Cuidado com a sua fatura de eletricidade

Os preços da eletricidade subiram em quase todos os fornecedores. Saiba o que pode fazer para atenuar esse aumento.

Com a chegada do Ano Novo, aconteceu o que se previa: a maior parte das empresas fornecedoras de eletricidade aumentou os preços. Agora, em janeiro, contam-se pelos dedos de uma mão as empresas que ainda estão abaixo do mercado regulado ou que estão com preços aproximados.

E as que têm preços ainda (pouco) competitivos com a SU Eletricidade,  é necessário ir buscar esses “pozinhos” às ofertas condicionadas, como descontos em hipermercados ou ofertas promocionais de Boas-vindas ou “códigos amigo” e descontos semelhantes.

Estes aumentos devem-se à subida astronómica do custo da energia no mercado grossista (onde eles vão comprar a eletricidade para a venderem a si). Era inevitável que isso acontecesse. Aliás, já várias empresas mais pequenas ficaram pelo caminho no ano passado e tiveram de desistir e recambiar os seus clientes para o mercado regulado.

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Como se pode proteger dos aumentos na eletricidade

Para quem não percebe nada de preços de energia e não sabe renegociar o seu contrato de eletricidade, quero dar-lhe uma dica muito simples e que funciona: basta olhar com mais atenção do que é habitual para a sua fatura mais recente e encontrar um pequeno parágrafo em letras minúsculas que diz qualquer coisa como “Comparação dos seus preços com o mercado regulado”. Esse parágrafo é obrigatório por lei e diz-lhe em todas as faturas mensais se está a pagar mais ou menos do que na tal SU Eletricidade (que é a EDP clássica antiga, não a EDP Comercial).

Se essa linha lhe disser que pagaria menos nessa mesma fatura se estivesse no mercado regulado é porque está a pagar mais do que deveria.

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Se estiver a pagar mais, o que é que eu faço?

Faz duas coisas: primeiro, liga para a sua própria empresa e diz que percebeu que poupava mais se estivesse no mercado regulado e que ou lhe baixam os preços ou vai-se embora. Na maioria dos casos, eles preferem baixar o preço a perder um cliente.

Caso não baixem, vai procurar noutra empresa do mercado liberalizado (atualmente só tem preços mais baixos do que o regulado entre as 5 maiores) e se não encontrar mais barato do que o que tem, muda mesmo para o regulado. Não tenha receio. Não vai ficar sem eletricidade em casa.

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Vai ter de pedir uma declaração que diga que a sua atual empresa não tem o tarifário igual ao mercado regulado (eles são obrigados a dar-lhe essa declaração) e com esse documento contacta a SU Eletricidade e pede para transferir o contrato para eles. Não é possível fazer um novo contrato diretamente com a SU Eletricidade. Tem de ser sempre uma transferência.

Se tiver este cuidado nos próximos meses, não vai ser surpreendido com contas que podem ser maiores do que esperava.

Não tenha medo de mudar. Se correr “mal”, muda outra vez para outra empresa.  Se nunca mudar de fornecedor de energia (para mais barato) vai estar sempre a desperdiçar o seu dinheiro sem necessidade.

Caso queira manter-se na sua empresa atual, mesmo sabendo que está a pagar mais do que poderia, é igualmente uma opção justificável. Mas nesse caso não poderá queixar-se - em consciência - de que está a pagar muito pela eletricidade, quando podia de facto estar a pagar menos.

Há casos em que a poupança pode equivaler a um mês “grátis” de eletricidade, ou até mais. Olhe para a sua fatura e faça contas. 

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Pedro Andersson nasceu em 1973 e apaixonou-se pelo jornalismo ainda adolescente, na Rádio Clube da Covilhã. Licenciou-se em Comunicação Social, na Universidade da Beira Interior, e começou a carreira profissional na TSF. Em 2000, foi convidado para ser um dos jornalistas fundadores da SIC Notícias. Atualmente, continua na SIC, como jornalista coordenador, e é responsável desde 2011 pela rubrica "Contas-Poupança", dedicada às finanças pessoais. Tenta levar a realidade do dia a dia para as reportagens que realiza.

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