Os bancos centrais nacionais de cada país (no caso português, o Banco de Portugal) podem colocar as notas de euro em circulação diretamente nas suas tesourarias ou através dos bancos comerciais.
Esta segunda opção é aquela a que toda as pessoas estão mais habituadas, uma vez que é o que acontece quando levantam dinheiro numa caixa automática.
No entanto, esta é apenas a última etapa do processo. Antes de as notas chegarem até nós, é preciso produzi-las. De acordo com o BCE, há 11 fábricas de alta segurança, na Europa, responsáveis por fazer as notas que todos usamos.
Se tiver uma nota de 100 euros, há uma boa probabilidade de ter vindo da Alemanha. Já as de cinco e 20 euros podem ter nascido a poucos quilómetros de Lisboa.
Tudo começa com o cálculo do número de notas necessárias
Todos os anos, os bancos centrais nacionais têm de apresentar um cálculo do número de notas de euro para o ano seguinte. O objetivo é substituir notas impróprias para circulação, satisfazer os aumentos de procura esperados e responder a eventuais aumentos inesperados.
Depois de feitas as previsões, a produção é partilhada entre os vários bancos centrais nacionais, sob supervisão do Banco Central Europeu (BCE), responsável por atribuir as quotas de produção a cada instituição.
É que cada banco nacional só vai produzir notas de algumas denominações. Por exemplo, em 2025, o Banco de Portugal apenas produziu notas de 10 euros, enquanto as notas de 50 euros ficaram a cargo dos bancos de Espanha, França e Itália. No fim, as notas são distribuídas de acordo com as necessidades de cada país da Zona Euro.
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