Crédito Habitação

Juros da casa não estavam tão altos desde 2016

Os juros implícitos no crédito habitação atingiram, em setembro, o valor mais alto desde março de 2016, devido ao agravamento da Euribor.

Crédito Habitação

Juros da casa não estavam tão altos desde 2016

Os juros implícitos no crédito habitação atingiram, em setembro, o valor mais alto desde março de 2016, devido ao agravamento da Euribor.

Os juros pagos ao banco pelo empréstimo da casa estão a subir há seis meses consecutivos e já atingiram o valor mais alto em seis anos e meio. Uma evolução motivada pelo aumento contínuo das taxas Euribor, a que estão indexados a maioria dos contratos de crédito habitação em Portugal.

Os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a taxa de juro implícita no crédito habitação subiu, em setembro, para 1,144%, o que representa o valor mais elevado desde março de 2016 (1,163%). Os juros aumentaram 13,3 pontos percentuais face a agosto, naquele que foi já o sexto mês consecutivo de agravamentos.

Considerando os empréstimos destinados à aquisição de habitação – o destino de financiamento mais relevante no conjunto do crédito habitação – a subida foi igualmente de 13,3 pontos percentuais para 1,160%.

Já nos contratos de crédito mais recentes, celebrados nos últimos três meses, o agravamento foi mais expressivo, com os juros a subirem 25,2 pontos percentuais, em setembro, para 1,775%.

Prestação sobe 26 euros nos novos contratos

Com o aumento dos juros, a prestação a pagar ao banco voltou a subir no mês passado. Tendo em conta a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação aumentou 4 euros face a agosto, para 272 euros. Deste valor, 58 euros (21%) correspondem a pagamento de juros e 214 euros (79%) a capital amortizado.

Para quem pediu crédito nos últimos três meses, o agravamento da fatura foi ainda maior: mais 26 euros relativamente a agosto, para uma média de 471 euros por mês.

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mulher a segurar miniatura de casa

Capital médio em dívida volta a crescer

O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos cresceu 339 euros face ao mês anterior, fixando-se em 61.089 euros. Este valor está a aumentar desde junho de 2020, ou seja, há 28 meses consecutivos.

Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 130.872 euros, mais 2.780 euros que em agosto.

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Taxas Euribor atingem novos máximos

O agravamento continuado dos juros no crédito habitação está diretamente relacionado com a evolução das taxas Euribor que, juntamente com o spread, determinam o “preço” a pagar ao banco pelo empréstimo da casa.

Depois de vários anos em terreno negativo, estas taxas de referência iniciaram uma trajetória de aumentos no início deste ano, perante os sinais de que o Banco Central Europeu (BCE) teria de reverter a sua política monetária expansionista e subir os juros, para controlar o crescimento acelerado dos preços na região.

Desde então, as taxas Euribor passaram para terreno positivo em todos os prazos, tendo atingido agora novos máximos. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos contratos de crédito habitação, está já nos 2,083%, um novo máximo desde fevereiro de 2009.

A Euribor a três meses, que esteve negativa durante mais de sete anos, já furou a barreira dos 1,5%, tocando no nível mais alto desde novembro de 2011. Por fim, a Euribor a 12 meses, a que mais peso tem nos novos contratos de crédito em Portugal, está já nos 2,733%, um novo máximo desde janeiro de 2009.

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