Nos últimos anos, os preços do imobiliário dispararam. Aliás, o boom neste mercado levou muitos investidores a comprar imóveis. No entanto, há outras formas de apostar neste tipo de ativos que requerem menos capital inicial. Investir em fundos imobiliários é um desses casos.
Com efeito, no mercado nacional há dezenas de organismos de investimento que se dedicam a comprar, vender e rentabilizar imóveis. Embora muitos desses fundos sejam fechados – isto é, já não permitam a entrada de novos investidores –, existem cerca de uma dúzia que são abertos e admitem novas subscrições.
Os cuidados a ter antes de investir em fundos imobiliários
Antes de escolher um fundo imobiliário, aconselha-se a consulta de toda a documentação, para perceber a estratégia, os prazos recomendados de investimento e em que tipo de imóveis o fundo aposta. Nesse sentido, as sociedades gestoras são obrigadas a disponibilizar informações essenciais, que devem ser analisadas por quem procura investir em fundos imobiliários:
- Perfil de risco: nos prospetos e documentos de informação fundamental, as sociedades gestoras divulgam o grau de risco do produto, que vai de uma escala de 1 (baixo) a 7 (mais elevado);
- Horizonte temporal: investir em fundos imobiliários deve ser uma aposta de longo prazo. Assim, as gestoras têm de indicar qual o período ideal de permanência para se tentar maximizar o investimento;
- Cenário de desempenho: outra informação essencial passa pela previsão de qual poderá ser o retorno do produto em cenários de stress, desfavoráveis, moderados ou favoráveis e em diversos prazos de investimento;
- Liquidez: nem todos os fundos imobiliários têm liquidez imediata. Com efeito, em certos casos, os resgates podem levar semanas ou meses a serem processados. Essa informação deve constar na documentação disponibilizada aos investidores;
- Comissões: subscrição, resgate, gestão ou depósito são os tipos de comissões mais comuns ao investir em fundos imobiliários. Estes custos requerem uma análise cuidada, já que podem pesar na rentabilidade esperada;
- Política de investimento: as sociedades gestoras têm de explicar a política e as estratégias de investimento, assim como a classe de ativos em que podem investir.
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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
