Se começarmos a poupar aos 20 anos, já vamos tarde? Idealmente, já deveríamos ter começado mas vamos sempre a tempo. Basta ajustar as metas e o esforço para atingir os nossos objetivos. E estes podem ir da compra de casa ou de automóvel até à substituição do computador. E, quem sabe, até fazer aquela viagem de sonho?
Se por um lado, os especialistas defendem que quanto mais cedo se começar a poupar, melhor, não deixam também de sublinhar que o que importa mesmo é criar “um pé de meia” o mais robusto possível de forma a que consigamos responder ao maior número de imprevistos possível. Contudo, a capacidade financeira vai ditar até onde conseguimos chegar e fazer-nos procurar o produto que melhor responde à nossa realidade.
A oferta está essencialmente focada em quatro produtos: Contas-poupança, Certificados de Aforro, PPR (Plano Poupança para a Reforma) e Seguros de Capitalização. Estas são algumas das soluções de poupança para jovens que deve analisar.
De realçar que neste artigo vai encontrar soluções pelas quais pode escolher. Seja qual for a decisão recomenda-se que se informe sobre as taxas de juro ou as rendibilidades dos produtos em causa, bem como os riscos que corre na subscrição de cada uma. Isto porque dentro destas ofertas referidas neste artigo, à exceção dos certificados de aforro, terá vários produtos, com características muitos diferentes no mercado. Por isso, antes de avançar, informe-se sobre tudo.

Contas-poupança: o que são e que vantagens têm?
As contas-poupança podem ser vistas como um género de “porquinho mealheiro” que pode, e deve, ser alimentado frequentemente, ou seja, um produto que vive do capital que vai sendo injetado, mas que também cresce com os juros. O valor depositado estará sempre a render mas com as baixas taxas de juro dos últimos tempos, dificilmente o bolo vai crescer significativamente.
Quanto ao montante investido, e eventual resgate, saiba que existem dois cenários possíveis: a conta a prazo, em moldes que não permitem retirar o dinheiro antes do final do prazo contratado, e se o fizer, pode perder os juros amealhados; e ainda, a conta à ordem, que permite a livre movimentação do investimento.
Quanto a vantagens, destaca-se, desde logo, o facto de serem contas remuneradas, isto é, contas que rendem juros capitalizados. Em matéria de risco, esta solução é considerada segura, sendo que o investimento inicial está sempre garantido, salvo situações extremas, como a falência das entidades bancárias. Ainda assim, as contas-poupanças estão “amparadas” pelo Fundo de Garantia de Depósitos mas apenas para depósitos até 100 mil euros.
As vantagens passam também pela flexibilidade de movimentação do valor depositado. Esta movimentação pode ser total ou parcial e pode implicar uma penalização dos juros. As penalizações variam entre os bancos e devem, por isso, ser consultadas antes de tomar uma decisão.
Como abrir uma conta-poupança?
Para a abertura de uma conta-poupança, devem ser cumpridos requisitos base, nomeadamente, ser maior de idade, residir em Portugal e ter uma conta à ordem no banco escolhido. Garantida a titularidade de uma conta bancária, o próximo passo pode ser dado à distância, ou seja, é possível abrir uma conta-poupança através de homebanking (conjunto de serviços virtuais disponíveis através da aplicação do banco ou no site do banco).
Estas contas podem ser abertas com apenas 25 euros, na certeza de que quanto mais investe, maior será retorno. Já o valor dos juros será calculado sobre o valor que vai ser investido. Mas a rentabilidade das contas-poupança não se prendem só com os juros. A TANB (Taxa Anual Nominal Bruta) e a TANL (Taxa Anual Nominal Líquida) também têm um papel central, com esta última a representar o montante arrecadado, já com as deduções de impostos.
Tenho uma conta-poupança, e agora?
Aberta a conta-poupança, importa agora definir a melhor gestão deste investimento. Tratando-se de uma conta que pode sempre receber depósitos, o ideal é que sejam constantes. E em matéria de “reforços” (assim se designam os depósitos contínuos) a maioria dos bancos permite que sejam pontuais ou contínuos. Os primeiros, apesar de poder existir um montante limite definido, são sempre permitidos. Os segundos, devem ser definidos e acordados com o banco. Dependendo dos objetivos pretendidos, é possível escolher entre depósitos mensais, trimestrais e semestrais e daí adiante será retirado um valor da conta à ordem para a conta poupança, automaticamente.

