2). Este indicador reflete o preço a que os bancos avaliam os imóveis no âmbito do crédito habitação.

Entre julho de 2025 e julho de 2026, o valor mediano do m2 cresceu 295 euros, o que representa um aumento de 15,2%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em relação a junho, a subida foi de 12 euros (0,5%).

Península de Setúbal registou o maior crescimento homólogo

A Península de Setúbal registou o maior aumento percentual entre julho de 2025 e julho de 2026. A região teve uma variação de 20,4% no metro quadrado, de 2.310 euros para 2.781 euros. De resto, todas as regiões viram a avaliação bancária subir em termos homólogos.

Na variação em cadeia, o “Alentejo foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,3%), tendo-se registado a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-1,9%)”, aponta o INE.

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Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal são as regiões que mais se destacam da média

“Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país”, refere o INE.

Na Grande Lisboa, o valor do m2 está 51,7% acima da média nacional e já vale 3.397 euros, mais 441 euros do que em julho de 2025. Já as regiões de Beira Baixa, Alto Alentejo e do Alto Tâmega e Barroso foram os que apresentaram os valores mais baixos, com diferenças de, pelo menos, 50% face à mediana nacional.

Na avaliação por município, Lisboa continua a ter o m2 mais valorizado pelos bancos. Já vale 4.813 euros, mais 500 euros do que há um ano. Ou seja, em julho de 2026, os bancos avaliaram uma casa de 100 m2 em cerca de 481.300 euros. No entanto, a análise vai sempre depender da tipologia e das características do imóvel.

A completar o pódio dos municípios mais caros estão Cascais (4.084 euros/m2) e Oeiras (4.057 euros/m2).

Apartamentos sobem acima da média nacional

Em julho, o valor mediano de avaliação dos apartamentos foi de 2.627 euros/m2, um aumento homólogo de 16,5%. Os valores mais elevados foram registados na Grande Lisboa (3.469 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), enquanto o Centro (1.739 euros/m2) e o Alentejo (1.778 euros/m2) apresentaram o valor mais baixo.

Ainda assim, o Alentejo registou o aumento homólogo mais expressivo (25,3%), não se tendo verificado qualquer descida.

Na comparação com o mês anterior, o valor dos apartamentos subiu 0,5%, com o Alentejo a registar o maior aumento (3,9%), não havendo qualquer descida.

No detalhe das tipologias, o valor mediano do m2 nos T1 subiu 41 euros, para 3.343 euros, enquanto os T2 e T3 aumentaram 17 e dois euros, respetivamente, para 2.711 euros e 2.255 euros. Estas três tipologias representaram 92,9% das avaliações de apartamentos.

Moradias crescem quase 14%

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.606 euros/m2, mais 13,6% do que em julho de 2025.

Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.922 euros/m2) e no Algarve (2.846 euros/m2). Tal como aconteceu nos apartamentos, o Centro (1.163 euros/m2) e o Alentejo (1.300 euros/m2) registaram os valores mais baixos.

A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (17,8%), não se tendo registado qualquer descida.

Face a junho, o valor das moradias subiu 0,4%, com o Alentejo a liderar os aumentos (1,9%). A única descida mensal ocorreu na Região Autónoma dos Açores (-2,9%).

“O valor mediano das moradias T2 aumentou 11 euros, para 1.612 euros/m2, o das T3 subiu 14 euros (1.565 euros/m2) e o das T4 desceu 30 euros, para 1.655 euros/m2”, refere o INE. Estas tipologias representaram 88% das avaliações de moradias.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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