Vários bancos portugueses lançaram um conjunto de medidas financeiras extraordinárias para apoiar as famílias e empresas afetadas pela tempestade Kristin.
Vão desde linhas de crédito com spread 0% até moratórias e alargamento do prazo de pagamento do crédito habitação. Há também medidas direcionadas para o crédito pessoal ou para a ativação dos seguros multirriscos associados ao crédito habitação contratados no banco.
Apesar de estas medidas serem aplicadas diretamente por cada entidade bancária, pode também consultar a página criada pelo Governo com a informação sobre os diferentes apoios disponibilizados para as pessoas afetadas pela tempestade. Além das condições de acesso a cada medida, o website do Governo também indica como fazer o pedido de apoio.
Caixa Geral de Depósitos
O banco público anunciou apoios no valor de 300 milhões de euros. As medidas, de “implementação imediata”, destinam-se tanto a particulares como a empresas.
Para as famílias, as novas operações de crédito habitação com a finalidade “Apoio às Catástrofes Naturais” beneficiam de spread 0%.
Aplica-se ainda a isenção das comissões de formalização, estudo, avaliação e escritura, um montante que, em condições normais, poderia rondar os 1.260 euros, de acordo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD). Estes apoios são válidos tanto para habitação permanente como secundária.
Nos contratos de crédito habitação em vigor, as medidas anunciadas pela CGD são:
- Moratória (capital ou capital e juros) até 6 meses;
- Alargamento de prazo até 10 anos, com limite de 80 anos do titular mais velho;
- Diferimento de capital até 10% e redução de taxa de juro para taxas mistas em vigor ou redução do spread.
No crédito ao consumo, o banco oferece a primeira prestação até 300 euros, incluindo o crédito pessoal (multifinalidades) e auto (usado, novo e ESG) que têm como finalidade o “Apoio às Catástrofes Naturais.”
Na área dos cartões de crédito, há ofertas da primeira anuidade para clientes sem cartão e aumentos de plafond até 500 euros, até 31 de março.
O apoio às empresas passa pela “isenção de comissões de estudo e contratação e gestão, bem como taxas bonificadas, para operações de curto prazo e médio/longo prazo, com a aplicação de uma carência de capital até um ano”.
O apoio à tesouraria de curto/médio prazo terá uma carência até seis meses. Já no médio/longo prazo e leasing (mobiliário e imobiliário) a carência vai até 12 meses.
Também para as empresas há oferta da primeira anuidade para clientes sem cartão de crédito.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
