Imagem onde uma mulher reformada descansa na praia

A reforma é vista como um direito conquistado pela maioria dos portugueses. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon, em parceria com o Doutor Finanças, 59% dos inquiridos identificam esta fase da vida dessa forma.

Ainda assim, a perceção não é uniforme. Quase 1 em cada 5 portugueses (18%) considera que a reforma é um tema para mais tarde, enquanto 55% não acredita que a pensão pública seja suficiente para manter o nível de vida, refletindo diferentes níveis de confiança e preparação

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59% veem a reforma como um direito, mas há leituras distintas sobre esta fase

A perceção da reforma como um direito conquistado é dominante entre os portugueses, reunindo 59% das respostas.

Ainda assim, nem todos encaram este momento da mesma forma. Cerca de 18% considera a reforma um tema para mais tarde, enquanto 16% a associa a uma preocupação e 15% a uma oportunidade para recomeçar.

Quando confrontados com a afirmação “Tenho tempo para pensar na reforma mais tarde”, 31% concorda, enquanto 49% discorda e 19% não toma posição, mostrando diferentes atitudes face ao planeamento desta fase da vida.

Mais de metade dos portugueses não confiam que a pensão pública seja suficiente

A confiança na pensão pública é reduzida entre os portugueses. No total, 55% considera que não será suficiente para manter o nível de vida.

A confiança na Segurança Social também é limitada. Cerca de 47% não acredita que o sistema consiga pagar pensões no futuro, enquanto 24% demonstra confiança e 28% não toma posição.

Por faixas etárias, 69% dos inquiridos entre os 25 e os 35 anos mostram desconforto com a suficiência da pensão. Entre os 35 e os 45 anos, este valor é de 63%, nos 45 aos 55 anos é de 56% e nos 55 aos 65 anos é de 55%.

A incerteza é reforçada pelo facto de 33% dos portugueses não saberem quanto irão receber de pensão.

Mais escolarizados rejeitam adiar a reforma e jovens mostram maior preocupação

A forma como os portugueses encaram o planeamento da reforma varia com o nível de escolaridade. Entre os inquiridos com ensino superior, 58% discorda da ideia de que ainda há tempo para pensar na reforma. Esta percentagem desce para 43% no ensino secundário, 31% no 3.º ciclo e 37% entre quem não completou o 3.º ciclo.

Por idade, a discordância é mais elevada entre os 25 e os 35 anos (60%), descendo para 50% entre os 35 e os 45 anos e para 47% entre os 45 e os 55 anos.

Ficha técnica: Este inquérito foi realizado pelo CEA – Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre os dias 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. O universo-alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. A taxa de resposta foi de 15%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 700 inquiridos é de 4%, com um nível de confiança de 95%.

Perguntas frequentes

A confiança é limitada. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, 55% consideram que a pensão pública não será suficiente e 47% não acreditam que a Segurança Social consiga pagar pensões no futuro.

Sim. De acordo com o 3º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon, 69% dos portugueses entre os 25 e os 35 anos mostram desconforto com a suficiência da pensão, sendo o grupo com maior nível de preocupação.

Varia. Segundo o Barómetro “Preparação da Reforma”, 58% das pessoas com ensino superior discordam de adiar o tema da reforma, face a 43% no ensino secundário e 31% no 3.º ciclo. Entre os 25 e os 35 anos, 60% também rejeitam adiar o planeamento.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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