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5 erros comuns na compra de móveis e como evitar

Saiba quais os 5 erros mais comuns na compra de móveis e como evitá-los.

Luisa Barreira Luisa Barreira , 19 Setembro 2019

Depois da compra da casa, chega a vez de investir em móveis e decoração. E no que toca a este tema, é importante que recorra ao bom senso. 

Embora a questão da decoração e compra de mobiliário seja muito dependente dos nossos gostos pessoais e preferências, a verdade é que, muitas vezes, as escolhas feitas nem sempre são funcionais. 

Na compra de móveis, existem algumas regras que deverá ter em consideração na altura de investir no mobiliário. Se o fizer, pode conseguir um ambiente ao seu gosto, o mais funcional possível e sem desperdiçar dinheiro. 

Atualmente, são muitos os programas de decoração que nos deixam dicas sobre como organizar as divisões da nossa casa. Porém, normalmente dizem-nos “o que fazer” e não o que “não fazer”. Por esta razão, abordamos, neste artigo, os 5 erros mais comuns na compra de móveis e ajudamos a corrigi-los. Esta lista de erros poderá servir como guia de orientação para conseguir um ambiente perfeito na sua casa, sem gastar muito dinheiro em mobília. 

Selecionar que móveis comprar e posicioná-los é uma das principais decisões que é necessário tomar na hora de decorar um ambiente. Ito porque a compra do mobiliário é uma operação que envolve custos de centenas de euros.  

Tome nota dos seguintes erros na hora de comprar a mobília e tente evitá-los, pelo bem do resultado final e pelo seu orçamento! 

Sala de estar sofá mapa

1. Não efetuar medições do espaço disponível em cada divisão

Já viu um móvel que adorou e que até comprou porque estava em promoção, chegou a casa e a peça não cabe onde era suposto? Não tirar previamente as medidas do espaço disponível para a mobília é um dos erros mais comumente cometidos. 

Por outro lado, móveis demasiado grandes tornam, numa divisão pequena, o espaço mais apertado. Antes de mudar o sítio dos móveis ou antes de os comprar, quer sejam sofás, mesas, armários ou camas, meça o espaço e os móveis em altura, largura e profundidade. 

Se acha que só tem de se preocupar com o tamanho do mobiliário se a divisão for pequena, saiba que está enganado! Também numa divisão de maiores dimensões o tamanho do mobiliário é uma decisão importante. Escolher móveis demasiado pequenos pode deixar o espaço desequilibrado. Tire partido das dimensões generosas da divisão para adquirir peças imponentes e originais. 

Solução: Mais importante do que comprar peças muito grandes ou muito pequenas, é ter em conta a dimensão das divisões onde as vai colocar. E certificar-se de que elas são proporcionais ao espaço. Deve medir não só o espaço disponível, como ter em conta, por exemplo, os cantos, relevos, janelas, portas e rodapés. Por vezes, bastam uns centímetros de diferença para que a peça já não caiba. 
É importante que não se esqueça de contar com o espaço de circulação, que aconselhamos a que seja no mínimo de 60cm entre móveis. Uma distância adequada entre as peças, permite passar entre elas confortavelmente, gerando fluidez na divisão.

2. Não pesquisar os diferentes preços e estilos de móveis

Comprar móveis de um determinado estilo só porque está na moda (por exemplo, mobiliário de quarto de criança ser de um determinado super herói), mas não ter qualidade, nem ir de encontro ao que gostamos, pode ser um mau investimento. Pois a moda passa, no futuro esses móveis começam a “cansar” e em breve vai arrepender-se da compra. 

É claro que pode seguir algumas tendências. Mas a sua casa precisa de ter a sua “marca” e nem sempre os móveis mais passageiros sobrevivem a várias décadas. 

Portanto, questione-se antes de comprar: “Será que quando a “moda” passar vou continuar a adorar esta peça? Se a resposta for sim, então arrisque. Caso contrário, o melhor é procurar um móvel que tenha tudo a ver consigo e com o ambiente que deseja criar em sua casa, mesmo que seja da coleção do ano anterior. 

Deve também pensar se vale a pena comprar a linha completa de um designer ou fornecedor. É certo que se assim o fizer, o preço praticado pode ser mais apelativo, uma vez que comprando tudo no mesmo local o desconto pode ser maior. Contudo, pode ficar com uma decoração mais monótona e que, se não gostar mais tarde, terá de mudar tudo em conjunto. Misture peças intemporais com peças mais tendência para encontrar um melhor equilíbrio.

Para além das peças de mobiliário de diferentes estilos terem de combinar entre si, devem também encaixar entre si. Isto é: deve certificar-se, por exemplo, que as cadeiras de que tanto gosta não só combinam com a sua mesa, mas também encaixam fisicamente com ela. Se não tiver este pormenor em atenção, pode dar-se o caso de, as pernas entre a cadeira e a mesa não deixem espaço para se sentar confortavelmente, por exemplo. Daí ser importante medir antes de comprar.

Solução: Não é suficiente querer implementar um determinado tipo de decoração simplesmente porque viu algures e gostou. É necessário todo um trabalho de planeamento e de investigação para verificar se, no caso específico da sua casa, vai ficar bem. Por isso, deve procurar bons negócios e estar atento a todas as oportunidades de poupança nas múltiplas lojas. Mas nunca comprar mobília sem primeiro verificar se tem hipótese de experimentar, ver se é confortável, prática e se se adapta ao mobiliário que já tem. Pois o resultado pode ser diferente do que estava à espera. 

Leia ainda: Como a tendência minimalista pode ajudá-lo a poupar

3. Não ter em conta o processo de transporte e montagem

Montagem e transporte de móveis

Outra despesa que deve ter em conta relacionada com a compra de mobiliário é o valor do transporte da loja até sua casa e da montagem. Em algumas lojas, o transporte e a montagem estão incluídos no preço e é a cargo da própria loja. Noutras situações, e dependendo do local de entrega, pode ter um custo adicional. Há ainda o caso em que, quer o transporte quer a montagem estão a cargo do cliente. 

Solução: Antes de tomar uma decisão em relação ao local onde vai comprar, investigue se o transporte e a montagem são gratuitos, se tem um custo adicional, ou se é você que tem de o fazer. Pondere as várias opções e veja o que lhe é mais compensatório e vantajoso. 

4. Não pensar na utilidade dos móveis

Comprar por impulso também está na lista de um dos erros mais comuns no que respeita à compra de móveis. Comprar só porque está em promoção ou porque gostou de ver a peça na loja não é aconselhado. Isto porque, após ter a peça em casa pode verificar que não tem o local apropriado para a colocar, que afinal não combina com o resto dos móveis ou até que não vai ter nenhuma utilidade para a família.  

Faça uma planificação e um orçamento do que necessita para cada divisão e não se desvie dele. A casa não necessita de ser mobilada de uma vez só! Um espaço bem decorado é construído ao longo do tempo. 

Solução: A solução é saber priorizar e identificar o que realmente é importante ter em cada divisão. Antes de comprar um móvel novo, por impulso, veja onde é mais viável investir. 

Comece por analisar o dia a dia e a rotina da família e o que necessita de comprar.

É fundamental, na hora de decorar, a harmonia entre os móveis e moradores. 

Por exemplo se nos tempos livres gosta de assistir um bom filme ou série, então será uma boa aposta a compra de uma TV e um sofá confortável. Já se adora ler, uma poltrona e um candeeiro, próprios para leitura, são fundamentais. Se tem por hábito ter hóspedes, então, na altura de comprar o seu sofá, deve pensar num sofá cama, por exemplo.  Portanto, definir as prioridades é essencial para compras inteligentes!

5. Não pensar na longevidade e não ponderar se um estilo mais eclético não irá “cansar” daqui a uns anos

Por último, mencionar o facto de que algumas vezes, na compra de mobiliário, não pensarmos a longo prazo. Pensar na longevidade dos móveis ou de certo tipo de decoração é um fator importante. Isto quer a nível da relação qualidade/preço/durabilidade, quer a nível de nos sentirmos satisfeitos com determinada decoração daqui a uns anos.

Se tem uma posição inalterável quanto ao seu estilo de decoração e mobiliário e acha que daqui a uns anos os seus gostos não se vão alterar, então deve apostar em mobiliário cuja durabilidade seja maior, com um determinado grau de qualidade, mesmo que o preço seja um pouco mais elevado. Já se é daquelas pessoas que depressa se “cansa” da decoração e gosta de variar de tempos a tempos, então não invista tanto, pois se daqui a uns anos quiser trocar, não lhe custará tanto optar por outro estilo, padrão ou cor. 

Sabemos que embarcar na aventura de decorar ou renovar a decoração de uma casa pode ser uma tarefa dispendiosa, mas há que ter em atenção que a compra de determinadas peças é um investimento e, que por isso, nem sempre é aconselhável apenas olhar para o preço e desleixar-se na qualidade do produto.

A velha máxima “o que é barato sai caro” também se aplica à decoração. É certo que pode conseguir bons negócios, mas no caso de móveis que vão ser bastante usados (como é o caso de um sofá ou de uma cama). Talvez seja aconselhável gastar um pouco mais de dinheiro e apostar na qualidade/ durabilidade.

Solução: O importante é pensar sempre no custo/ qualidade/ utilidade da sua compra e tentar perceber quais os móveis em que prefere apostar na qualidade, para maior durabilidade. Uma sugestão que lhe deixamos: nos móveis que vai querer que durem mais tempo, opte por uma linha mais neutra e minimalista. Aposte também em cores que depois mais tarde possa facilmente combinar, se pretender mudar de estilo decorativo. Por exemplo um sofá cinza ou preto é mais facilmente combinável com outro tipo de decoração e móveis, que um sofá vermelho!

Em suma fique com a noção de que, na compra de mobiliário e de peças de decoração: 

  •  Por vezes menos é mais; 
  • O preço é uma questão muito importante, mas a utilidade, o conforto e a qualidade, também;
  • Não apresse a compra de determinadas peças; 
  • Planifique tudo, antes de comprar; 
  • Se necessário faça um esboço das divisões e da posição em que colocará os móveis, bem como das respetivas medidas. Depois de uma boa planificação, decida o seu estilo(s), compare lojas e preços; 
  • Antes da escolha dos móveis, considere também a cor das paredes e a iluminação da divisão; 
  • Por fim, pense na manutenção e conservação do mobiliário e nos custos a longo prazo.

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