Bem-estar

Pergunta para 1 milhão: Quanto custa ser feliz?

Ser feliz é o que todos queremos, certo? Mas, será que o dinheiro pode mesmo trazer a tão desejada felicidade?

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Pergunta para 1 milhão: Quanto custa ser feliz?

Ser feliz é o que todos queremos, certo? Mas, será que o dinheiro pode mesmo trazer a tão desejada felicidade?

Será possível saber quanto custa ser feliz feliz? O dinheiro, afinal, traz mesmo felicidade? Na verdade, "não há almoços grátis", já diz a sabedoria popular. Tudo tem o seu preço e significado.

Leia ainda: A relação entre dinheiro e bem-estar emocional

É preciso ser rico para ser feliz?

A relação entre dinheiro e felicidade é antiga. Normalmente, associa-se um maior bem-estar a ter mais dinheiro. Isto porque com mais dinheiro é possível comer melhor, ter acesso a melhores cuidados de saúde, viver numa casa maior e com mais conforto. No entanto, a relação entre dinheiro e felicidade não é assim tão linear. Existem diferentes interpretações consoante o contexto cultural em que estejamos inseridos.

O conceito de riqueza é relativo: está sujeito ao tempo, à geografia, à cultura e até ao género. Defini-lo apenas como “ter muito dinheiro” é uma perspetiva redutora e ainda assim subjetiva. Logo, ser rico pode passar por ter mais tempo livre, não precisar de um trabalho a tempo inteiro ou viver do retorno dos investimentos.  

O dinheiro traz felicidade q.b.

O dinheiro parece contribuir para aumentar a felicidade, mas não infinitamente. Quem o diz é o estudo Happiness, Income Satiation, and Turning Points Around the World, que abrangeu 1,7 milhões de pessoas em 164 países. De acordo com esta pesquisa, há um “ponto de saciedade” a partir do qual mais dinheiro não gera maior satisfação. A partir daí, verifica-se a diminuição do bem-estar, causada pelas exigências de rendimentos mais elevados: responsabilidades, carga de trabalho e falta de tempo para outras atividades. Ou seja, ganhar infinitamente mais dinheiro parece não garantir a felicidade de ninguém.

Dinheiro ao serviço do seu bem-estar

O bem-estar que o dinheiro pode proporcionar também é relativo. Para saber quanto dinheiro precisa para ser feliz e como lá chegar, procure delinear aspirações e comprometa-se com estratégias para atingir as suas ambições. O melhor e mais equilibrado será o melhor dos dois mundos: ter tempo para outras coisas e ter rendimentos extras para poder fazer um bom mealheiro.

Seguem-se algumas dicas para colocar o dinheiro ao serviço da sua felicidade.

Fixar objetivos

O primeiro passo é saber o que deseja. Viver sem dívidas? Ter dinheiro para uma reforma confortável? Uma casa na praia? Um jato? Estudar no estrangeiro? Definir objetivos permite ter uma ideia de quanto dinheiro precisa para se sentir satisfeito. Esse valor pode funcionar como um ponto cardeal para o próximo passo: "como vou acumular riqueza para chegar aos objetivos que pretendo e conseguir o que realmente me deixa satisfeito?"

Ter noção do risco que quer correr

Antes de pensar em "como atingir os objetivos que quero", é importante que defina o risco. A escolha do tipo de investimento a realizar está sempre dependente do quão está disposto a tolerar potenciais perdas para depois ganhar mais dinheiro. Não há uma resposta única nem perfeita. Tudo depende de si e do seu perfil de risco.

Por exemplo, não está disposto a perder? Está disposto a perder alguma coisa para poder ganhar mais dinheiro ou, pelo menos mais depressa? Aceita perder muito dinheiro na expectativa de poder vir a ganhar ainda mais? Estas perguntas vão orientá-lo na escolha das melhores aplicações para o seu dinheiro. Mas, antes é preciso cultivar o hábito de poupar.

poupanças com pequenas pilhas de moedas que váo aumentando, num cenário com raios de sol e ambiente sustentável

Poupar para ser feliz

A criação de riqueza começa com o hábito de poupar, defendem os especialistas. Mesmo que não consiga poupar muito, o mais importante é a periodicidade com o que o faz (diariamente ou mensalmente, por exemplo). É fundamental não perder o foco e manter um ritmo de poupança constante.

O passo seguinte é começar a desenvolver estratégias de poupança em função destes objetivos. Contudo, existem diferentes formas de poupar, nomeadamente:

  • eliminar os gastos desnecessários;
  • fazer um orçamento familiar parar se ir orientando;
  • separar as poupanças da sua conta corrente que habitualmente utiliza para fazer pagamentos;
  • pensar duas vezes antes de fazer uma compra e analisar bem o seu custo de oportunidade;
  • optar por produtos de marca branca; comprar em segunda mão;
  • fazer uma lista de compras e cumpri-la;
  • estipular um montante de poupança diário, semanal ou mensal e comprometer-se com ele.

Investir para ser feliz

A melhor estratégia para fazer crescer as suas poupanças, entre outra soluções, pode passar pelo investimento. Investir permite tirar maior partido do rendimento do dinheiro poupado, bem como vê-lo crescer mais rapidamente. Para tal, existe uma panóplia diversa de instrumentos financeiros em que pode investir como planos poupança-reforma, fundos de investimento, ações ou obrigações.

A escolha e combinação dos investimentos devem ter em conta o risco que está disposto a correr e a fase da vida em que se encontra.

Diversificar fontes de rendimento

Complementar o seu emprego com outras fontes de rendimento, como rendimentos prediais e de capitais, possibilita acréscimos na sua riqueza e segurança financeira. Pode, por exemplo, se tiver disponibilidade, ter outra atividade que possa desenvolver de forma e em horários flexíveis.

Viver sem dívidas para ser feliz

Outra forma de enriquecer (num outro ritmo mas com efeitos a médio ou longo prazo) é fazer por não ter dívidas e ver-se livre das "gorduras orçamentais como o pagamento de comissões ou serviços que já não usa. Saber como gasta o seu dinheiro e quais as despesas que pode cortar é uma boa prática para resistir ao endividamento.

Para se ver livre de dívidas que já tenha contraído, lembre-se que o pagamento, para ser mais fácil, deve obedecer a uma hierarquia. As dívidas de menor valor devem ser pagas primeiro, independentemente das taxas de juro. Isto porque é mais fácil libertar-se de dívidas mais pequenas e, precisamente por isso, fica mais motivado para pagar as restantes. É a típica técnica "bola de neve" que também funciona para eliminar dívidas.

Outra forma de viver sem dívidas é evitar contraí-las. Para tal, sugerirmos que tenha um fundo de emergência que só utilize em situações de "aperto" e que consiga reforçar periodicamente.  

Leia ainda: 5 formas de ter mais liquidez para amortizar as suas dívidas

Estudar finanças pessoais

Por fim, a última dica é: invista em si. Melhore os seus conhecimentos de literacia financeira e finanças pessoais. Desta forma, pode conhecer melhor diferentes instrumentos financeiros e aumentar o seu potencial de retorno.

Leia ainda: Como melhorar a literacia financeira da sua família

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