Imagem de crianças com material escolar

Embora, em Portugal, o ensino obrigatório seja universal e gratuito, há um conjunto de encargos que as famílias têm de suportar, e que não se esgotam em setembro, quando as aulas começam. Ao longo do ano, há refeições, atividades extra-curriculares, visitas de estudo e outras despesas que, somadas, podem representar uma fatia relevante do orçamento familiar.

Neste guia para o regresso às aulas, reunimos as despesas mais representativas e estimamos o seu custo, tendo como referência um aluno do ensino público, mas sem esquecer a realidade do ensino privado. O peso destes encargos varia, naturalmente, de família para família, consoante as necessidades do aluno, os apoios a que tenha direito ou a escola que frequenta.

De seguida, fazemos as contas ao custo de um ano letivo e explicamos como acomodar estas despesas no orçamento familiar.

Que despesas deve prever para um ano de escola?

É certo que o regresso às aulas concentra uma boa parte das despesas do ano escolar. Ainda assim, nos períodos ou semestres que se seguem, há encargos regulares a considerar, como as refeições ou o ATL, e ainda despesas pontuais, como visitas de estudo ou a substituição de algum material. Assim, preveja nas suas contas:

  • Material escolar, como cadernos, material de escrita, desenho e outros artigos pedidos pela escola;
  • Manuais e cadernos de atividades (exceto nos casos em que os manuais são gratuitos);
  • Refeições escolares, sobretudo almoços;
  • Equipamento desportivo, como calçado, fatos de treino ou outro material necessário para Educação Física;
  • ATL ou CAF, caso seja necessário assegurar o acompanhamento da criança antes ou depois do horário letivo;
  • Atividades extracurriculares, como desporto, música, línguas ou outras;
  • Visitas de estudo e outras atividades organizadas pela escola;
  • Equipamentos eletrónicos, como computadores, tablets ou calculadoras.

Veja as estimativas dos gastos com as principais categorias de despesas.

Material escolar: Quanto pode gastar no início do ano?

A compra de material escolar, como cadernos, lápis, canetas, capas, material de desenho e outros artigos pedidos pela escola representa uma das despesas que mais se concentra no início do ano letivo. O montante despendido com este encargo dependerá dos artigos necessários, do nível de ensino do aluno e ainda das escolhas de cada família.

Por exemplo, optar entre produtos “de marca” e alternativas de marca própria pode fazer diferença na fatura a pagar.

Um caderno A4 de 100 folhas de uma marca de fabricante, por exemplo, pode custar cerca de 8 euros enquanto um similar, de marca branca, custa cerca de 3 euros.

Por outro lado, basta que seja necessário comprar uma mochila – ou outros materiais, como compassos ou pincéis, por exemplo – para a despesa disparar.

Para este guia, consideremos a seguinte lista de material:

Artigo

Quantidade

Caderno A5 pautado

5

Caderno A5 quadriculado

1

Esferográfica

2

Lápis de carvão n.º2

1

Borracha

1

Compasso

1

Régua

1

Esquadro

1

Capa de elásticos

1

Bloco de papel cavalinho A3

1

Lápis de cor

24

Marcadores

3

Afia

1

Tubo de cola

2

Tesoura

1

Resma de papel A4

1

Estojo

1

Mochila

1

Com base nos preços de uma cadeia de lojas de retalho especializada em material de papelaria e de escritório, uma lista semelhante a esta pode custar cerca de 150 euros. No entanto, se reutilizar artigos de anos anteriores ou optar por artigos mais económicos, a despesa poderá ser inferior.

Manuais escolares são gratuitos, mas cadernos de atividades, não

Se o seu filho frequentar uma escola pública – ou uma escola privada com contrato de associação – não precisa de incluir os manuais escolares no orçamento. Estes livros são gratuitos para os alunos do ensino obrigatório, desde que os do ano anterior sejam devolvidos em condições de serem reutilizados.

Já os cadernos de atividades não estão abrangidos pela gratuitidade e, por isso, são uma despesa a prever. O preço destes materiais varia consoante a disciplina, a editora e o ano de escolaridade. Por exemplo:

Há cadernos de atividades com um custo de cerca de 12 ou 13 euros. Assim, se forem necessários três cadernos – no 1.º ciclo, por exemplo – pode contar com cerca de 40 euros.

Já no caso de ter de comprar cadernos de atividades para todas as disciplinas, a despesa pode variar entre cerca de 90 euros, nos 2.º e 3.º ciclos, e aproximadamente 65 euros, no ensino secundário.

Nas escolas privadas, os manuais não são gratuitos, pelo que, nesse caso, terá de os incluir na sua lista de compras. Este encargo aumentará significativamente a despesa total.

Não se esqueça de prever os equipamentos desportivos no orçamento

Quando não é possível reutilizar peças do ano anterior, o equipamento para Educação Física também entra para a contas. Dependendo das exigências da escola, pode ser necessário comprar um fato de treino, camisolas ou t-shirts, calções e calçado desportivo.

Mais uma vez, os preços variam significativamente consoante a marca escolhida.

É possível encontrar fatos de treino para criança a partir de 10 euros, no entanto, se optar por marcas de desporto mais conhecidas, o preço pode ultrapassar os 25 euros.

Já um par de ténis pode rondar os 20 a 30 euros, nos modelos mais baratos.

Para as contas deste artigo, consideremos a compra de um fato de treino, no valor de 20 euros, uma t-shirt com um custo de 5 euros e ainda um par de ténis de 25 euros. No total, há 50 euros a somar à fatura do ano escolar.

Computadores, calculadoras e outros equipamentos: Despesas que não paga todos os anos

À medida que o aluno avança no percurso escolar, podem surgir necessidades que não existem nos primeiros anos, como a compra de um computador ou de uma calculadora científica – com um custo estimado de cerca de 650 euros e de 120 euros, respetivamente.

Como estes equipamentos podem ser utilizados durante vários anos, não devem ser incluídos no orçamento como um custo anual. O ideal é que estas despesas sejam antecipadas e que, ao longo dos anos, vá sendo feita uma pequena poupança para lhes fazer face.

Refeições escolares: Outro item no orçamento

Se o aluno almoçar na escola, esta é também uma despesa que deve prever nas contas para o ano letivo. Na escola pública, o preço base de um almoço está fixado nos 1,46 euros. Considerando 180 dias de refeições, o encargo anual será de 263 euros por ano.

Este valor pode, contudo, ser inferior se a criança beneficiar de ação social escolar (ver mais abaixo) ou se não almoçar na escola todos os dias.

ATL ou CAF podem acrescentar centenas de euros ao orçamento anual

Para as famílias que precisam de prolongar o tempo de permanência da criança na escola para além do horário letivo, o ATL ou a CAF (Componente de Apoio à Família) devem ser contemplados no orçamento. A CAF está habitualmente associada às escolas e autarquias, enquanto os ATL podem ser promovidos por instituições sociais ou entidades privadas. Há ainda famílias que recorrem a centros de estudos, que podem combinar o acompanhamento fora do horário escolar com apoio ao estudo e explicações.

No caso da CAF, o valor depende não só do serviço utilizado – parcial ou completo -, mas também do município e, nalguns casos, do escalão de ação social. Para estimar o custo desta categoria, reunimos os preços praticados em três municípios portugueses:

Município

Valor mensal (sem desconto)

Lisboa

30 €

Seia

17,50 €

Sesimbra

97,70 €

Estes exemplos referem-se às comparticipações mensais máximas, ou seja, sem qualquer desconto para alunos que beneficiem de ação social ou outros apoios. A média – cerca de 48 euros – corresponde a aproximadamente 480 euros por ano letivo, assumindo 10 meses de utilização. No caso dos ATL privados e centros de estudos, os valores podem ser superiores, sobretudo quando incluem serviços adicionais, como apoio ao estudo, explicações ou transporte.

Atividades extracurriculares: Mais um item no orçamento

Desporto, música, línguas ou outras atividades também devem constar na sua lista de encargos para o ano letivo. No entanto, o custo total desta categoria irá variar bastante consoante fatores como:

  • A modalidade – Uma atividade desportiva pode ter um preço diferente de aulas de música ou de línguas;
  • A entidade promotora – As modalidades promovidas por autarquias, escolas ou associações tendem a ter preços mais reduzidos do que os praticados por entidades privadas;
  • A inscrição e o eventual seguro – Despesas, normalmente, cobradas no início do ano letivo;
  • O equipamento ou material – Determinadas modalidades exigem roupa, instrumentos ou outro equipamento específico;
  • A periodicidade – Uma atividade com frequência semanal terá um custo distinto de outra praticada duas ou três vezes por semana.

Como referência, é possível encontrar atividades que vão de menos de 20 euros por mês, em espaços municipais, a 40 ou 60 euros, em escolas ou clubes privados. Considerando uma modalidade com um custo de 40 euros, praticada 11 meses por ano, o custo total é de 440 euros.

Visitas de estudo pesam menos, mas também contam

Embora não representem, à partida, uma fatia substancial do orçamento para o ano escolar, as visitas de estudo não devem ser ignoradas. Para os cálculos, consideremos os seguintes exemplos:

  • Uma visita escolar ao Jardim Zoológico de Lisboa custa 13,50 euros por aluno a partir do 1.º ciclo;
  • No Mosteiro da Batalha, a entrada pode ser gratuita;
  • Uma ida ao teatro pode ter um custo de cerca de 20 euros por aluno, dependendo do espetáculo e da entidade organizadora.

Em algumas visitas de estudo, o transporte pode mesmo ser a principal despesa. Assim, para o orçamento anual, e com base nestes exemplos, pode assumir três visitas de estudo com um custo médio de 15 euros cada (visita + transporte).

Alguns municípios comparticipam as visitas de estudo dos alunos abrangidos pela ação social escolar.

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Quanto custa, afinal, um ano de escola?

Depois de analisar cada despesa separadamente, é altura de estimar o custo de um ano de escola. Com base nos cenários utilizados, podem considerar-se os seguintes valores:

Despesa

Valor anual

Material escolar

150 €

Cadernos de atividades

65 € (valor intermédio)

Equipamento desportivo

50 €

Alimentação (almoço)

263 €

CAF

480 €

Atividades extracurriculares

440 €

Visitas de estudo

45 €

Total anual

1493 €

Com base nesta estimativa, um ano de escola pode custar às famílias quase 1.500 euros, ou aproximadamente 125 euros por mês, se o valor for distribuído pelos 12 meses do ano. Ainda assim, não é de mais ressalvar que o total inclui despesas que muitas famílias podem não ter de suportar, como o CAF ou as atividades extracurriculares. Sem estes dois encargos, neste cenário, o valor total baixa para cerca de 570 euros por ano.

E se o aluno frequentar o ensino privado?

Um ano escolar pode ter um custo bastante diferente consoante o aluno frequente o ensino público ou o privado, e, mesmo neste último caso, pode variar muito entre instituições e ciclos de ensino.

Como referência para este artigo, analisámos as quatro primeiras escolas privadas do ranking de 2025 para o ensino secundário, ciclo que, segundo os dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), concentra a maior fatia de alunos no ensino particular. Nesta amostra, a mensalidade tem um valor médio de 609 euros. E ainda que esta represente uma das principais despesas a considerar, não é a única:

  • O almoço custa, em média, mais 130 euros por mês;
  • A renovação da matrícula tem um custo de 363 euros, pagos habitualmente alguns meses antes do final do ano letivo anterior.

Nalgumas escolas, há ainda que contar com outros encargos, como uniformes ou o prolongamento de horário, uma resposta semelhante à CAF no ensino público.

Manuais escolares não são gratuitos

Optar pelo ensino privado traz ainda outro encargo acrescido: os manuais escolares. Nesta modalidade, os livros escolares não estão abrangidos pela gratuitidade, ficando esta despesa a cargo das famílias.

A título de exemplo, para um aluno do ensino secundário, adquirir os manuais escolares e os cadernos de atividades pode traduzir-se em cerca de 270 euros.

Quanto pode gastar por ano numa escola privada?

Com base nos valores médios desta amostra, é possível ter uma referência do peso que uma escola privada pode ter no orçamento familiar.

Despesa

Valor anual

Mensalidades

6.090€

Alimentação (almoço)

1.300€

Renovação de matrícula

363€

Manuais escolares

270€

A estes encargos acrescem ainda o material escolar e a maioria das despesas consideradas para o ensino público, como roupa e equipamento desportivo, atividades extracurriculares ou visitas de estudo.

Quanto deve reservar todos os meses para as despesas escolares?

Mesmo que grande parte das despesas escolares se concentre no início do ano letivo, pode ser mais fácil suportá-las se forem distribuídas pelo orçamento ao longo dos meses. Esta abordagem permite também acautelar despesas pontuais – como visitas de estudo, a compra de material adicional ou a renovação de algum equipamento.

Uma forma simples de organizar esta poupança é:

  • Calcular o total previsto para o ano letivo;
  • Dividir o valor por 12 meses, mesmo que o ano escolar tenha menos meses de aulas;
  • Reservar esse montante todos os meses;
  • Rever a quantia quando houver alterações, como a entrada num novo ciclo de ensino ou o início de uma nova atividade.

No cenário apresentado, 1.493 euros por ano correspondem a cerca de 125 euros por mês, valor que pode servir como referência para definir quanto reservar mensalmente para as despesas escolares.

Preveja uma margem para despesas inesperadas

Nem todas as despesas que surgem durante o ano podem ser previstas. Por isso, além de calcular o valor necessário para as despesas já conhecidas, pode ser útil deixar uma pequena margem no orçamento para situações que não estavam planeadas. Para isso, é importante fazer a seguinte distinção:

  • Despesas previsíveis: Devem entrar desde o início no orçamento anual, mesmo que só ocorram uma vez por ano;
  • Despesas inesperadas: Não é possível saber quando vão surgir, pelo que devem ser acomodadas através de uma margem adicional.

Não precisa de definir um valor fixo para esta margem. O mais importante é evitar que uma despesa inesperada comprometa o orçamento desse mês.

Pagar mensalmente ou anualmente?

Algumas entidades permitem pagar várias mensalidades de uma só vez, normalmente no início do ano, em troca de um desconto. Antes de escolher esta opção, faça as contas e perceba se a poupança compensa o esforço de suportar uma despesa significativa de uma só vez.

Forma de pagamento

Vantagens

O que deve ter em conta

Mensal

Reparte a despesa e dá maior flexibilidade ao orçamento.

Pode não beneficiar de descontos pelo pagamento antecipado

Anual

Pode ter o custo total mais baixo.

Implica um pagamento elevado e maior compromisso.

Além disso, se se tratar de uma modalidade desportiva, aulas de música ou de línguas, por exemplo, confirme também as condições em caso de desistência ou interrupção da atividade. Se a criança desistir a meio do ano e não houver lugar a reembolso das mensalidades já pagas, o desconto pode deixar de compensar.

As despesas mudam muito entre o 1.º ciclo e o secundário?

O valor que uma família gasta com a escola pode mudar à medida que o aluno avança de ciclo, mas isso não significa, necessariamente, que a despesa aumente todos os anos. O que muda é, sobretudo, o tipo de encargos que ganha peso no orçamento.

No 1.º ciclo, podem ter maior importância despesas como:

  • ATL ou CAF, devido à necessidade de maior acompanhamento após o período de aulas;
  • Roupa e equipamento desportivo, já que as crianças estão numa fase de crescimento rápido, precisando de substituir roupa e calçado com maior frequência;
  • Refeições escolares – é mais provável que crianças mais novas façam as refeições na escola durante o período letivo.

Nos ciclos seguintes, podem surgir outras necessidades, como calculadoras científicas, computadores e material específico para determinadas disciplinas. Também podem ganhar importância despesas como explicações ou preparação para exames, embora estas dependam das necessidades de cada aluno.

Ação social escolar apoia famílias com menores rendimentos

Para ajudar famílias com menores rendimentos a fazer face às despesas escolares dos filhos no ensino público, a ação social escolar prevê apoios para agregados com rendimentos iguais ou inferiores ao 3.º escalão do abono de família (ou seja, 12.435,50 euros, em 2026). Dependendo do escalão – A, B ou C -, o apoio pode abranger:

  • Refeições escolares: Gratuitas para os alunos do escalão A e comparticipadas em 50% para os do escalão B;
  • Material escolar;
  • Visitas de estudo;
  • Transporte escolar.

Como pedir a ação social escolar?

Para candidatar-se à ação social escolar, deve apresentar o pedido junto da escola ou agrupamento de escolas que o aluno frequenta, dentro do prazo definido. Habitualmente, os pedidos para o ano letivo seguinte decorrem entre maio e julho do ano anterior. Nalguns casos, a candidatura também pode ser feita online, através da plataforma SIGA.

Leia ainda: Inovar e SIGA: Para que servem estas plataformas?

Que despesas de educação pode deduzir no IRS?

Apesar de tudo, algumas despesas de educação podem ser deduzidas ao IRS. Cada agregado pode deduzir 30% do montante gasto, até ao limite de 800 euros. Para isso, as despesas devem estar isentas de IVA ou sujeitas à taxa reduzida de 6%. Além disso, têm de ter sido faturadas por entidades enquadradas em determinados Códigos de Atividade Económica (CAE). Veja alguns exemplos:

Despesa

É dedutível no IRS?

Observações

Manuais escolares

Sim

Material escolar (cadernos, mochilas, máquinas de calcular, etc.)

Não

Há uma exceção: se o material tiver sido adquirido à própria escola e estiver isento de IVA ou sujeito à taxa reduzida.

Propinas/mensalidades de escolas privadas

Sim

Desde que o estabelecimentos de ensino esteja integrado no sistema nacional de educação ou seja reconhecido para esse efeito.

Refeições escolares

Sim

Desde que o prestador esteja identificado como fornecedor de refeições escolares.

ATL

Depende

Somente se a entidade prestadora estiver enquadrada na atividade de cuidados para crianças sem alojamento (CAE 88910).

Centros de estudos

Depende

Desde que estejam isentos de IVA. O mero acompanhamento ao estudo, realização de trabalhos de casa ou ocupação de tempos livres não está abrangido pela isenção.

Para poder beneficiar das deduções, é, por isso, importante que confirme se a despesa cumpre as condições previstas e se a respetiva fatura está corretamente registada no e-fatura.

Como reduzir o custo de um ano de escola?

Há algumas dicas simples que permitem aliviar um pouco o peso das despesas escolares, sobretudo no que toca às compras do início do ano. Eis algumas delas:

  • Reutilize o que ainda está em bom estado: Mochilas, estojos, material de desenho, calculadoras ou equipamento desportivo não têm necessariamente de ser substituídos todos os anos;
  • Compare preços antes de comprar: Na lista de material, compare diferentes lojas e marcas e avalie se compensa optar por produtos de marca branca, normalmente mais económicos;
  • Verifique os apoios disponíveis. A ação social escolar pode reduzir algumas despesas, nomeadamente com a CAF, refeições e material escolar;
  • Devolva os manuais escolares: No ensino público, os manuais escolares são disponibilizados gratuitamente. Mas, para isso, tem de devolver os livros do ano letivo anterior em condições de serem reutilizados;
  • Antecipe as despesas maiores. Se sabe que vai precisar de comprar um computador, uma calculadora ou outro equipamento, começar a reservar dinheiro com antecedência permite evitar um impacto elevado num único mês.
  • Deduza as despesas escolares no IRS. A dedução de despesas de educação no IRS permite recuperar uma parte dos encargos suportadas ao longo do ano. Não se esqueça de validar as despesas elegíveis no e-fatura.

Aliar estes cuidados ao cálculo o mais preciso possível dos custos a suportar ao longo do ano com a escola dos filhos é a melhor forma de preparar o regresso às aulas, sem desequilibrar as contas.

Perguntas frequentes

Além do material escolar e dos cadernos de atividades, deve considerar despesas como refeições, roupa e equipamento desportivo, ATL ou CAF, atividades extracurriculares, visitas de estudo e, quando aplicável, equipamentos como computadores ou calculadoras. No ensino público, os manuais escolares são gratuitos.

Sim, mas somente no ensino público e nas escolas privadas com contrato de associação. As famílias podem, contudo, ter de suportar os cadernos de atividades e outros materiais complementares.

A Ação Social Escolar destina-se sobretudo a alunos a frequentar a escolaridade obrigatória (do pré-escolar ao 12.º ano), num estabelecimento de ensino público, que pertençam a uma família com um rendimento global igual ou inferior ao do 3.º escalão do abono de família.

Algumas despesas de educação podem ser deduzidas no IRS. Em regra, é possível deduzir 30% do valor suportado, até ao limite global de 800 euros, desde que sejam cumpridas as condições previstas na lei.

Embora as despesas com manuais escolares possam ser deduzidas no IRS, o mesmo não se aplica ao restante material escolar, como canetas, cadernos, mochilas ou computadores, pois está sujeito à taxa de IVA de 23%.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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