É o retrato da escassez no mercado de arrendamento nacional: entre os 18 distritos de Portugal continental e ilhas, só Setúbal e Viana do Castelo têm casas para arrendar em todos os seus municípios. Há, até, algumas regiões (como Bragança, Vila Real e Beja, por exemplo) sem imóveis disponíveis para arrendamento na esmagadora maioria dos concelhos.
Os dados são do Observatório Imobiliário em Portugal, que, todos os meses, recolhe e analisa dados sobre o mercado imobiliário. Veja o que revela a edição de fevereiro sobre a cobertura de casas para arrendar no território nacional.
Interior e regiões autónomas com maior escassez
A escassez de oferta no mercado de arrendamento é particularmente evidente em vários distritos do interior e nas regiões autónomas.
Em Bragança, por exemplo, apenas dois dos seus 12 municípios (a própria capital de distrito e Mogadouro) tinham casas disponíveis para arrendar a 1 de fevereiro deste ano. A situação é semelhante noutro distrito transmontano – Vila Real – onde só três dos 14 concelhos apresentam oferta de habitações para este fim.
Já nos Açores, somente sete dos 19 municípios têm imóveis para arrendamento. Em Beja, são quatro em 14; na Guarda, seis em 14 e, em Portalegre, seis em 15. Na Madeira, a percentagem de municípios com oferta de arrendamento quase chega aos 50%, ou seja, cinco dos 11 municípios registam oferta.
O fenómeno não se limita, no entanto, aos territórios de menor densidade populacional. Os distritos mais populosos também revelam falhas na cobertura total. A 1 de fevereiro, tanto Lisboa como o Porto registavam um concelho sem imóveis disponíveis para arrendamento (Azambuja e Baião, respetivamente). Já em Braga, dois dos 14 municípios não têm casas para arrendar.
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