O planeamento das finanças pessoais é um bom passo na direção da poupança. Contudo, por vezes cometemos alguns erros que não deixam o nosso pé de meia evoluir, conheça 7 deles. 

Nos primeiros três meses de 2017 as famílias portuguesas gastaram mais 624 mil milhões de euros do que os seus rendimentos permitiam ou seja, a poupança das famílias portuguesas caiu para terreno negativo. O mesmo tinha acontecido no primeiro trimestre do ano passado. Contudo, nos primeiros meses de 2017, o problema reapareceu e 7 vezes maior.

Se seguirmos o conceito matemático de poupança, Poupança = Rendimento – Consumo, é simples perceber que, no primeiro trimestre deste ano, o que aconteceu é que o consumo foi superior ao rendimento, logo a poupança ficou com sinal negativo. Vários fatores podem estar a contribuir para esta situação, entre eles alguns erros que as famílias possam estar a cometer na gestão do seu orçamento e que as estão a fazer gastar mais do que deviam, sem deixar espaço para a poupança. 

Conheça 7 erros comuns que podem estar a travar a sua poupança e atue já! 

Erro 1: Não definir objetivos.

Se não definir  para onde quer canalizar o seu dinheiro, vai acabar por gastá-lo em outras coisas que eventualmente não lhe vão trazer nenhum retorno. Os objetivos de poupança podem ser variados, como por exemplo: criar um fundo de emergência, para umas férias, uma remodelação da casa, entre outros.

Erro 2: Não conferir as suas contas.

Quantas vezes já chegou aos últimos dias do mês e perguntou o que aconteceu ao seu dinheiro pois não sabe onde o gastou? Não conferir o seu saldo bancário com regularidade e não tomar nota dos seus gastos vai fazer com que perca o controlo às suas finanças. A aplicação Boonzi pode ajudá-lo nesta tarefa de conferir e controlar os seus gastos. Com apenas um copy & paste do seu extrato bancário para aplicação, automaticamente verá todas as suas despesas ordenadas por categorias. Assim terá uma melhor noção de onde está a gastar mais ou menos dinheiro e controlar todas as suas despesas.  

Erro 3: Cortar nos gastos errados.

Muitas vezes quando é necessário cortar nas despesas, as primeiras coisas em que pensamos são aquelas em que aparentemente não existe retorno, como por exemplo o seguro de saúde ou da casa. No caso de despesas deste género, antes de decidir cortar completamente, pense nas consequências que vai ter se vier a precisar de um destes serviços e não o tiver ativo? Antes de considerar eliminar este tipo de gastos, considere negociá-los com as respetivas entidades, pois no caso de necessidade os gastos que vai ter poderão ser muito superiores à poupança que faria ao cortá-los. 

Erro 4: Poupar apenas o que sobra.

Se poupar apenas o que sobra ao final do mês, o mais provável é que não vá sobrar nada para poupar. Assim, encare a sua poupança como um compromisso ou uma obrigação como pagar a eletricidade ou a água. Faça as suas contas e defina uma quantia que será razoável colocar na sua poupança, no início de cada mês. Esta poderá sempre ser reforçada quando achar necessário.

Erro 5: Esquecer as despesas anuais.

Ao analisar todas as suas despesas não esqueça despesas anuais como o IMI da casa ou o seguro do automóvel. O ideal será que contabilize todas estas despesas, divida pelos 12 meses e coloque esse valor de parte todos os meses. Desta forma, quando estas despesas aparecerem não representarão um esforço adicional no seu orçamento mensal pois já foram previstas anteriormente. 

Erro 6: Lidar mal com as dividas.

Se detectar que existe algum encargo que não vai conseguir pagar, num determinado mês, seja o empréstimo da casa ou a fatura da eletricidade, comunique à entidade credora a situação e tente negociar. Será mais fácil negociar as condições não tendo nenhuma dívida com determinada entidade, do que quando já existir um ou mais pagamentos em atraso. Assim, se tem várias dividas antes de entrar em incumprimento consolide ou renegoceie as mesmas. 

Erro 7: Não envolver o agregado familiar. 

Quer exista algum problema, quer não exista nenhum problema financeiro em casa, é importante que todos saibam exactamente o que se passa com orçamento da família. Sente-se com a sua família e analise as despesas, em conjunto definam objetivos e tracem um plano. Desta forma todos estarão em equilíbrio e focados nos mesmos objetivos.

Faça um check-up às suas finanças, avalie os movimentos do seu dinheiro e perceba para onde está a ser canalizado cada euro do seu orçamento. No Doutor Finanças temos também à sua disposição um mini-curso sobre Orçamento Familiar e Poupança, que tem como objetivo fornecer-lhe todas as ferramentas para gerir o seu dinheiro e criar uma poupança. 🙂