O IRS Jovem vai continuar a dar um “empurrão” ao salário líquido em 2026. Porém, há uma nuance importante: com as novas tabelas de retenção na fonte, quem já tinha uma retenção mais baixa por causa do benefício pode ver uma subida mais pequena no salário líquido do que um trabalhador nas mesmas condições, mas sem IRS Jovem.
As tabelas para 2026 foram aprovadas por Despacho SEAF de 05/01/2026, com efeitos para rendimentos pagos ou colocados à disposição a partir de 1 de janeiro de 2026.
Entre as mudanças, há uma que salta à vista: até 920 euros brutos mensais, a retenção passa a 0%, alinhada com o novo salário mínimo. Contudo, há outros escalões que vão ver o seu salário líquido a aumentar devido à redução da taxa de retenção na fonte.
Se quer saber quanto vai receber em 2026 com o benefício do IRS Jovem, a seguir, descubra as principais alterações.
O que acontece ao salário líquido a partir de janeiro?
A retenção na fonte é um adiantamento do imposto. Não é o valor final de IRS do ano, mas é o que define quanto recebe “na conta” todos os meses. Em 2026, a Tabela I (Continente), para não casado e sem dependentes, atualiza patamares e taxas e mantém a lógica do cálculo: (remuneração mensal × taxa) − parcela a abater.
No entanto, as alterações não se limitam a este cenário. As tabelas de retenção na fonte para trabalhadores casados, com um ou dois titulares, bem como as tabelas para quem tem dependentes, também foram revistas.
Nestes casos, a retenção tende a ser mais baixa, já que o número de dependentes reduz o imposto a reter mensalmente. O mesmo acontece nas tabelas específicas para pessoas com deficiência, que continuam a prever taxas mais favoráveis.
Na prática, para muitos salários, o resultado é simples: menos retenção mensal, mais rendimento líquido. E, se a entidade empregadora não aplicar logo as tabelas em janeiro, a correção deve ser feita nos meses seguintes, quando se deteta o erro.
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